Contágio da catapora aumenta entre julho e novembro



Contágio da catapora aumenta entre julho e novembro

22 de junho de 2016

A catapora, cientificamente chamada de varicela, é conhecida por deixar diversas pintinhas vermelhas espalhadas pelo corpo. É uma doença infecciosa e altamente transmissível, que geralmente ocorre em crianças de 1 a 10 anos de idade. Porém, o vírus pode infectar pessoas que nunca contraíram a doença ou até mesmo que tiveram a catapora, mas que o corpo não criou a imunidade contra o vírus.

“As confirmações de casos de catapora ocorrem durante o ano todo, mas são mais frequentes entre julho e novembro, por causa do frio e das chuvas. Isso acontece porque as pessoas ficam mais em locais fechados e o vírus começa a se manifestar com mais facilidade”, comenta Marcos Bonassi, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia em São Paulo.

As lesões em crianças costumam iniciar com manchas avermelhadas que evoluem para pequenas bolhas de água. Ao passar dos dias, elas vão se transformando em crostas, até que estouram. “Durante essa fase de manifestação de manchas avermelhadas com as gotículas de água, quanto mais a pessoa coçar, maior a possibilidade de ficar cicatrizes”, alerta o dermatologista.

“Já tive catapora duas vezes, a primeira aos 12 anos e logo depois contrai o vírus novamente. Fiquei todo empipocado, cheio de manchas vermelhas espalhadas pelo meu corpo inteiro. Não tenho aquelas marcas que costumam ficar nas pessoas porque não passei muito a unha, para não machucar”, comenta Evandro Sakai, empresário.

Os principais sintomas são febre alta, indisposição e perda de apetite. O período de transmissão da catapora se inicia 48 horas antes do aparecimento das primeiras lesões, até o início da cicatrização de todas elas. Segundo o médico, o contágio acontece por meio de espirros, tosse e até gotículas de saliva.

Para ele, o indicado é que durante esse período a pessoa permaneça de repouso, se ausentando das tarefas escolares e trabalho, para que não haja a possibilidade de transmissão do vírus. A prevenção deve ser feita em crianças acima de 1 ano de idade, por meio de vacinas.

“Para que a infecção das marcas na pele seja evitada, o ideal é que as mães cortem as unhas das crianças, para que ao coçar não aja agressão. Se a unha for grande, procure não passar os dedos pelas feridas. Mantenha sempre as mãos muito limpas. A higiene deve ser feita com água e sabão”, conclui Bonassi.





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