Médicos de SP explicam detalhes da paralisação a jornalistas



Médicos de SP explicam detalhes da paralisação a jornalistas

22 de agosto de 2011

Lideranças médicas de São Paulo esclareceram à imprensa, durante coletiva de imprensa no último dia 10, sobre a paralisação do atendimento a 12 planos de saúde a partir de 1º de setembro, em rodízio de especialidades. A entrevista ocorreu na sede da Associação Paulista de Medicina (APM).

‘A insuficiência da saúde suplementar sobrecarrega ainda mais o sistema público. São Paulo tem uma grande representatividade na área médica. Por isso, temos o dever de exigir respeito aos pacientes por meio da valorização do trabalho médico’, afirma Jorge Carlos Machado Curi, presidente da APM.

Segundo Curi, boa parte das empresas procuradas pelos médicos tem demonstrado sensibilidade em relação aos pleitos da categoria. ‘Estamos acordando uma recomposição mínima e gradual dos valores. O movimento possibilita a abertura de diálogo e chama a atenção da opinião pública’, informa.

Florisval Meinão, diretor da Associação Médica Brasileira e 1º vice-presidente da APM informa que cerca de 60% dos médicos atendem planos de saúde. A paralisação prevista para o mês de setembro deve envolver em torno de 10 mil profissionais de medicina. As 12 empresas cujo atendimento será suspenso somam 3,2 milhões de usuários.

‘Desde a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de saúde aplicaram mais de 130% de aumento nas mensalidades dos pacientes, acima da inflação, enquanto apenas 60% de reajuste foram concedidos aos prestadores de serviço, o que tem provocado sério desequilíbrio econômico’, explica Meinão. ‘Além disso, a própria Agência admite que 100% dos contratos são irregulares, pois não preveem cláusula de reajuste com índice e periodicidade definida.’

O presidente do Cremesp, Renato Azevedo, enfatizou a gravidade da situação: ‘Os planos de saúde são um dos setores em maior crescimento econômico, com lucros exorbitantes à custa da remuneração indigna dos médicos. A ANS tem sido omissa na questão.’

‘Muitas vezes, as empresas dificultam ou mesmo impedem a assistência’, protesta Cid Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos (Simesp) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). ‘Queremos deixar claro que estamos totalmente abertos a negociações’, acrescenta.

Também participaram da entrevista coletiva o diretor de Defesa Profissional da APM, Tomás P. Smith-Howard, e o assessor da Presidência da APM, Marcos Pimenta.





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