Crianças podem ter vida normal, mas conversa com professor é fundamental



Crianças podem ter vida normal, mas conversa com professor é fundamental

14 de dezembro de 2016
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Se os adultos já têm dificuldade em conviver com a doença, o que dizer de uma criança? É importante explicar para ela que a psoríase é só um detalhe em sua vida, não é o que a define. É fundamental que os pais ajudem o filho a entender sua condição, para que ele saiba como agir nos momentos de crise, quando aparecem as escamações, que podem causar constrangimento. Ele também precisa entender que outras crianças podem agir de forma nem sempre simpática e saber como reagir a isso.

A criança passa boa parte de seu dia na escola. É um ambiente em que deve se sentir confortável. Por isso a comunicação entre os pais e os professores, nesse caso, é fundamental para garantir o sucesso do tratamento e preservar a autoestima da criança. Explicar aos professores o que é a doença, reforçando seu caráter não transmissível e pedir ajuda para que a situação seja vista com normalidade é fundamental. Não há qualquer recomendação médica para que a criança deixe de realizar atividades como jogos ou natação. O aprendizado pode ser duro, às vezes, mas as crianças precisam aprender a conviver com comentários desagradáveis e ignorá-los. Devem estar informados sobre a doença, para que, na medida do possível, possam explicar aos outros de que se trata e deixar claro que não há qualquer risco na convivência.

Tratamento

Ainda não há cura ou vacina contra a psoríase, e o tratamento para as crianças segue os mesmo padrões dos de adulto. Claro, é preciso sempre discutir com o médico sobre posologia e medicação adequada. Nunca medique seu filho com remédio para adultos sem consultar o médico.

Prevenção

Alguns hábitos simples podem ser adotadas pelos pais sem colocar a saúde das crianças em risco. Elas podem melhorar a qualidade de vida delas.

Anote aí: Prefira roupas largas e de algodão. Evite tecidos sintéticos Os cremes podem manchar as roupas. Separe roupas para usar exclusivamente durante as crises. Alie o tratamento a alguma atividade que deixe a criança feliz, como assistir a um filme com ela, ler para ela ou jogar algum jogo. Transforme o tratamento em um momento de interação entre você e seu filho.





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