Covid-19: segurança na retomada dos atendimentos dermatológicos é discutida em nova edição do SBD Live



Covid-19: segurança na retomada dos atendimentos dermatológicos é discutida em nova edição do SBD Live

14 de agosto de 2020
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Orientar os dermatologistas para garantir segurança no retorno gradual aos atendimentos em consultório, com ênfase na realização de procedimentos estéticos. Essa foi a tônica do mais recente encontro científico, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a fim de atualizar o conhecimento de seus associados em meio à pandemia de Covid-19. A mais recente edição do projeto SBD Live, transmitida por meio de plataforma exclusiva, na terça-feira (11/8), contou com o patrocínio da Allergan Aesthetics e apoio da Manole Educação.

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“No momento, ainda vivenciamos os impactos da Covid-19. No entanto, em função da dimensão continental do Brasil, existe uma variação epidemiológica considerável nos estados e municípios. De todo modo, mesmo nos locais onde já existe a possibilidade de retomada das atividades, é preciso manter as medidas de segurança para propiciar assistência sem risco aos pacientes e membros da equipe”, frisou o presidente da SBD, Sérgio Palma, que deu início às explanações do evento.

Diretrizes – Na avaliação do especialista, as diretrizes apresentadas pelas entidades médicas e autoridades sanitárias – em níveis municipal, estadual ou federal – devem nortear o trabalho dos médicos. Recentemente, a própria SBD lançou uma cartilha com recomendações sobre o uso e manuseio de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) com foco nos profissionais de saúde que atuam diretamente com pacientes suspeitos ou infectados pelo novo coronavírus.

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Na sequência, a professora adjunta de Dermatologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Daniela Antelo ressaltou a relevância de reiniciar o trabalho de maneira progressiva. “Nesse período inicial, é imprescindível recomeçar aos poucos, marcando consultas espaçadas, para que cada médico identifique as demandas e a capacidade de supri-las, dentro da sua realidade. A cautela é palavra de ordem”, afirmou.

A especialista também reforçou a necessidade de estabelecer protocolos de pré-atendimento, no intuito de fornecer, através das tecnologias digitais de comunicação, indicações úteis aos pacientes, como a obrigatoriedade do uso de máscaras. “Os atendentes devem estar treinados para verificar, ainda no primeiro contato, algumas questões centrais: o paciente apresentou sintomas respiratórios nos últimos dias? Esteve na presença de alguém infectado pela Covid-19? Essas e outras perguntas devem estar sistematizadas e podem ser encaminhadas por e-mail ou mensagem de texto, antes mesmo da consulta”, elencou.

Biossegurança – Na oportunidade, o assessor do Departamento de Lasers e Tecnologias da SBD, Geraldo Magalhães Magela, comentou ainda aspectos de biossegurança para o médico e demais colaboradores, abordando o uso e manuseio de EPIs em procedimentos cosmiátricos com injetáveis, lasers e demais tecnologias.

“De acordo com as evidências atuais, o contágio pelo novo coronavírus acontece principalmente pelo contato direto com as gotículas provenientes da tosse, espirro ou fala de um indivíduo infectado. A transmissão pelos aerossóis suspensos no ar também pode acontecer, mas ainda não está bem definida na literatura. O entendimento dessa dinâmica é importante justamente para estabelecer as nossas estratégias de proteção”, disse.

Nesse contexto, segundo ponderou o especialista, existe considerável embasamento teórico justificando o uso de máscara na realização de procedimentos estéticos. Conforme ressaltou, máscaras danificadas nunca devem ser utilizadas e o especialista precisa sempre considerar o tamanho mais adequado do equipamento para seu rosto.

“Além disso, medidas como a lavagem sistemática das mãos com água e sabão, possibilitar uma melhor ventilação da sala e estabelecer ao menos 1,8 metros de distância durante o atendimento são condutas respaldadas por organizações sanitárias, como o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos”, concluiu.

Ao final das apresentações, os especialistas responderam diferentes questões encaminhadas pelos espectadores da live, entre elas: o que fazer quando o paciente chega ao consultório com febre?; durabilidade das máscaras N95; realização de procedimentos com tecnologias ablativas; e mais.

 





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