Comissão de Ensino Médico e Pós-Graduação (CEMPG) da AMB indefere a criação da área de atuação em Dermatologia Pediátrica, requerida pela Sociedade Brasileira de Pediatria



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29 de julho de 2024

A Associação Médica Brasileira (AMB) reconheceu que a dermatologia pediátrica já faz parte da matriz de competência da formação do dermatologista. O parecer se deu após pedido da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para que a Dermatologia Pediátrica fosse reconhecida como área de atuação da pediatria e dermatologia. Porém, por meio da Comissão de Ensino Médico de Pós-graduação (CEMPG), o pedido foi indeferido.  

“A Sociedade Brasileira de Dermatologia entende que o parecer da CEMPG está correto, já que a Matriz de Competência da Especialidade de Dermatologia prevê 3 anos de Residência Médica, onde são abordadas várias doenças da pele, seus métodos diagnósticos e tratamentos, seja de criança ou de adulto, já sendo, portanto, a Dermatologia Pediátrica contemplada nessa formação”, explica o presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves.  

Para a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Dra. Elisa Fontenelle, a notícia do indeferimento veio com grande satisfação. 

 “Parabenizamos o presidente Heitor de Sá Gonçalves por essa conquista. A dermatologia é uma especialidade complexa, diversa e rica em detalhes. É o dermatologista de formação o profissional capaz e habilitado a avaliar e conduzir todo e qualquer caso dermatológico. Não há vantagens na criação de área de atuação em dermatologia pediátrica sem a formação completa e necessária que os dermatologistas têm”, conclui ela. 

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26 de julho de 2024

O dia 26 de julho é dedicado aos avós e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta para o cuidado mútuo entre avós e netos. Estar atento aos mínimos detalhes ao olhar para quem você ama pode ajudar a prevenir doenças de pele.

“A pele é o maior órgão do corpo humano e prestar atenção nas mudanças que ocorrem com o tempo é fundamental. Não podemos banalizar o surgimento de pintas, manchas ou lesões por menores que sejam. É preciso entender que cuidar da pele está longe de ser uma vaidade, mas uma necessidade”, alerta o presidente da SBD Heitor de Sá Gonçalves.

Pintas e manchas na pele, por exemplo, podem parecer a mesma coisa, mas vale lembrar que não são sinônimos. As pintas podem nascer com a pessoa ou serem adquiridas ao longo da vida, surgindo até mesmo na infância e na adolescência. Na fase adulta é importante observar o surgimento de novas pintas ou a alteração daquelas já existentes, consultando o médico dermatologista.

As manchas são lesões por causas variadas, que podem ir desde exposições ao sol a doenças autoimunes, infecções de pele e até mesmo câncer de pele.

“É importante estar atento aos sinais e sintomas não só da sua pele, mas também de quem você convive, e caso perceba algo diferente busque o médico dermatologista para tirar a sua dúvida. Caso não seja nenhum problema, ótimo, mas se for alguma doença, você terá a oportunidade de tratá-la logo no início e evitar complicações. Não tenha medo do diagnóstico, quando mais cedo a descoberta, maior são as chances de cura”, diz a coordenadora do Departamento de Dermatologia Geriátrica da SBD, Ana Cláudia de Brito Soares.

Dica para os avós sobre como envelhecer com uma pele bonita e saudável

O envelhecimento é um processo natural que ocorre com o tempo e na pele, ele se traduz por perda da hidratação, da oleosidade, da elasticidade e aumento de sua fragilidade, tanto física quanto de defesa imunológica. Ocorre ainda à diminuição de alguns componentes da pele, como o colágeno e a elastina.

Alguns fatores como radiação ultravioleta, poluição, tabagismo, alimentação inadequada, álcool, doenças dermatológicas e estilo de vida, também contribuem para esse envelhecimento.

Para favorecer o envelhecimento de uma pele saudável a SBD preparou as dicas abaixo:

– Manter a pele limpa, seca e hidratada;
– Evitar banhos quentes e muito demorados; evitar se ensaboar demais e usar buchas, que também contribuem para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a pele;
– Usar creme hidratante em toda superfície corporal logo após sair do banho, o que ajuda na sua absorção;
– Secar bem as áreas de dobras, como virilhas, axilas e espaços entre os dedos das mãos e pés;
– Usar protetor solar nos momentos de exposição ao sol;
– Os lábios também costumam ressecar. É importante usar hidratantes específicos para essa região para evitar rachaduras.

É importante lembrar que essas dicas não excluem uma consulta com o médico dermatologista. A pele do idoso necessita ser examinada ativamente, pelo menos uma vez por ano, com o objetivo de diagnosticar e tratar precocemente as doenças da pele, evitando assim, procedimentos maiores e mais traumáticos.

Confira mais dicas na cartilha da SBD sobre cuidados com a pele do idoso. Clique aqui.

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22 de julho de 2024

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) estará presente no 2º Congresso de Medicina Geral promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB), de 25 a 27 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP). A programação do evento conta com palestras de 8 especialistas da SBD. 

“A participação da SBD no Congresso traduz a grande importância que a nossa Sociedade Brasileira dá à atenção básica, ao papel do clínico, do pediatra, como aquele médico que primeiro vê a doença dermatológica. Assim, passando o conhecimento das doenças mais comuns do ponto de vista da pele, estaremos capacitando o clínico, atualizando o pediatra, o médico da atenção básica, da família e comunidade, para que eles aumentem a sua resolutividade e consigam resolver boa parte dos problemas dermatológicos”, explica Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD. 

Na quinta-feira (25), Dra. Rosana Lazzarini, membro da diretoria da SBD, irá coordenar a mesa redonda que abordará as afecções prevalentes em dermatologia. Os médicos dermatologistas Dr. Lucas Campos Garcia e Dra. Roberta Buense Bedrikow também participarão da discussão. 

“Vamos falar de erupções medicamentosas, ou farmacodermias mais comuns, das piodermites e de urticária. É extremamente importante podermos cooperar com o aprimoramento de médicos do atendimento básico de uma maneira geral, mostrando alguns pontos essenciais da dermatologia”, diz Lazzarini. 

Na sexta-feira (26), é a vez do Dr. Heitor coordenar a mesa redonda de dermatologia. Também participam o vice-presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, e a coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, Dra. Aparecida Moraes.  

Entre os assuntos, vamos abordar as reações a medicamentos, infecções bacterianas, urticárias agudas, hanseníase e câncer de pele, seja ele melanoma ou não melanoma. Essas são realmente as grandes demandas da dermatologia no Brasil”, diz Heitor de Sá. 

No sábado (27), o presidente da SBD também modera a apresentação de casos clínicos de complicações da hanseníase, que terá como debatedores os médicos dermatologistas Dr. Walter Belda Junior e Dr. Marcos Cesar Florian, concluindo assim o último dia do evento.  

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19 de julho de 2024

Após receber denúncias de que um biomédico, atuante no Distrito Federal, publicou um vídeo em rede social simulando a realização de preenchimento labial com médicas dermatologistas, resultando, supostamente, em necrose nos seus lábios, o Departamento Jurídico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ajuizou, nesta quinta-feira (18), uma ação civil pública sob o nº 0715087-83.2024.8.07.0020, em trâmite na 2ª Vara Cível de Águas Claras, exigindo do biomédico o pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), além de realizar a devida retratação. Também foi exigido que ele seja impedido de continuar com a prática de procedimentos privativos dos profissionais médicos.

A SBD entende que houve um ataque direto a toda a classe, uma vez que o biomédico encenou situações como se fossem realizadas por dermatologistas durante procedimentos estéticos, entre elas deixar a seringa cair e continuar o processo, espirrar sobre o paciente e insinuar que os médicos não prestariam o devido suporte após o procedimento.

“O canal de denúncia da SBD está tendo grande importância no nosso trabalho de valorização e defesa profissional do médico dermatologista. Contamos cada vez mais com a participação de nossos associados para que possamos, além de fazer valer a Lei do Ato Médico, zelar pela saúde da população. Devido à desinformação, muitos pacientes acabam se submetendo a procedimentos invasivos com profissionais que não possuem formação em medicina, colocando em risco a própria vida”, diz Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD.

Clique aqui e entenda o passo a passo que deve ser seguido para que a SBD receba sua denúncia e tome as medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis a cada caso.

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8 de julho de 2024

A 16ª edição do Teraderm, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), contou com a participação de aproximadamente dois mil médicos dermatologistas que se reuniram em São Paulo, no último final de semana, aonde abordaram temas voltados para a dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica.

“O evento, tradição anual, reuniu médicos dermatologistas de todo o Brasil que buscam por capacitação no tratamento de seus pacientes, além de aprimoramento das técnicas voltadas para a estética”, explica dr. John Verrinder Veasey, um dos coordenadores do Teraderm.

Mais de 130 especialistas, entre coordenadores e palestrantes, deram em torno de 30 aulas, entre elas, a “Dermatologia do paciente com tatuagem”. Para a coordenadora da sessão, Rosana Lazzarini, muitos pacientes nem imaginam a profunda relação entre os temas. “Os pacientes que possuem vitiligo e psoríase, por exemplo, ao se tatuarem, podem desencadear as doenças ou piorá-las. Indivíduos que possuem muitas pintas também precisam de uma avaliação prévia com um dermatologista. As pintas precisam de acompanhamento e a tatuagem pode dificultar a análise, especificamente quando a tinta ou o traço é aplicado sobre elas”, explica Rosana Lazzarini.

O bloco também abordou as reações precoces que podem ocorrer na região tatuada. Caso os cuidados não sejam adequados no momento do procedimento, o paciente pode ter infecção por bactéria, além das reações tardias, como, por exemplo, formação de queloides e até mesmo processos inflamatórios. “As reações agudas como a inflamação inicial pela tinta podem ser tratadas com medicamentos tópicos e as infecções com o uso de antibióticos. Já reações crônicas podem exigir condutas mais complexas, como biópsias da lesão para definir a origem do problema”, completa Lazarini.

Outro bloco do evento foi o “Skincare e a maquiagem na infância: o que pode e o que não pode?”, coordenado pela dra. Carolina Gonçalves Contin Proença. Ela destaca que as mídias sociais mostram rotinas exageradas de skincare para crianças, com produtos não indicados, além de tutoriais de maquiagens. “O uso de maquiagem deve ser feito apenas com produtos infantis para o momento de brincadeira e festas a fantasia, mas não como apelo de beleza. Os produtos podem ser prejudiciais tanto para a pele, causando dermatite de contato, como também alteração no eixo hormonal”, diz.

Segundo a especialista, as recomendações de skincare para crianças devem contemplar apenas orientações de banho – breve, com água morna e sabonetes adequados. “Pode ser feito o uso de creme hidratante para pele ressecada ou sensível, além de fotoproteção com roupas e filtros solares indicados. Também há orientações de como prevenir de picadas de inseto, além de bons hábitos alimentares”, explica Carolina.

Ao longo dos blocos os médicos dermatologistas participantes puderam contribuir com as suas experiências, o que foi um grande diferencial. “Sempre buscamos promover a maior participação e interação possível dos médicos participantes. Essa é a essência da nossa Sociedade, afinal, acreditamos que só dessa forma é possível encontrar melhores perspectivas de tratamentos que gere qualidade de vida ao paciente”, diz Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD.

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14 de junho de 2024

A reunião do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que aconteceu no último sábado (8), em São Paulo (SP), reuniu todos os presidentes e os delegados de cada regional e contou com uma extensa programação.  

O presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves, fez a abertura. Em seguida, a secretária-geral, Regina Oliveira Carneiro, apresentou um relatório com todos os avanços da diretoria e as novas propostas para o futuro. Cada comissão também apresentou um relatório.  

Algumas apresentações tiveram importantes debates, como aquelas sobre o trabalho da atual gestão referente aos honorários médicos, pelo Dr. Lucas Campos, o relatório dos Anais Brasileiros de dermatologia, pelo Dr. Silvio Marques, e Dr. Gabriel Gontijo, que discorreu sobre a possibilidade de ampliar o número de centros formadores em cirurgia de mohs, uma técnica utilizada para tratamento de lesões malignas da pele.  

“A reunião foi bastante produtiva. Esse é um momento importante não só de prestação de contas, mas também de aproximação e troca entre os médicos dermatologistas das diferentes regionais. Uma ótima oportunidade para todos”, diz a secretária-geral da SBD, Regina Oliveira Carneiro.   

Durante a reunião, a cidade de São Paulo foi aprovada para ser a sede do Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia em 2028. Houve também a votação para escolha do presidente do Congresso, com eleição do médico dermatologista Sérgio Schalka. Foi apresentada, ainda, a previsão orçamentária do congresso de 2025, que será no Rio de Janeiro e presidido pela médica dermatologista Leandra Metsavaht.  

Houve também, durante a programação, a eleição dos novos membros das comissões, são eles: Maria Araci Pontes, do Ceará, para a Comissão do TED; Mariana Carvalho Costa, do Distrito Federal, para a Comissão Científica; Antônio Macedo D´Acri, do Rio de Janeiro, e Gabriela Roncada Haddad, de São Paulo, para a Comissão de Ensino; Eduardo Miranda Alvares, de Goiás, para a Comissão de Ética e Defesa Profissional; e Abdiel Figueira Lima, do Rio de Janeiro, Ricardo Seiji Shiratsu e Dilhermando A. Calil, de São Paulo, para o Conselho Fiscal. Foi ainda reconduzido ao cargo em novo mandato, Hamilton Ometto Stolf, de São Paulo, como editor-chefe da Revista Surgical & Cosmetic Dermatology. 

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13 de junho de 2024

O albinismo é a incapacidade de um indivíduo em produzir melanina, que é um filtro solar natural e que dá cor à pele, pelos, cabelos e olhos, portanto a pele da pessoa com albinismo se apresenta branca e sensível ao sol. Diante dessas características raras, os portadores da desordem, muitas vezes, são vítimas de preconceito. Em busca de mudar essa realidade, foi criado, em 2014, pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, celebrado em 13 de junho.   

“Precisamos dar cada vez mais luz a essa data para que a sociedade tenha acesso à informação. Só assim conseguiremos formar uma grande rede de conscientização, onde as pessoas com albinismo tenham seus direitos assegurados”, diz o médico dermatologista Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD.  

A pessoa com albinismo, que é uma condição genética hereditária, não consegue se defender da exposição ao sol e a consequência imediata é a queimadura solar, afetando, principalmente as crianças, já que na infância o controle é mais difícil. Sem a prevenção, os pacientes envelhecem precocemente e podem desenvolver cânceres de pele agressivos antes dos 30 anos de idade.  

“A escassez ou ausência da melanina pode afetar a pele, deixando-a em diferentes tons, do branco ao marrom. Os cabelos também variam de muito brancos até o castanho, loiro ou ruivo. Já nos olhos as cores podem variar do azul muito claro ao castanho e, assim como a cor da pele e do cabelo, podem mudar conforme a idade. Também podem ocorrer sintomas relacionados à visão, como, por exemplo, o movimento rápido e involuntário dos olhos, estrabismo, miopia, hipermetropia, fotofobia, entre outros”, explica Carolina Marçon, médica dermatologista da SBD. 

O diagnóstico é feito pelo médico dermatologista e pelo oftalmologista. Através da história clínica, avaliação dermatológica e exame da retina é possível chegar à conclusão diagnóstica. Embora o diagnóstico de certeza do albinismo seja somente através da pesquisa genética. 

Tratamento e cuidados 

Para evitar uma das principais complicações do albinismo que é o câncer de pele, é necessário ter consultas de rotina com o médico dermatologista para acompanhar os sinais e sintomas buscando detectar, de forma precoce, o indício do surgimento de lesões. Também é preciso manter as avaliações oftalmológicas.   

Existem ainda as medidas de autocuidado essenciais para evitar complicações, como garantir o uso de filtro solar e evitar a exposição direta ao sol. O uso de roupas compridas deve ser priorizado, assim como os óculos-escuros que contenham proteção contra os raios UVA e UVB.    

Conheça o projeto com pessoas albinas premiado após indicação da SBD 

Em 2023, o projeto de educação e cuidado dermatológico intitulado como “Albinismo em um país tropical: um olhar além da cor da pele”, realizado para a comunidade albina na Bahia, foi premiado pela Liga Internacional de Sociedades de Dermatologia (ILDS), após indicação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).  

O projeto, liderado pela médica dermatologista da SBD Ana Lisía Giudice, tem como objetivo conhecer o perfil epidemiológico, social e econômico dos indivíduos albinos que vivem no Nordeste do Brasil. 

“Um grupo de dermatologistas, apoiados pela SBD nacional, foi a uma comunidade onde há um grande número de indivíduos com albinismo. Durante o atendimento médico, coletamos dados sobre condições de vida, educacionais, sociais, econômicas e de saúde clínica e dermatológica. Na ação educativa com albinos reiteramos o conhecimento de sua condição genética, ouvimos suas necessidades e limitações, para que possamos destacar os cuidados necessários do ponto de vista dermatológico para prevenção através do autoexame da pele e a prevenção de lesões pré-malignas e/ou malignas”, explica a médica dermatologista. 

Quando é identificada a presença de lesões, o paciente é encaminhado para terapêutica cirúrgica ou tópica adequadas para cada dermatose detectada na população. Com o recurso da premiação foi possível investir em equipamentos de proteção solar e panfletos educativos. Além disso, foram gravadas aulas sobre albinismo e sobre câncer de pele que ficaram em uma plataforma digital da secretaria de saúde do estado da Bahia para capacitar as equipes de saúde da atenção básica.   

“A SBD nos apoiou através do departamento GRAPE (Grupo de apoio permanente), que cuida de populações negligenciadas na pessoa de sua coordenadora, a Dra. Cecilia Bortolleto, na ação que fizemos na cidade de Inhambupe, na Bahia, e está nos ajudando a construir a próxima ação de atendimento em outra localidade do interior da Bahia, juntamente com a APALBA (Associação das pessoas com albinismo da Bahia). Pretendemos alargar o âmbito desta ação a outros municípios do estado da Bahia e, se possível, em outros estados do Brasil. Beneficiaremos com isso quase  600 indivíduos de um total de 1.141 albinos presentes na Bahia”, explica Ana Lísia.   

 

 

 

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11 de junho de 2024

A Campanha de Conscientização sobre a Hidradenite Supurativa, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), tem como objetivo conscientizar a população sobre os sinais, sintomas e medidas para o controle da doença. O Dia Mundial da Hidradenite foi em 6 de junho, mas as ações para alertar a sociedade ocorrem ao longo de todo o mês.   

“Alguns pacientes só conseguiram o diagnóstico correto após dez anos depois dos primeiros sintomas, já que esse é um processo inflamatório pouco conhecido e negligenciado. Muitos demoram até chegar ao especialista que é o médico dermatologista, portanto, através da campanha geramos informações para pacientes e médicos que podem favorecer o diagnóstico precoce e, consequentemente, impedir a evolução da doença na sua forma mais grave”, explica o médico dermatologista Heitor de Sá Gonçalves, presidente da SBD.  

A hidradenite supurativa é um processo inflamatório crônico, mais frequente em pacientes com sobrepeso e mulheres, que acomete preferencialmente axilas, mamas, virilha, a região genital e glútea, podendo aparecer nódulos e caroços dolorosos, que podem evoluir com abertura e drenagem de pus. Uma mesma lesão pode inflamar e desinflamar várias vezes no mesmo local e até deixar cicatrizes, dificultando a movimentação dos braços e coxas, por exemplo.  As causas ainda não estão bem estabelecidas, mas ela pode ser considerada uma doença autoinflamatória, quando ocorre uma resposta inflamatória exagerada que agride e danifica a pele e as estruturas associadas.  

“Essa é uma tendência genética e pode estar associada a algumas alterações de saúde e hábitos, como o tabagismo e a obesidade. É importante lembrar ainda que, apesar de não ter cura definitiva, é possível tratar os sintomas e ter uma vida saudável”, explica a médica dermatologista Renata Ferreira Magalhães, diretora científica da SBD.  

Tratamento da Hidradenite Supurativa  

O tratamento envolve a prescrição de medicamentos pelo dermatologista dependendo da complexidade dos sintomas. Além de medidas para controle do peso e melhora da qualidade de vida como a excisão das lesões. Os medicamentos tópicos, podem incluir antissépticos para cuidados locais, antibióticos e esfoliantes tópicos que ajudam a reduzir a inflamação e controlar as infecções bacterianas. Medicamentos sistêmicos, como antibióticos, imunossupressores e imunobiológicos também são eficazes na redução da inflamação.  

Infiltrações locais de corticosteróides e os tratamentos a laser para reduzir os pelos da região e a inflamação também facilitam os cuidados locais. Já a cirurgia é indicada para casos extensos ou persistentes. Isso pode incluir drenagem de abscessos, excisão de tecido cicatricial ou até mesmo remoção das glândulas nas áreas afetadas.  

Para casos graves que não respondem a outras formas de tratamento existem as terapias biológicas que podem ser prescritas, reduzindo o processo inflamatório e viabilizando melhor resultado quando da remoção cirúrgica. Além de analgésicos potentesem casos de dor intensa.  

“Como forma de auxiliar o tratamento e favorecer a prevenção, é fundamental parar de fumar e manter o peso proporcional à altura. Alguns estudos sugerem que uma dieta muito rica em carboidratos, açúcares e gordura animal poderia agravar os sintomas. Evite ainda o uso de roupas apertadas e o suor excessivo nas áreas mais afetadas, como axilas, mamas, virilha, região genital e glútea”, conclui Renata Ferreira Magalhães.  

O dermatologista é o médico especialista para avaliação e conduta das queixas de pele, cabelos e unhas, portanto para o diagnóstico e tratamento do paciente com hidradenite supurativa é indispensável uma análise dermatológica.

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5 de junho de 2024

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reconhece que o peeling de fenol em toda a face é um procedimento estético que demanda extrema cautela, considerando sua natureza invasiva e agressiva. É essencial que seja conduzido por médicos habilitados, preferencialmente em ambiente hospitalar, com o paciente devidamente anestesiado e sob monitoramento cardíaco.

Este tipo de peeling é especialmente indicado para tratar casos de envelhecimento facial severo, caracterizados por rugas profundas e textura da pele consideravelmente comprometida. No entanto, é importante ressaltar que o procedimento apresenta riscos e tempo de recuperação prolongado, exigindo afastamento das atividades habituais por um período estendido.

Devido ao uso de um composto tóxico absorvido pela pele e, consequentemente, pela corrente sanguínea, o procedimento exige precauções rigorosas. É possível que ocorram complicações, como dor intensa, cicatrizes, alterações na coloração da pele, infecções e até mesmo problemas cardíacos imprevisíveis, independentemente da concentração, do método de aplicação e da profundidade atingida na pele. Contudo, quando criteriosamente indicado e executado, os resultados obtidos são incomparáveis a outros métodos esfoliativos, proporcionando uma renovação intensa da pele, estimulando a produção de colágeno e reduzindo significativamente rugas e manchas.

Antes de se submeter a qualquer procedimento clínico ou cosmiátrico, a SBD recomenda que o paciente busque a orientação de um dermatologista. Este profissional está capacitado para preparar a pele, avaliar adequadamente suas condições e indicar a melhor abordagem individualizada para cada caso, além de orientar sobre os cuidados necessários para evitar as possíveis complicações.

A SBD reitera seu compromisso com a saúde e a segurança da população, alertando que procedimentos estéticos invasivos devem ser realizados exclusivamente por médicos habilitados. Profissionais não qualificados podem desconhecer princípios básicos destes tratamentos. Para mais informações sobre cuidados com a saúde da pele, cabelo e unhas, acesse www.sbd.org.br e siga @dermatologiasbd nas redes sociais.

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28 de maio de 2024

No mês dedicado ao esclarecimento sobre a Síndrome de Ehlers-Danlos (SED), a Sociedade Brasileira de Dermatologia traz informações que contribuem para uma melhor compreensão e manejo da Síndrome. Essa condição que compreende um grupo de doenças caracterizadas pelo aumento da elasticidade e da fragilidade da pele, bem como pela hiperextensibilidade das articulações devido a alterações no colágeno. Nas formas mais completas da síndrome, outros órgãos, como vasos sanguíneos, coração, intestino e pulmão, podem ser afetados. A prevalência da SED gira em torno de 1 para 5000 indivíduos, com uma grande variedade clínica, englobando casos desde sutis até graves.

Uma das características distintivas da SED é a aparência da pele, que é descrita como macia, aveludada e de consistência pastosa. Quando esticada, a pele rapidamente retorna ao seu estado prévio. Esse achado é mais facilmente perceptível na região interna do antebraço. Nas mãos, nos pés e por vezes nos cotovelos, pode-se observar um excesso de pele flácida e redundante. Em algumas áreas, o tecido adiposo subcutâneo pode-se notar pequenas nodulações. A cicatrização pode ser comprometida, resultando em hematomas mais frequentes que podem evoluir para pequenos nódulos. Essas alterações podem ser mais difíceis de serem avaliadas na infância.

O diagnóstico da forma clássica da SED é primariamente clínico. A biópsia de pele de rotina geralmente é normal, às vezes mostrando alterações discretas no colágeno e nos fibroblastos. A classificação dos subtipos e a confirmação diagnóstica baseiam-se em testes genéticos.
Com relação aos cuidados dermatológicos, é importante orientar os pacientes com SED sobre sua maior vulnerabilidade ao trauma, especialmente nos casos mais graves. Quando necessário, devem ser utilizados protetores de pele nos joelhos, cotovelos e canelas. As feridas cutâneas podem levar o dobro de tempo para cicatrizar, portanto, os curativos devem permanecer por mais tempo e, sempre que possível, serem de tamanhos maiores.

O dermatologista é o médico capaz de diagnosticar e orientar os cuidados da SED na infância e vida adulta, através do exame clínico dermatológico e avaliação de estudos complementares.





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