Prevenção à Covid-19: SBD divulga recomendações aos dermatologistas para evitar o risco de contaminação em locais de atendimento



Prevenção à Covid-19: SBD divulga recomendações aos dermatologistas para evitar o risco de contaminação em locais de atendimento

17 de março de 2020
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A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou nesta terça-feira (17/3) documento em que ressalta a importância de os especialistas aderirem às medidas de prevenção para evitar o avanço da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O manual traz recomendações úteis à rotina das atividades dos dermatologistas em postos de saúde, consultórios, clínicas e hospitais.

Acesse aqui o documento da SBD

O presidente da SBD, Sergio Palma, aponta a relevância de médicos, profissionais de saúde, pacientes e seus familiares seguirem as medidas restritivas (isolamento social) e de reforço à higiene para que se tenha sucesso no esforço nacional para conter a transmissão da COVID-19, no país. 

“Estamos acompanhando as informações divulgadas atentamente. Até o momento, entende-se que as decisões anunciadas têm sido coerentes com as necessidades de aperfeiçoar a prevenção contra o vírus e a doença, reduzindo a pressão das vítimas sobre a rede de atenção pública e privada”, destacou. 

Recomendações – Entre as orientações da SBD estão as precauções em salas de espera, tais como evitar a concentração de pacientes e familiares; manter espaçamento entre cadeiras de, no mínimo, 1,80 m, com higienização duas vezes por turno de corrimãos,  cadeiras, maçanetas e outros; restringir ou evitar visitas de fornecedores ou representantes de empresas para evitar, ao máximo, o trânsito de pessoas nos consultórios, clínicas ou hospitais, entre outras.

A SBD recomenda também a higienização detalhada da sala e de equipamentos a cada consulta, exame ou procedimento; a utilização compulsória pelo paciente e seu acompanhante de álcool gel ao entrar nos consultórios; e a desinfecção de superfícies com hipoclorito de sódio 1% ou álcool isopropílico 70%, o que reduz significativamente a infectividade do coronavírus após um minuto de exposição.

Nos procedimentos, o documento orienta a disponibilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) – máscara facial descartável para os casos indicados e álcool gel – nos ambientes específicos para os procedimentos dermatológicos cirúrgicos; instrução aos colaboradores para seguirem as diretrizes epidemiológicas divulgadas pelas autoridades sanitárias nacionais e locais (Ministério da Saúde e Secretarias e Anvisa); e manutenção dos membros da equipe de atendimento (incluindo médico e auxiliares) imunizados contra influenza, caso não estejam.

Cirurgias – Além disso, cirurgias dermatológicas eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser suspensas, se possível, observando-se peculiaridades de cada caso, com o objetivo de evitar o contingenciamento de leitos. Já nas redes privadas e suplementar, devem ser obedecidas as diretrizes definidas pelas autoridades sanitárias.

Sobre os pacientes com tosse, espirros ou febre, a SBD instrui que deverão ter seu atendimento remarcado para, no mínimo, 20 dias depois, se possível. Se for do conhecimento do médico, paciente acompanhado por pessoa com suspeita ou confirmação de COVID-19 deverá utilizar máscara por ocasião do atendimento.

O documento evidencia ainda que todos os pacientes deverão passar por criteriosa avaliação clínica e física, ponderando comorbidades e eventuais riscos potenciais (idade, diagnóstico, condição imunológica etc.); passar por rigorosa avaliação pré-operatória (se for o caso): investigação sobre possível contato com pessoas em estado gripal ou oriundas de regiões endêmicas.

Educação – Na relação com pacientes e familiares, os dermatologistas devem atuar como agentes de educação para a saúde, alerta a SBD. Nesse sentido, devem orientar a população quanto às posturas de prevenção, reforçando-se a necessidade de seguir as medidas restritivas (isolamento); ressaltar a necessidade de observar na rotina aspectos de higiene visando minimizar riscos de contaminação; e reforçar o cuidado com os grupos mais vulneráveis, como idosos ou pessoas com doenças crônicas ou problemas imunológicos.

O texto da Sociedade Brasileira de Dermatologia lembra, ainda, que cabe aos especialistas exercer a profissão segundo os princípios da ética profissional, prestando informações precisas de modo a conscientizar sem causar pânico, bem como  alertar para que apenas fontes confiáveis de informação sejam acessadas, como Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde, vigiilâncias sanitárias, entidades médicas e veículos de imprensa reconhecidos.

“A Gestão 2019-2020 da SBD continuará a monitorar, constantemente, as informações e determinações das autoridades sanitárias relativas aos riscos relacionados à Covid-19 e se posicionará, sempre que houver necessidade, com orientações de procedimentos aos especialistas e à população”, resssalta Sergio Palma.





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