Ação de combate ao câncer de pele atenderá a 300 pessoas em Fortaleza




22 de novembro de 2018 0

No próximo dia 1º de dezembro, o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), unidade do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC) filiada à Rede Ebserh, realiza a 19ª edição do Mutirão de Prevenção e Combate ao Câncer de Pele. O evento ocorrerá no Serviço de Dermatologia do HUWC pela manhã. Na oportunidade, serão distribuídas 300 fichas para atendimento.

De acordo com o chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital, José Accioly Filho, a campanha apresenta dois objetivos centrais: o diagnóstico precoce do câncer de pele e orientações sobre as medidas de fotoproteção. “Em 2017, realizamos 423 atendimentos, com a identificação de 50 casos de câncer de pele, que foram tratados cirurgicamente pelo Serviço de Dermatologia do HUWC”, acrescenta o especialista.

Ainda segundo o dermatologista, a pessoa deve se atentar apara mancha ou ferida que não cicatriza e que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento. O especialista acrescenta, ainda, que também estão previstas atividades educativas, como aulas expositivas sobre fotoproteção e como suspeitar do câncer da pele, além da distribuição de filtro solar aos participantes.

Cerca de 30 profissionais de saúde e administrativos estarão envolvidos na ação. Ainda de acordo com o dermatologista, todos aqueles casos identificados no mutirão com necessidade de acompanhamento ambulatorial serão encaminhados para atendimento no próprio Serviço de Dermatologia. Os casos cirúrgicos, caso existam, também serão tratados na unidade de saúde.

Casos no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Com a intenção de estimular a população na prevenção e no diagnóstico do câncer da pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) iniciou, em 2014, o movimento de combate ao câncer de pele batizado “Dezembro Laranja”.

Em 2018, o tema é “Se exponha, mas não se queime”. A ação ganha destaque com informações à população sobre as formas de prevenção por meio da adoção de uma série de medidas fotoprotetoras e a necessidade de procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento.

Serviço

19º Mutirão do Câncer de Pele no Hospital Universitário Walter Cantídio

Quando: 1º de dezembro de 2018 (sábado)

Onde: Serviço de Dermatologia do HUWC (Rua Coronel Nunes de Melo, s/n, Rodolfo Teófilo – ao lado da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand)
Horário: Das 8h às 11h. Na oportunidade, serão distribuídas 300 fichas para atendimento. Por essa razão, recomenda-se que os interessados compareçam até as 10h de sábado, dia 1/12.

Fonte: Correio do Brasil – RJ (com ACS – de Fortaleza)


22 de novembro de 2018 0

Com a intenção de estimular a população na prevenção e no diagnóstico ao câncer da pele, em 2014 a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) deu início ao movimento de combate ao câncer da pele batizado "Dezembro Laranja". Desde então, sempre no último mês do ano, a entidade realiza ações para lembrar como evitar o câncer mais comum no país e convida a população a compartilhar nas redes sociais uma foto vestindo uma peça de roupa laranja, publicando-a com a hashtag #dezembrolaranja.

As ações incluem iluminação de monumentos, iniciativas de conscientização em praias e parques com distribuição de filtro solar, entre outras. Todo ano o tema da campanha é renovado para atrair um maior número de pessoas nessa luta de conscientização. O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com 176 mil novos casos ao ano.

Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele é "Se exponha mas não se queime". A ação ganha destaque com o movimento Dezembro Laranja, que informa a população sobre as formas de prevenção com a adoção de uma série de medidas fotoprotetoras, e a procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento.

Saiba mais – Um país com menos casos de câncer da pele é meta alcançável, e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está comprometida em reduzir a incidência da doença e sua mortalidade. A conscientização pública é uma das formas de reduzir o número de casos. Para isso, pelo quinto ano consecutivo, a SBD realiza a campanha #DezembroLaranja, iniciativa apoiada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), para alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento da doença no Brasil. Neste ano, a campanha dá continuidade ao tema "Se exponha, mas não se queime", cativando o interesse da população ao fazer um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais. As mensagens divulgadas pelos canais de comunicação da entidade, sobretudo em mídias importantes como o Facebook e o Instagram, preenchem um espaço de utilidade pública, com orientações gerais sobre esse tipo de tumor mais incidente no país – no entanto, o de mais baixa mortalidade.

A primeira ação que assume maior relevância na campanha #DezembroLaranja ocorrerá no dia 1º de dezembro, quando cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários somarão forças para a prestação de atendimento e esclarecimento quanto à importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diversos estados. Desde 1999, o mutirão já beneficiou mais de 594 mil brasileiros, e nesta 20ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, a previsão é de que 30 mil pessoas sejam atendidas.

De dezembro deste ano a março de 2019, ou seja, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

Casos no Brasil – De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é de 165.580 mil novos casos de câncer da pele não melanoma. Um dado novo desse período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil). Outra notícia é sobre a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma ter diminuído em 10 mil casos de um biênio para o outro.

"A SBD transformou esse problema de saúde pública na causa da luta contra o câncer da pele. A boa notícia é que tudo indica que as ações da Sociedade estão surtindo efeito. Parece que estamos no caminho certo", explica o coordenador nacional da Campanha Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, Joaquim Mesquita.

Em 2018, a SBD conta com parcerias de órgãos públicos, instituições de saúde e empresas, para trabalhar em colaboração e superar desafios a fim de reverter o número de casos da doença no país. A sociedade civil também está convidada a participar da campanha. Algumas sugestões para quem quiser aderir são: divulgar o mutirão de atendimento para diagnóstico e prevenção do câncer da pele que acontece em todo o Brasil no dia 1º de dezembro; usar laços ou fitas laranjas; e publicar as #DezembroLaranja e #verãolaranja nas redes sociais.

"É o momento de promover a visibilidade do tema e de tentar mais uma vez a promoção de uma campanha participativa, coletiva e atuante", afirma o vice-presidente da SBD, Sérgio Palma.

Assim como em outros anos, pessoas reconhecidas em suas áreas de atuação participarão do movimento, vestindo a cor laranja. Monumentos nacionais também serão iluminados com a cor símbolo da campanha.

"Todas as ações em torno do #DezembroLaranja integram o compromisso da gestão, que é oferecer informações que possam contribuir para a prevenção do câncer da pele", realça o presidente da SBD, José Antônio Sanches.

Para mais informações sobre o #DezembroLaranja, acesse: www.dezembrolaranja.com.br

Serviço

Mutirão de Prevenção ao Câncer da Pele com exame preventivo gratuito

Dia: 1/12, das 9h às 15h, em diversos postos de atendimento no país.

Acesse os locais:

http://www.sbd.org.br/dezembroLaranja/exame-preventivo-gratuito/

Fonte: CFM


22 de novembro de 2018 0

Ações de divulgação da campanha virão com identificação das principais entidades dermatológicas internacionais

A partir deste ano, a SBD passa a contar com o apoio da Academia Americana de Dermatologia (AAD) e da Liga Internacional de Sociedades de Dermatologia (ILDS) em suas ações de conscientização para a redução de casos de câncer da pele no país. Na campanha de 2018, todas as peças divulgadas pelos canais de comunicação da SBD vêm com o selo do World Skin Health (WSHD) da ILDS e com o identificador @AADSkin e a #AAD.

As parcerias são resultado do trabalho de internacionalização da campanha Dezembro Laranja estruturado pela atual gestão, que incluiu o envio de books (livretos explicativos) em inglês para instituições dermatológicas internacionais, contendo informações sobre a trajetória e importância dessa ação preventiva para os brasileiros.

O World Skin Health (WSHD) é um projeto conjunto da Liga Internacional de Sociedades de Dermatologia (ILDS) e da Sociedade Internacional de Dermatologia (ISD) que reconhece e promove a saúde da pele ao redor do mundo. A Academia Americana de Dermatologia (AAD) também é parceira do WSHD nesse esforço global visando ao estímulo de comportamentos solares inteligentes.

 


5 de novembro de 2018 0

Na primeira semana da campanha Dezembro Laranja (29/11 a 5/12), 30 salas de cinemas da rede UCI, Kinoplex e Cinemark de 14 cidades brasileiras exibirão um filme com a chancela da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) sobre a importância de medidas fotoprotetoras.

Ao longo do mês de dezembro, o filme também será exibido nas salas do Espaço Itaú de Cinemas, Reserva Cultural e Estação Net. Clique para assistir!

 


18 de setembro de 2018 0


O câncer de pele pode ser dividido em três tipos principais: carcinoma basocelular, espinocelular ou melanoma
Imagem: Camila Rosa/VivaBem

País com sol e calor na maior parte do ano, o Brasil registra cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele a cada ano, o que representa mais de 30% de todos os casos de câncer no país. Felizmente, apenas 3% desses diagnósticos correspondem ao melanoma, o tipo mais agressivo. Os outros tipos, chamados de câncer de pele não melanoma, têm baixa letalidade, mas constituem um sério problema de saúde pública por ser tão comum na população.

O Inca estima que cerca de 6.200 casos de melanoma sejam diagnosticados a cada ano (2.900 em homens e o restante em mulheres), sendo que a doença provoca aproximadamente 1.500 mortes. A seguir você vai descobrir como identificar alterações suspeitas e como afastar os riscos dos diferentes tipos de câncer.

A pele é o maior órgão do nosso corpo e é formado por três camadas:

Epiderme: a mais externa, que vemos a olho nu, tem como objetivo formar uma barreira protetora, dificultando a saída de água e a entrada de agressores, como micróbios. Nessa camada estão os melanócitos, células que produzem a melanina (pigmento que dá cor à pele). É aqui que se formam a maior parte dos cânceres.

Derme: camada intermediária, formada por colágeno e elastina, entre outros componentes que dão tonicidade à pele. A região é cheia de vasos sanguíneos e terminações nervosas, que permitem sensações como frio e calor. Também aqui é que se localizam os folículos de onde nascem os pelos, as glândulas que produzem sebo e suor.

Hipoderme: a última camada, mais interna, é formada principalmente por células de gordura e tem a função de manter a temperatura e acumular energia (calorias).

Como surge o câncer?

Apesar de funcionar como barreira protetora, a pele não é impermeável e alguns agentes externos podem ser absorvidos por ela. O principal inimigo é a radiação ultravioleta emitida pelo sol. Idosos e crianças têm a pele mais fina, por isso são mais vulneráveis a esse agressor, que provoca envelhecimento e pode causar mutações no DNA das células.

O câncer é todo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, devido a mutações que, na maioria das vezes, são adquiridas ao longo da vida, durante o processo de multiplicação celular. Apenas cerca de 5% dos casos de câncer de pele podem ser atribuídos a mutações genéticas herdadas dos pais.

Tipos de câncer de pele e seus sintomas

Dependendo do tipo de célula afetado, o câncer de pele pode ser dividido em três tipos principais:

CARCINOMA BASOCELULAR

O mais prevalente dos cânceres de pele surge nas células basais, que ficam na parte mais profunda da epiderme. É mais comum em regiões expostas ao sol, como rosto, orelha, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

Sinais e sintomas: às vezes as lesões podem se assemelhar a outras doenças, como eczema ou psoríase. Em geral se manifesta como uma mancha avermelhada, brilhante, com uma crosta no meio que pode sangrar com facilidade.

CARCINOMA ESPINOCELULAR

O segundo tipo mais comum ocorre nas células escamosas, as mais comuns na parte superior da pele. Também é mais frequente em áreas mais expostas ao sol e mais prevalente em homens do que em mulheres. Alguns casos ainda podem ser associados a feridas crônicas, uso de drogas para evitar rejeição a transplantes ou agentes químicos.

Sinais e sintomas: costumam ter coloração avermelhada e se parecem com machucados ou feridas descamativas que não cicatrizam e sangram às vezes. Mas também podem ter aparência similar a de verrugas.

MELANOMA

Esse é o tipo menos frequente, mas com pior prognóstico, pois envolve maior risco de metástase. Mesmo assim, a detecção precoce traz grandes chances de cura.

Sinais e sintomas: como esse tipo de câncer afeta os melanócitos (que produzem pigmento), a manifestação é sempre uma pinta ou sinal acastanhado ou negro que muda de cor, formato ou de tamanho e pode causar sangramento. As lesões podem surgir em áreas menos visíveis, porém são mais comuns nas pernas, no tronco, pescoço e cabeça. Nos estágios iniciais, afeta apenas a camada mais superficial da pele, mas pode avançar para as mais profundas e alcançar outros órgãos, causando nódulos, inchaço nos gânglios linfáticos ou outros sintomas específicos na região afetada.

OUTROS TUMORES

Existem alguns tipos de câncer de pele não melanoma menos frequentes, como o sarcoma de Kaposi, o linfoma de pele e outros, mas eles representam menos de 1% de todos os casos.

Quando procurar um dermatologista

Muitas lesões cancerosas podem se assemelhar a pintas, manchas ou machucados, por isso de maneira geral é importante procurar um dermatologista toda vez que você perceber alguma alteração na pele, como:

Manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram;Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;Feridas que não cicatrizam em 4 semanas;Mudança na textura da pele ou dor.

Regra do ABCDE

Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, os dermatologistas criaram uma metodologia baseada nas letras do alfabeto:

A metodologia baseada nas letras do alfabeto ajuda a identificar lesões de pele suspeitas Imagem: Divulgação/Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – A de assimetria: quanto mais assimétrica for uma mancha ou pinta, maior o risco de ser um câncer;

– B de bordas: bordas irregulares também são sinais de perigo;

– C de cor: pintas com mais de uma cor e com tons pretos podem ser melanoma;

– D de diâmetro: lesões com mais de 5 milímetros merecem mais atenção;

– E de evolução: mudanças na cor, tamanho ou forma de uma lesão ou pinta devem ser investigadas

Lesões pré-câncer

Algumas lesões são consideradas pré-câncer, ou seja, são condições causadas pela exposição excessiva ao sol com potencial para se transformar na doença. Um dos exemplos é a chamada queratose solar, que em geral se manifesta como pontos irregulares nas cores rosa, vermelho ou bege.

O carcinoma espinocelular in situ ou doença de Bowen é considerado um precursor do câncer de células escamosas. Em geral, se manifesta por manchas rosadas na pele, com bordas irregulares, e também é provocado pela exposição ao sol.

Fatores de risco do câncer de pele

– Cor da pele: pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade têm maior risco de desenvolver a doença.

– Hereditariedade: a maior parte das mutações que levam ao câncer são adquiridas ao longo da vida, e não herdadas. Porém, familiares de pacientes diagnosticados com melanoma têm risco mais alto e devem fazer exames preventivos com maior regularidade.

Exposição ao sol: a radiação ultravioleta (UV) do sol é o principal agente causador de danos no DNA das células da pele. A radiação é mais forte em países com clima tropical ou com altitudes elevadas. A exposição crônica aos raios está associada principalmente ao carcinoma espinocelular; já indivíduos que tiveram queimaduras solares na infância são mais propensos ao carcinoma basocelular e ao melanoma. De acordo com o Inca, trabalhadores que atuam ao ar livre, como os da construção civil, agricultores, pescadores, guardas de trânsito, salva-vidas, atletas e agentes de saúde, entre outros, apresentam maior risco de câncer de pele não melanoma.

Idade: os efeitos da radiação são cumulativos, por isso, quanto maior idade, maior a tendência a ter lesões cancerosas.

Bronzeamento artificial: as câmaras de bronzeamento artificial também fornecem radiação UV e seu uso pode levar ao melanoma. É por isso que esses equipamentos foram proibidos para fins estéticos no Brasil desde 2009.

Radioterapia: alguns pacientes que fizeram radioterapia para tratar outros tipos de câncer podem ser mais propensos ao câncer de pele, especialmente se isso ocorreu na infância.

Histórico: quem já teve câncer de pele tem probabilidade alta de apresentar novas lesões, por isso os cuidados devem ser tomados pelo resto da vida.

Uso de imunossupressores: drogas que evitam a rejeição de órgãos transplantados podem elevar o risco desse tipo de câncer.

Doenças de pele: alguns pacientes com psoríase ou xeroderma pigmentosa (uma doença genética rara) podem ter risco aumentado.

Outros: fatores ambientais ou ocupacionais como a exposição a fuligens, ao arsênico e seus compostos (utilizados na conservação de madeiras, em agrotóxicos e na metalurgia, entre outros), ao alcatrão de carvão (piche), a óleos minerais (industriais, não tratados ou pouco tratados) e a óleos de xisto (utilizados na indústria petroquímica) também podem levar ao câncer de pele.

Como é o diagnóstico do câncer de pele

Com o exame físico realizado com ajuda do dermatoscópio (aparelho com luz que aumenta a imagem) e análise do histórico do paciente, o dermatologista pode solicitar a remoção de uma amostra da lesão ou pinta ou sua remoção completa para biópsia, ou seja, análise de um patologista. Isso pode ser feito com bisturi, lâmina ou cilindro cortante, com anestesia e, muitas vezes, no próprio consultório médico.

Após a análise do tumor, outros exames podem ser solicitados para verificar se o câncer já se espalhou para os linfonodos ou gerou metástase, alcançando outro órgão ou tecido. Com todos os dados em mãos, o médico faz o estadiamento do câncer: é utilizada uma combinação de letras (T de tumor, N de nódulos e M de metástase) e números que podem ir de 0 a 4, sendo que o último refere-se ao câncer avançado. O tratamento varia de acordo com cada estádio.

Pacientes com melanoma costumam ser submetidos a testes genéticos para determinar mutações específicas (por exemplo: BRAF, cKIT, NRAS, CDKN2A e CDK4), que ajudam na escolha dos tratamentos mais indicados para cada caso.

Como tratar o câncer de pele

– Cirurgia: é a principal forma de diagnóstico e tratamento para os cânceres de pele, bem como de lesões suspeitas ou pré-cancerosas. Há diversas técnicas disponíveis, como o uso do bisturi tradicional ou elétrico, laser, congelamento com nitrogênio líquido ou a cirurgia micrográfica de Mohs, que retira o tumor e um fragmento da pele ao redor –escolha frequente em casos de melanoma. Tudo depende do diagnóstico e do tamanho do tumor. Quando gânglios linfáticos são atingidos também é indicada a remoção cirúrgica dessas estruturas. Vale mencionar que carcinomas basocelulares pequenos podem ser tratados apenas com pomadas ou radioterapia.

– Terapia fotodinâmica (PDT): indicadas para os carcinomas, consiste no uso de luz intensa após aplicação de um agente fotossensibilizante na lesão. A técnica destrói as células tumorais causando menor dano aos tecidos sadios.

– Radioterapia: pode ser indicada para destruir células cancerosas, evitar o retorno da doença, ou para aliviar dores em casos de metástases ósseas. Os efeitos colaterais podem envolver náuseas, reações cutâneas, fadiga e perda de cabelo.

– Quimioterapia: embora não seja tão eficaz para o câncer de pele, pode ser indicada para melhorar a qualidade e prolongar a vida dos pacientes com melanoma com metástase. Os principais efeitos colaterais são enjoos, vômitos, perda de cabelo e infecções. Já para lesões pré-cancer ou não melanoma existe um tipo de quimioterapia tópica com menos efeitos colaterais.

– Imunoterapia: é uma opção para o tratamento do melanoma. Alguns exemplos são o interferon, a vacina BCG injetada no tumor, e drogas como o pembrolizumab e o nivolumab, entre outras. Também há um medicamento específico para o melanoma metastásico chamado anti-CLTA4.

– Terapia-alvo: pacientes com melanoma com alterações genéticas específicas, como é o caso da alteração BRAF, podem se beneficiar do uso desse tipo de terapia. Os efeitos colaterais podem incluir dores, fadiga, perda de cabelo, erupção cutânea, coceira e sensibilidade ao sol, entre outros.

Como prevenir o câncer de pele

Evitar a exposição excessiva ao sol é a principal forma de evitar o câncer de pele, especialmente para as pessoas com pele clara. Veja as dicas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para afastar os riscos:

Use chapéus, camisetas, óculos escuros e protetores solares para promover uma barreira física contra o sol;Evite a exposição solar entre 10h e 16h;Na praia ou na piscina, fique embaixo de barracas ou guarda-sóis de algodão ou lona, mas lembre-se que eles absorvem apenas 50% da radiação ultravioleta, por isso a proteção deve ser reforçada por roupas e protetor solar. As barracas de nylon praticamente não protegem contra os raios UV;Use filtros solares diariamente, e não apenas na praia ou piscina;Consulte um dermatologista ao menos uma vez ao ano para fazer um exame completo da pele;Tenha o hábito de observar a própria pele e fazer o auto-exame em busca de pintas ou manchas suspeitas.

Como fazer o auto-exame

Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e dos lados direito e esquerdo.Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas.Examine as partes da frente, de trás e dos lados das pernas, além da região genital.Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os espaços entre os dedos.Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas.Também com o auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.Ao perceber qualquer alteração na pele, consulte um médico.

Como escolher o melhor protetor solar e aplicar o produto

– Opte por produtos que oferecem proteção contra radiação UVA e UVB e que tenham FPS (fator de proteção solar) de no mínimo 30, especialmente se você tem pele clara. Se tiver dúvidas, consulte o dermatologista sobre o produto mais indicado para seu tipo de pele.

– O protetor deve ser usado em abundância –o equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo — e espalhado de maneira uniforme.

– A primeira aplicação deve ser feita 15 minutos antes de se expor ao sol. Reaplique a cada duas horas ou após entrar na água.

– Existem protetores químicos (que funcionam como “esponja”) e físicos (à base de dióxido de titânio e óxido de zinco), que ajudam a refletir a radiação incidente. O uso de coloração de base reduz o aspecto esbranquiçado desses últimos.

– Lembre-se que só o filtro solar não basta. É preciso se proteger com roupas e guarda-sóis, e buscar sombras nos períodos de maior emissão de UV (das 10h às 16h).

Fonte: UOL

Fontes: Dolival Lobão, chefe de dermatologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca); Joaquim Mesquita, coordenador da Campanha Nacional Contra o Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Instituto Oncoguia; e A… – Veja mais em https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/18/cancer-de-pele-pintas-que-mudam-de-cor-tamanho-e-formato-sao-alerta.htm?cmpid=copiaecola

País com sol e calor na maior parte do ano, o Brasil registra cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele a cada ano, o que representa mais de 30% de todos os casos de câncer no país. Felizmente, apenas 3% desses diagnósticos correspondem ao melanoma, o tipo mais agressivo. Os outros tipos, chamados de câncer de pele não melanoma, têm baixa letalidade, mas constituem um sério problema de saúde pública por ser tão comum na população.

O Inca estima que cerca de 6.200 casos de melanoma sejam diagnosticados a cada ano (2.900 em homens e o restante em mulheres), sendo que a doença provoca aproximadamente 1.500 mortes. A seguir você vai descobrir como identificar alterações suspeitas e como afastar os riscos dos diferentes tipos de câncer.

País com sol e calor na maior parte do ano, o Brasil registra cerca de 180 mil novos casos de câncer de pele a cada ano, o que representa mais de 30% de todos os casos de câncer no país. Felizmente, apenas 3% desses diagnósticos correspondem ao melanoma, o tipo mais agressivo. Os outros tipos, chamados de câncer de pele não melanoma, têm baixa letalidade, mas constituem um sério problema de saúde pública por ser tão comum na população.

O Inca estima que cerca de 6.200 casos de melanoma sejam diagnosticados a cada ano (2.900 em homens e o restante em mulheres), sendo que a doença provoca aproximadamente 1.500 mortes. A seguir você vai descobrir como identificar alterações suspeitas e como afastar os riscos dos diferentes tipos de câncer.

Fontes: Dolival Lobão, chefe de dermatologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca); Joaquim Mesquita, coordenador da Campanha Nacional Contra o Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Instituto Oncoguia; e A… – Veja mais em https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/18/cancer-de-pele-pintas-que-mudam-de-cor-tamanho-e-formato-sao-alerta.htm?cmpid=copiaecola

Fontes: Dolival Lobão, chefe de dermatologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca); Joaquim Mesquita, coordenador da Campanha Nacional Contra o Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Instituto Oncoguia; e A… – Veja mais em https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/18/cancer-de-pele-pintas-que-mudam-de-cor-tamanho-e-formato-sao-alerta.htm?cmpid=copiaecola

12 de janeiro de 2018 0

Em entrevista ao programa Panorama Visual, da TV INES, primeira webTV em Língua Brasileira de Sinais (Libras) do Instituto Nacional de Educação de Surdos e da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), o dermatologista e secretário-geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Flávio Luz, fala sobre os diferentes tipos de câncer da pele, formas de prevenção e esclarece algumas dúvidas sobre vitamina D e exposição ao sol. O programa também mostra depoimentos de quem enfrentou a doença.

Clique na imagem para assistir a íntegra da entrevista.

 

 

 


10 de janeiro de 2018 0

Em entrevista ao programa Conexão, do Canal Futura, o coordenador da Campanha de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD-RJ, Curt Mafra Treu, fala sobre os cuidados especiais com a pele durante o verão.

O dermatologista ressalta a importância da utilização diária não apenas do filtro solar, mas de outras medidas fotoprotetoras, como roupas adequadas, óculos escuros e chapéus para evitar a doença e o envelhecimento cutâneo.

"O filtro solar é preventivo para o rejuvenescimento da pele mais barato que existe", disse.

Clique na imagem para assistir a entrevista.

 


19 de dezembro de 2017 0

Um dos principais locais turísticos do Rio de Janeiro, o Zoológico do Rio, entra para a campanha Dezembro Laranja, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que alerta a população para os cuidados com o sol e os riscos do câncer da pele. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos surgem mais de 176 mil novos casos de câncer da pele no Brasil. Este é o câncer de maior incidência no mundo.

Com o Zoológico do Rio em clima de Natal, o Verão no RioZoo participa da campanha. Nos dias 21 e 22 de dezembro, o bom velhinho chega de tirolesa para interagir com o público do Zoológico, distribuindo balões, gibis e posando com as famílias num aplicativo que gera uma foto que é enviada na mesma hora por e-mail.

"Ficamos muito felizes em ter o Grupo Cataratas no time de apoiadores da campanha Dezembro Laranja contra o câncer da pele. Esperamos que esta parceria seja um sucesso", conclui o vice-presidente da SBD, Sérgio Palma.


18 de dezembro de 2017 0

A conscientização como ferramenta para a prevenção do câncer da pele. Esse é o objetivo da campanha Dezembro Laranja que alerta a população sobre os efeitos nocivos do sol sem proteção. Em todo o país, ao longo desse mês, estão sendo realizadas uma série de atividades voltadas para população procurando chamar a atenção para o tema. Uma delas foi organizada neste sábado (16/12), no Cinema Reserva Cultural, em Niterói. Antes de todas as sessões do dia foi exibida a animação do Dezembro Laranja (clique para ver).

A administradora Mariana Campos, de 41 anos, já conhecia a campanha para o combate a doença e costuma se proteger no dia a dia: “Uso protetor solar diariamente no rosto, mas confesso que na correria do dia a dia não passo no corpo. Ações desse tipo nos fazem parar um momento para refletir sobre nossas atitudes", afirma.

Informativos e ventarolas sobre a campanha, além de fitinhas e laços na cor laranja foram distribuídos antes e depois das sessões.

Além da exibição do vídeo, as pessoas também receberam orientações referentes à prevenção do câncer da pele. As instruções foram repassadas para cerca de 200 pessoas. 

“Adorei o videozinho. Esse trabalho de conscientização voltado para a população é importante porque impacta na qualidade de vida das pessoas. Considero essencial a ida ao dermatologista regularmente”, avalia a pediatra Mary Cristina da Silva, que também levanta a bandeira da prevenção.

Para a aposentada Maria Alice Soares, o conhecimento ajuda não somente na prevenção, mas também na fase de tratamento da doença. “Meu marido passou por isso, pois tomou muito sol quando jovem e nunca achava que fosse acontecer com ele. Daí, a importância dessas ações, para que todos possam conhecer mais a doença, como evitar e quais os tratamentos que existem hoje”, destaca. 

Os estudantes da UFF Iara Hooper e Rodrigo França, ambos com 20 anos de idade, reconhecem a importância dos cuidados com a pele desde cedo

Na próxima quinta e sexta-feiras (21 e 22/12), o RioZoo receberá mais ações do Dezembro Laranja. Na oportunidade, o Papai Noel vestido de laranja distribuirá brindes para as crianças e informes sobre como se prevenir da doença.

Fotos: Laura Jeunon

 





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