No mês da Dermatite Atópica, Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para os impactos da doença inflamatória crônica



No mês da Dermatite Atópica, Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para os impactos da doença inflamatória crônica

23 de setembro de 2025
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No dia 23 de setembro é celebrado o Dia Nacional da Dermatite Atópica, data que reforça a importância da conscientização sobre essa condição crônica que afeta a pele de milhões de brasileiros. Aproveitando também o destaque internacional proporcionado pelo Dia Mundial da doença (14/09), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) intensifica ações de informação sobre os sinais, sintomas, diagnóstico e prevenção. Segundo Dra. Renata Magalhães, membro da SBD, a doença é caracterizada por áreas de ressecamento e descamação da pele, que podem apresentar vermelhidão, coceira intensa e até vesículas com saída de líquido durante as crises. Embora possa se manifestar em qualquer fase da vida, é mais comum na infância. 

“A dermatite atópica vai muito além de uma simples irritação de pele. É uma doença inflamatória crônica, com impacto significativo na qualidade de vida, especialmente em crianças, que muitas vezes enfrentam limitações sociais e emocionais por conta dos sintomas”, explica a médica dermatologista Dra. Renata Magalhães. 

Ela destaca que a coceira intensa (prurido) é o sintoma mais marcante da DA, e que pode causar distúrbios de sono, ansiedade e até queda de rendimento escolar nas crianças. “O sofrimento muitas vezes é silencioso, porque os sinais visíveis da doença nem sempre revelam a dimensão do incômodo físico e emocional que ela provoca no paciente”, reforça Renata. 

O diagnóstico é clínico e deve levar em consideração o histórico familiar, especialmente de doenças como rinite e asma, além de fatores ambientais e emocionais. O tratamento envolve desde a hidratação intensiva da pele até o uso de medicamentos como corticosteroides tópicos e, em casos mais graves, imunobiológicos. 

“Banhos curtos com água morna, uso de sabonetes suaves e hidratação imediata da pele são medidas básicas, mas que fazem muita diferença. Já nos casos moderados a graves, existem protocolos bem estabelecidos que podem oferecer controle efetivo da doença”, orienta Renata. 

A dermatite atópica não tem cura, mas pode ser controlada com acompanhamento médico dermatológico contínuo e cuidados diários.  “Procurar um dermatologista ao primeiro sinal de sintomas é essencial para evitar agravamentos e melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família”, conclui Dra. Renata. 





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