Para especialistas da SBD, participação em cursos no exterior ajuda na qualificação de dermatologistas



Para especialistas da SBD, participação em cursos no exterior ajuda na qualificação de dermatologistas

6 de dezembro de 2019
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Os estudantes que frequentam uma pós-graduação em universidade no exterior têm a oportunidade de ampliar o conhecimento e vivenciar a cultura de outro país. Essa experiência também permite o enriquecimento curricular, possibilitando ao profissional maior habilidade para trabalhar com pessoas de diferentes nacionalidades. Essa experiência tão enriquecedora é estimulada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) nos Serviços da especialidade no Brasil.

Segundo o presidente da SBD, Sergio Palma, “a chance de conhecer outros pensamentos e ter uma visão mais ampla de tudo abre bastante a mente científica de quem quer evoluir na profissão. A capacidade de pensar agrega novos conhecimentos teóricos, práticos, habilidades sociais e linguísticas”, salienta.

Ele diz ainda que a convivência e a troca de experiências profissionais criam um ambiente favorável à cooperação e ao aprendizado. Para Sergio Palma, o diálogo, o debate de ideias, a capacidade de adaptação, a conciliação e as amizades são fatores extremamente relevantes.

Segundo o presidente, na medicina há diversas oportunidades para se desenvolver no exterior, tanto na graduação quanto na pós-graduação. No currículo médico é possível fazer o curso de medicina no Brasil e os dois anos de residência em outro país. Em muitos hospitais, o médico pode explorar inovações na medicina, sistemas de saúde e prestação de cuidados de saúde em ambientes diferentes do de origem.

“É necessário que o indivíduo identifique as suas prioridades na carreira e decida qual é o momento de estudar fora, qual curso faz mais sentido para sua formação, e qual país e universidade serão melhores para a sua formação ou especialização. Definir se a sua prioridade é o atendimento, o paciente, o leito, o ensino ou a bancada de pesquisa é imprescindível”, completa.

Concorrência – Para cursar uma pós-graduação no exterior é necessário enviar um application, espécie de dossiê pessoal com cartas de recomendação e redações; e ter fluência no idioma do país em que deseja estudar. A maioria dos cursos exige cartas de recomendação de professores, colegas ou supervisores de trabalho e, com frequência, o chefe da instituição que está sendo requisitada pergunta a algum amigo ou conhecido dermatologista sobre o candidato ao estágio.

Mesmo assim, as vagas de estudo fora do Brasil são bem concorridas. Muitas instituições têm bolsas de estudos, mas em outras o custo é elevado e deve ser somado às despesas pessoais, tais como alimentação, transporte e moradia. “Por esse motivo o número de estudantes internacionais nas grandes instituições é reduzido”, adverte a dermatologista Márcia Ramos-e-Silva, que assessora de Assuntos Internacionais da gestão 2019/2020.

Estímulo – As universidades mais conceituadas no mundo têm oportunidades de aprendizado, o que ajuda a melhorar a prática dos estudantes na realização de exames de rotina ou de diagnósticos de doenças. “Nessa interação internacional os pesquisadores podem adquirir novas técnicas e procedimentos, complementar pesquisas e desenvolver tecnologia de ponta”, observa Márcia Ramos-e-Silva. 

A assessora da Diretoria da SBD conta ainda que em alguns países existe a cultura de estímulo à pesquisa e há financiamento de experimentos. “Há muitas possibilidades já consolidadas em alguns países, tanto governamentais como de instituições filantrópicas e associações de pacientes com determinadas doenças”, conclui. 

Finalmente, para a especialista, além da participação em pesquisa, os profissionais que buscam especialização no exterior podem desenvolver expertise em saúde pública, área que considera prioritária ao desenvolvimento do Brasil. Segundo a médica, os profissionais de saúde podem aprender nos melhores serviços do mundo e implementar mudanças significativas no nosso país.

“No mundo globalizado atual, a migração e o fluxo de pessoas foram bem intensificados e os riscos à saúde se potencializaram com a difusão dos patógenos, por isso os profissionais da saúde precisam ampliar seus interesses. É de suma importância o intercâmbio de conhecimento entre as nações e o contato com diferentes sistemas de saúde”, afirma. 

 





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