Em SBD Live sobre tratamento da dermatite atópica, é anunciada novidade para capacitação dos dermatologistas




8 de julho de 2020 0

Atualizar as condutas terapêuticas para dermatite atópica (DA), com ênfase na prática clínica dos dermatologistas. Essa foi a tônica do encontro virtual, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com patrocínio da GSK e apoio da Manole Educação, que congregou cerca de 956 espectadores na noite da última terça-feira (7/7). O evento online, transmitido por meio de plataforma gratuita e exclusiva para associados, apresentou informações a respeito de métodos de tratamento com base em evidências científicas recentes da literatura médica.

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Durante os trabalhos, o presidente da SBD, Sérgio Palma, que atuou como mediador dessa edição do SBD Live, adiantou que, devido à necessidade de os dermatologistas aprofundarem seus conhecimentos na área da Imunologia para tratar corretamente inúmeras doenças da pele, a exemplo da DA, a entidade ofertará a partir do segundo semestre de 2020 um curso especialmente voltado à educação científica em conceitos da imunidade.

Além disso, Sérgio Palma ressaltou que outras informações científicas, com credibilidade e qualidade asseguradas pela equipe da SBD, com foco na pandemia, estão disponíveis no site da entidade. “Na última semana, lançamos um documento com recomendações para a manutenção das atividades em clínicas e consultórios médicos, mesmo durante a pandemia da Covid-19. O conteúdo está na página SBD coronavírus, na qual também estão disponíveis inúmeros outros trabalhos relevantes sobre a atual pandemia de Covid-19 e sua repercussão na dermatologia. Essas são ações que ratificam o compromisso da SBD em prol da capacitação de seus associados”, disse.

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Orientações – A mestre em Clínica Médica, com ênfase na Saúde de Crianças e Adolescentes, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atual dermatologista da GSK, Juliany Estefan, deu início às explanações com orientações sobre cuidados tópicos para DA. Conforme salientou, em função da característica crônica e recidivante da doença, é fundamental que o paciente dê continuidade ao tratamento, mesmo após a melhora dos sintomas.

“A DA é uma patologia inflamatória complexa e crônica, com prevalência alta, sobretudo entre crianças e adolescentes. A coceira, inflamação e irritação aparente da pele são as manifestações clássicas. No geral, o tratamento é eficaz e inclui o uso diário de hidratante – imediatamente após o banho – e administração de medicamentos, como anti-histamínicos, corticoides tópicos, adjuvantes e outros. No entanto, é importante manter o acompanhamento em longo prazo, visto que os sintomas tendem a ressurgir, se os cuidados de rotina forem abandonados”, afirmou.

Entres os fatores desencadeantes da DA estão as infecções cutâneas, o contato com produtos de limpeza e demais agentes irritantes, além do clima frio e das mudanças abruptas de temperatura. “O estresse e ansiedade também têm papel relevante no desencadeamento das crises”, pontuou a dermatologista.

Na sequência, Clarissa Prati, doutora em Ciências da Saúde pelo Hospital do Servidor Público Estadual (SP) e preceptora da Residência em Dermatologia do Hospital São Lucas (PUCRS), abordou questões sobre tratamento sistêmico, indicado para casos graves e moderados de DA. A especialista comentou aspectos da fisiopatogenia da doença, destacando a necessidade de avaliar a gravidade da DA a partir de métodos reconhecidos pela comunidade científica, como EASI, SCORAD e outros.

Ainda de acordo com a médica, os dermatologistas devem estar atentos para a associação frequente de outras doenças com a DA, em especial asma, rinossinusite crônica e alergia alimentar. “A asma é um bom exemplo. Ela tem fisiopatologia muito similar à DA e está presente em cerca de 35% dos pacientes com dermatite atópica grave. Por isso, é sempre recomendada a investigação aprofundada de outros quadros a fim de obter um diagnóstico mais preciso e o  tratamento integral”, discorreu.

Prurido – Finalizando os debates, a coordenadora do Departamento Científico de Dermatologia Pediátrica da SBD e médica do Hospital Municipal Jesus (RJ), Ana Mosca, comentou especificidades a respeito do prurido, manifestação caracterizada por desconforto intenso e vontade de coçar a pele. Segundo ela, o sintoma é crônico nos quadros de DA, uma vez que persiste por meses, quando não tratado.

“O ato insistente de se coçar leva à perda de barreiras da pele e uma subsequente inflamação. A resposta imune e demais reações do organismo ativam determinados neurosensores que vão desencadear sintomas como perturbação do sono, dor e queimação”, explicou. Na avaliação da especialista, o hábito diário de hidratar a pele associado ao uso dos fármacos adequados corresponde à forma mais eficiente de eliminar o problema.

“Como fator preventivo, é fundamental que os pais permitam o pleno contato das crianças com o ambiente e bactérias inerentes ao meio. Os estudos são claros ao demonstrar que quanto mais anticorpos de bactérias o organismo tem, mais diverso é o microbioma e pouca demartite atópica surge. As crianças que vivem em locais demasiadamente esterilizados e assépticos são mais suscetíveis a essa doença”, ponderou.

Após o encerramento das apresentações, todos os especialistas responderam ainda diferentes questionamentos dos espectadores sobre assuntos como: orientações para o banho e cuidados gerais com a pele; esquemas recomendados de corticoterapia; diagnóstico de DA associada à alergia alimentar em pacientes pediátricos; utilização de probióticos; entre outros.


3 de julho de 2020 0

Na próxima terça-feira (07/07), às 19h, os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) têm mais um encontro marcado com o SBD Live. O tema da vez será “Atualização terapêutica da dermatite atópica”.  Na oportunidade, especialistas convidados apresentarão informações atualizadas a partir do que há de mais recente na literatura científica para o tratamento da doença. 

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Entre os tópicos abordados, estarão o tratamento tópico da dermatite atópica; quando usar o tratamento sistêmico; e o tratamento do prurido. Os associados poderão, após assistirem às exposições, tirarem suas dúvidas sobre o tema. Esta edição do SBD Live conta com a organização da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o patrocínio da GSK e o apoio da Manole.

Participantes – Os especialistas convidados são Ana Mosca, coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD e dermatologista pediátrica no Hospital Municipal Jesus; Juliany Estefan, membro titular da SBD e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com mestrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e atual dermatologista da GSK; Clarissa Prati,  doutora em Ciências da Saúde pelo Hospital Servidor Público de São Paulo e preceptora da Residência Médica em Dermatologia no Hospital São Lucas (PUCRS). A mediação será feita pelo presidente da SBD, Sérgio Palma. 

“Essa série de lives é uma iniciativa da atual gestão que oferece subsídios aos nossos associados sobre as questões mais recentes da dermatologia. Desse modo, a SBD os apoia na prática cotidiana. O projeto tem sido muito bem aceito pelos dermatologistas, o que nos motiva muito a continuar com essa atividade de educação continuada. Inclusive, o foco atribuído à situação da pandemia tem sido útil para o atendimento oferecido nesse período”, enfatizou Sérgio Palma, ressaltando que é uma iniciativa da Gestão 2019-2020. 

Outros temas – Esta será a nona edição do SBD Live promovida nesse tempo de pandemia da Covid-19. O principal objetivo é abordar tanto temas relacionados à doença e os aspectos profissionais envolvidos nessa mudança de rotina à doença quanto tópicos que são de suma relevância para a prática cotidiana do especialista.

Nas últimas semanas, já foram discutidos assuntos como dermatoscopia e o diagnóstico de lesões desafiadoras; cuidados de paciente com psoríase; gestão 4.0 para clínicas dermatológicas; manifestações dermatológicas na Covid-19; entre outros. Numa delas houve o lançamento do “Guia Prático de Manejo da Psoríase e Covid-19”.

Todos os conteúdos das aulas ficam disponíveis para consulta em área de acesso restrito aos associados da entidade. Dessa forma, os especialistas contam com um banco de dados e informações ao seu alcance para melhorar sua performance no atendimento de seus pacientes. 
 
 


3 de julho de 2020 0

Uma audiência de 450 espectadores acompanhou a conferência virtual “Dermatoscopia: casos clínicos desafiadores”, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), com apoio da Manole, no dia 30 de junho (terça-feira). O encontro, transmitido por meio de plataforma exclusiva para associados, teve como foco a discussão de aspectos diagnósticos do câncer de pele, com base na utilização de ferramentas ópticas, mas não exclusivamente, pois a utilização é muito mais ampla. 

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A atividade marcou a oitava edição do projeto SBD Live, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Todos os conteúdos das aulas ficam disponíveis para consulta em área de acesso restrito aos associados da entidade. Dessa forma, os especialistas contam com um banco de dados e informações ao seu alcance para melhorar sua performance no atendimento de seus pacientes.

Novo projeto – O vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara, foi o responsável por mediar as apresentações. Ele destacou o desenvolvimento de um novo projeto da atual gestão, denominado “Temas em Dermatoscopia”, sob coordenação da professora  Flávia Vasques Bittencourt, que deve trazer, a partir de agosto, diferentes aulas de curta duração para aprimorar a qualificação técnica dos associados na área. 

“Os Serviços atualmente credenciados possuem conteúdos e formatos de ensino bastante heterogêneos sobre a Dermatoscopia. Essa nova iniciativa da SBD tem justamente o intuito de ampliar o acesso à informação para aperfeiçoar a capacitação de um assunto tão presente no dia a dia do consultório dermatológico”, disse.

Casos clínicos – O professor associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Carlos Barcaui, iniciou as explanações abordando dilemas dermatoscópicos baseados em casos clínicos. As situações foram acompanhadas pelo próprio expositor ao longo de sua carreira e que demonstraram fatores de diferenciação diagnóstica entre ceratose liquenóide e melanoma regredido. 

Além disso, o especialista também enfatizou a dificuldade encontrada pelos métodos disponíveis para distinguir melanomas em lesões de coloração rosa. “Nessas situações, a chave para o diagnóstico é o padrão vascular. Vasos multiformes – ou em pontos – têm valor preditivo para lesão melanocítica em 90%. Por isso, os dermatologistas devem estar atentos a esse tipo de manifestação”, pontuou.

Exame completo – Na sequência, a dermatologista do Núcleo de Câncer de Pele do Hospital A. C. Camargo Center, Bianca Costa Soares de Sá, discorreu a respeito do acompanhamento corporal de pacientes com características fenotípicas de alto risco para câncer de pele, com ênfase no seguimento em curto e longo prazo. As explanações da médica foram direcionadas aos casos clínicos caracterizados pela síndrome do nevo atípico.

Por sua vez, a professora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas (HC-UFMG), Flávia Bittencourt, ressaltou a importância do exame completo de pele, mesmo naqueles indivíduos que buscam o consultório em função de uma queixa ou lesão específica. 

Segundo relatou a especialista, é significativo o número de vezes em que a presença de um melanoma está associada a outras lesões melanocíticas. “Algumas vezes, o paciente não percebe a existência de manchas menores ou em locais menos visíveis, como o couro cabeludo. Ao se deparar com uma manifestação provável para melanoma, devemos redobrar a atenção e investigar mais detalhadamente as outras manchas do paciente”, afirmou Flávia Bittencourt, que também responde pela 1ª Secretaria da SBD. 

Manifestações – Finalmente, o professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Renato Bakos, destacou a possibilidade de que manifestações inflamatórias alterarem a aparência de melanomas e outras lesões, sendo relevante a investigação e escuta do paciente, com ênfase em análise ampla. Conforme apontou o médico, a presença de ácaros de escabiose é um exemplo de situação com potencial para modificar as lesões e produzir diagnósticos inconclusivos. 

Os especialistas convidados responderam ainda uma série de questionamentos dos espectadores a respeito do atendimento em consultório em meio à pandemia de Covid-19, critérios de classificação de síndromes dermatológicas, intervalo entre mapeamentos, interface de trabalho com o patologista, achados suspeitos em lesões papulosas e naquelas não pigmentadas, entre outras. 


27 de junho de 2020 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) compôs o grupo de entidades que participou da Reunião de Escopo do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de hanseníase, realizada por teleconferência, pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde (DCCI/SVS) do Ministério da Saúde. A iniciativa teve o objetivo de produzir o primeiro PCDT para hanseníase no Brasil, documento ancorado em evidências científicas. A entidade foi representada por Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase.

Com o PCDT, se pretende oferecer apoio a médicos, profissionais e gestores de saúde na tomada de decisões relacionadas ao tema, especialmente diante de casos que tragam incerteza científica nos campos da eficácia, segurança, custo-efetividade e aplicabilidade do tratamento. Assim, a rede integrante do Sistema Único de Saúde (SUS) se tornaria ainda mais eficiente e capaz de oferecer maior qualidade no cuidado integral às pessoas com hanseníase.

“A constatação de que nem sempre as recomendações do Ministério da Saúde estão sendo seguidas e esquemas terapêuticos não recomendados estão sendo utilizados com risco de tratamento insuficiente e/ou produção de resistência medicamentosa, torna a produção deste PCDT importante para fundamentar cientificamente a adoção dos esquemas terapêuticos comprovadamente mais eficazes e suficientes”, explica Sandra Durães. 

O presidente da SBD, Sergio Palma, destaca que a colaboração nas ações de controle da hanseníase é uma prioridade para a entidade, em especial na Gestão 2019-2020, o que se reflete na inclusão da doença nos temas de educação continuada nos Anais Brasileiros de Dermatologia e congressos, na realização de capacitações em hanseníase em todo país e na participação ativa nas campanhas do Janeiro Roxo. “Além disso, dermatologistas da SBD têm histórico de produção científica de excelência na área. Desta forma, podemos agregar uma expertise diferenciada à equipe que discutirá o PCDT”, afirma.

Extensão e abrangência – Durante a reunião, realizada em 9 de junho (terça-feira), foram definidos os aspectos a serem incluídos no protocolo, que servirão para a estruturação das perguntas clínicas ou questões de pesquisa que vão orientar a pesquisa na literatura científica. Também foi avaliada a extensão do PCDT e abrangência das informações a serem agregadas ao documento final.

Na percepção da SBD, o enfrentamento da hanseníase deve ser tratado como prioridade pelo Ministério da Saúde. Nesse sentido, lembra Egon Daxbacher, diretor financeiro da entidade, estão entre as principais estratégias de ação: a detecção precoce e o tratamento imediato de todos os casos e o exame de contatos, com o intuito de prevenir as incapacidades físicas e a interrupção da cadeia de transmissão. 

“Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são documentos oficiais do SUS, elaborados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC). Eles têm o objetivo de estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, o algoritmo de tratamento com as respectivas doses adequadas e os mecanismos para o monitoramento clínico em relação à efetividade do tratamento e a supervisão de possíveis efeitos adversos”, explicou.

Além da SBD, participaram da reunião dirigentes de diversos setores do Ministério da Saúde; e representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan); Academia Brasileira de Neurologia (ABN); Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH); Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI); e Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

Vice-líder – De acordo com Sandra Durães, com a implementação mundial da poliquimioterapia (PQT), por incentivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), na década de 1980, a carga global da hanseníase diminuiu. Ainda assim, diz, a taxa de registro de novos casos tem permanecido quase estática na última década.

Em ordem decrescente, Índia, Brasil e Indonésia contribuem com a maioria desses novos casos. No mundo, foram reportados à OMS, um total de 208.619 casos novos da doença, em 2018. Desses 28.660 (92,6% do total das Américas) foram notificados no Brasil. 

Do total de 28.660 casos novos diagnosticados no país, 1.705 (5,9%) ocorreram em menores de 15 anos. Dentre os 24.780 (86,5) avaliados no diagnóstico, 2.109 (8,5%) foram classificados como grau de incapacidade 2 (deficiências visíveis causadas pela hanseníase). “Diante desse cenário, o Brasil é classificado como um país de alta carga para a doença”, comenta a especialista da SBD.


27 de junho de 2020 0

Na próxima terça-feira (30/6), a partir das 19h, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoverá um novo encontro virtual do projeto SBD Live para debater o tema “Dermatoscopia: casos clínicos desafiadores”. Transmitido por meio de plataforma exclusiva para associados, o evento online terá como intuito aprimorar o conhecimento dos dermatologistas no diagnóstico de lesões cutâneas, principalmente do câncer de pele.

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Conforme salienta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Mauro Enokihara, responsável pela mediação dos expositores durante o encontro, será uma excelente oportunidade para aprender com base na observação de casos reais, com aspectos desafiadores, comentados por especialistas com ampla experiência na área.

“Nos últimos anos, a comunidade científica tem acompanhado um aumento dos episódios de câncer de pele. Devido a essa maior prevalência, é recomendado que os dermatologistas busquem o aperfeiçoamento em dermatoscopia, uma vez que as ferramentas ópticas fazem parte do dia a dia de atendimento em consultório e são de suma importância para identificar a doença precocemente e prestar assistência adequada aos pacientes”, destaca Mauro Enokihara, que também é professor adjunto da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Convidados – Participarão como palestrantes do evento os seguintes médicos convidados: Bianca Costa Soares de Sá, dermatologista do Núcleo de Câncer de Pele do Hospital A. C. Camargo Center; Carlos Barcaui, professor associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (URJ); Renato Bakos, professor associado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre; e Flávia Bittencourt, professora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital das Clínicas (HC-UFMG).

Durante o evento, as apresentações sobre a dermatoscopia abordarão tópicos relacionados ao diagnóstico de tumores cutâneos benignos e malignos, critérios indicados para remoção e acompanhamento do paciente. Na avaliação da Flávia Bittencourt, que também é 1ª secretária da SBD, as discussões em formato de análise de casos são uma vantagem por facilitar a visualização e compreensão dos médicos. Segundo ela, os dermatologistas devem redobrar a atenção para pintas e manchas cutâneas que compreendam os seguintes requisitos: (A) assimetria no formato; (B) bordas indefinidas; (C) coloração não uniforme; (D) diâmetro ampliado; e sobretudo (E) evolução e mudanças ao longo do tempo.

“Ponderar a respeito de episódios reais, com a possibilidade de observar as manifestações clínicas, é algo bastante útil, uma vez que existe uma ampla gama de apresentações, como carcinomas basocelulares, nevos melanocíticos e vários tipos de melanomas. No geral, lesões cutâneas com gravidade costumam surgir em pacientes com histórico familiar de câncer ou pele, cabelo e olhos mais claros. Aqueles que mantêm exposição frequente ao sol ou já observaram bolhas na pele, após um dia de contato intenso com raios solares, também estão entre os mais propensos”, explicou.

Encontros – O SBD Live é uma série de encontros virtuais que a SBD tem organizado, com apoio da Manole Educação e o patrocínio de outros parceiros institucionais, em função da pandemia de Covid-19 e da necessidade ininterrupta de qualificação dos dermatologistas brasileiros. Todos os conteúdos ficam disponíveis para acesso em área restrita aos associados da SBD que, assim, contam com um banco de dados e informações ao seu alcance para melhorar sua performance no atendimento dos pacientes.

“Nos últimos meses, ampliamos o apoio da SBD aos projetos na área de educação médica continuada. A pandemia acabou por nos levar a encontrar novos meios de relacionamento com os associados. A internet, por meio das lives, se transformou em um importante canal de capacitação e aprendizado”, ressaltou Sérgio Palma, presidente da Gestão 2019-2020.
 


24 de junho de 2020 0

Para assegurar transparência às suas ações no campo da defesa da qualidade na formação dos especialistas, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou nesta quarta-feira (24/6) o resultado de iniciativas que adotou, recentemente, junto à Associação Médica Brasileira (AMB) e à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). O objetivo é contribuir para a manutenção dos padrões de formação dos futuros profissionais em tempos de Covid-19. 

Dentre as ações, destaca-se a coleta de dados junto a residentes, especializandos e chefes de Serviços Credenciados à SBD. Foram encaminhados questionários a cada um desses segmentos para colher a percepção de cada um sobre o impacto que o novo coronavírus tem tido sobre o processo de ensino-aprendizagem e qual a melhor alternativa para superar eventuais problemas.

Decisões – Os dados, que foram consolidados pela Comissão de Ensino da SBD, presidida por Carmélia Santiago Reis, foram repassados à AMB e à CNRM como subsídios a futuras tomadas de decisões. Participaram da enquete realizada em junho residentes, especializandos e chefes de 89 Serviços Credenciados, sendo que foi assegurado aos participantes o tratamento de suas opiniões sob critérios de sigilo e anonimato. 

O relatório final desse trabalho apontou que a maioria dos Serviços Credenciados (57%) consultados optou por finalizar os programas de Residência e Especialização em 28 de fevereiro de 2021 (data regular para a formação das turmas concluintes). Já a outra parte (43%) optou pela reposição de um período de treinamento para além desta data, sendo que a maioria deste grupo considerou três meses como um período necessário e suficiente para a complementação.

Diante do resultado apertado, a SBD enviou às entidades três sugestões. A primeira delas foi encerrar as atividades letivas dos discentes (residentes e especializandos) do último ano em 28 de fevereiro de 2021, nos Serviços que entendem que a formação não precisaria receber um acréscimo, mesmo com a pandemia.

Estágio – A segunda foi sugerir o fechamento das atividades letivas após 28 de fevereiro do ano que vem, com complementação de três meses de estágio e bolsa de residente garantida, nos Serviços que entendem que o prejuízo pela pandemia foi importante e, portanto, os concluintes deveriam complementar seu treinamento. No caso dos especializandos, a proposta é de que eventual prorrogação não implique em ônus financeiro aos alunos. 

Além disso, a SBD recomendou que o Ministério da Educação utilize as bolsas ociosas, em caráter excepcional. Desta forma, cada bolsa que, em média, é de 36 meses poderia contemplar até 12 residentes durante esse período de complementação de práticas para desenvolvimento de suas habilidades e competências. Para a Sociedade, como se trata de medida temporária, não haveria novos gastos públicos. 

O presidente da SBD, Sérgio Palma, considera que a pandemia da Covid-19 impactou todas as atividades no país e a retomada da formação no pós-pandemia exige cuidados que devem ser planejados previamente. “A SBD trabalha para manter as melhores práticas no ensino, independentemente da atual crise sanitária. Todos os esforços estão sendo implementados pela Gestão 2019-2020 para evitar lacunas que comprometam o ensino e a aprendizagem dos futuros especialistas”, enfatiza.
 


19 de junho de 2020 0

Manejo do paciente com Psoríase pós-Covid-19. Esse é o tema de mais um SBD Live, que acontece na próxima terça-feira (23/6), a partir de 19h. Durante o encontro virtual entre especialistas convidados e associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) serão abordadas questões prementes no atendimento de pessoas com esse tipo de manifestação cutânea.  

Dentre as temáticas a serem discutidas estão: o risco de infecções graves em pacientes que fazem o uso de imunossupressores; a possibilidade de pacientes com uso de imunobiológicos terem maior risco de desenvolverem formas graves de Covid-19; e os cuidados na assistência para pacientes em tratamento com imunobiológicos em centros de terapia assistida. 

Participarão do evento os professores Ricardo Romiti, coordenador do ambulatório de psoríase do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo; Paulo Oldani, coordenador dos ambulatórios de psoríase e imunossupressores do Hospital Federal dos Servidores do Estado (RJ) e do Hospital Naval Marcílio Dias; e Gleison Duarte, membro do Group for Research and Assessment of Psoriasis and Psoriatic Arthritis. Como mediador estará o presidente da SBD, Sergio Palma. 

Este será o sétimo evento do tipo realizado pela entidade desde que a pandemia de Covid-19 foi decretada. “Temos encontrado uma aceitação importante entre os especialistas. Isso nos motiva, como entidade, a continuar investindo nessa ação de educação continuada. O fortalecimento da capacitação dos dermatologistas é um compromisso da Gestão 2019-2020”, disse Palma. O evento do próximo dia 23 será organizado pela SBD. Ele conta com o patrocínio da Novartis e o apoio da Manole. 
 
 


15 de junho de 2020 0

Reportagem especial exibida pelo programa Domingo Espetacular, da TV Record, trouxe alerta para os riscos da realização de tratamentos estéticos por profissionais não médicos. Levada ao ar na noite do dia 14 de junho, a matéria apresenta pacientes que se submeteram à chamada harmonização facial e hoje buscam reverter os efeitos colaterais e danos provocados por procedimentos malfeitos. “Para muita gente, o que era solução se torna um problema gravíssimo”, sintetizou o apresentador ao anunciar o início do vídeo. 

Assista a reportagem aqui

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) teve participação importante no que foi exibido. O presidente da entidade, Sergio Palma, destacou a importância de se “conhecer as complicações e saber tratá-las de forma adequada nas primeiras horas, dias”. Foi ele o responsável por informar aos jornalistas sobre o trabalho que a SBD tem feito junto ao Judiciário para barrar os abusos praticados. Entre 2017 e 2019, a entidade registrou 1.034 contra pessoas que praticam atos desse tipo, lesivos à população. 

Um dos casos citados pelo Domingo Espetacular foi o de Rafaela Cavalcanti, uma dentista pernambucana, que há um ano realizou procedimento no nariz em uma clínica odontológica no seu estado. Ela não queria passar por cirurgia e decidiu se submeter a uma rinomodelação com o uso de ácido hialurônico, conforme mostrou a emissora. Essa escolha foi o início de uma sucessão de erros que deixou sequelas visíveis em seu rosto. 

Promessas – O procedimento foi realizado por alunos de especialização em uma clínica odontológica da cidade do Recife e trouxe complicações diversas à paciente. “Com a promessa de conquistar o nariz perfeito, sem cirurgia, ela fez o procedimento e saiu do consultório com o rosto deformado”, informou a reportagem. Especialistas ouvidos relatam que o atendimento inadequado gerou sofrimento vascular grave e necrose no nariz de Rafaela.

Na reportagem especial, foram debatidos os problemas e riscos inerentes à realização de procedimentos estéticos invasivos por não médicos, destacando-se o repúdio da SBD a esse tipo de prática. A entidade, em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM), já pediu no Judiciário a suspensão do ato administrativo do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que ao arrepio da lei autoriza dentistas a realizarem essa prática. 

De acordo com a SBD, apenas os médicos possuem outorga legal para realização de procedimentos invasivos, inclusive estéticos. A entidade alega que as normas editadas pelo CFO não contam com amparo de lei específica, devendo, por isso, serem revogadas. O processo, que corre na Justiça Federal, aguarda julgamento de pedido de liminar. 

Impasse – Porém, mais do que um impasse jurídico, a prática indevida de procedimentos estéticos tem trazido inúmeros transtornos pessoais, como alertou a SBD, na reportagem. São dramas que mudam vidas por completo. Sofrimento vascular e deformações, como as relatadas pela reportagem, estão entre as complicações mais comuns e podem trazer danos irreversíveis aos pacientes. Além disso, procedimentos mal executados podem levar a intoxicações, reações alérgicas, cegueira e até à ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC). 

“A população deve ficar em alerta. A chamada harmonização facial, realizada sem a necessária especialização médica, pode causar problemas sem solução. Por isso, a pessoa que pretende fazer algum procedimento corretivo deve procurar a ajuda de um médico especialista, que tomará as providências para que tudo ocorra com menor risco possível”, ressaltou Sérgio Palma, presidente da SBD. 

A reportagem foi ao ar um dia após reunião dos presidentes de Regionais com a Diretoria da Gestão 2019-2020 da SBD. No encontro, as ações contra abusos praticados por outras categorias profissionais foram detalhadas. Sergio Palma detalhou o andamento de 13 processos em tramitação no Judiciário contra conselhos de classe, como os de Odontologia e Biomedicina, e lembrou do trabalho que a entidade tem feito junto aos políticos, órgãos de vigilância sanitária, ministério público e área de comunicação sobre esse tema. 

“Como a SBD tem reiterado, o acesso à informação é fundamental para esclarecer a população sobre os problemas que podem surgir após algo apresentado pelos não médicos como simples e de baixo risco. Só que não é bem assim”, concluiu. 


14 de junho de 2020 0

Este ano ainda não entrou no segundo semestre, mas a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) já está com seu planejamento acelerado para 2021. De acordo com o vice-presidente da Gestão 2019-2020, Mauro Yoshiaki Enokihara, os detalhes do calendário de eventos da SBD para 2021 serão conhecidos em reunião do Conselho Deliberativo, prevista para outubro desse ano. 

No encontro com os representantes de regionais, Mauro Yoshiaki Enokihara, que foi eleito para ser o presidente da SBD na Gestão 2021-2022, ressaltou a importância do planejamento para o êxito dos diferentes projetos. “Acredito que o sucesso não está em prever o futuro, mas em ser capaz de nos preparar com organização para as etapas que nos aguardam”, destacou em reunião realizada no sábado (13/6).

Aprendizado – Segundo estimou, durante o ano que vem, a Sociedade Brasileira de Dermatologia deve trabalhar pela realização de 10 grandes atividades (quatro deles online), ao apresentar uma proposta preliminar de calendário de eventos para o ano que vem – o qual será amplamente divulgado, após sua confirmação. 

“Estou muito otimista com a nova fase de gestão, que se iniciará em 1º de janeiro. Tenho tido a oportunidade de conviver com uma diretoria dinâmica, que tem se desdobrado para dar conta de suas responsabilidades, num processo de aprendizado constante”, disse Mauro Yoshiaki Enokihara.

Contudo, lembrou o futuro presidente da SBD, esse grupo gestor tem contado com o suporte e o apoio de inúmeras outras lideranças e especialistas, em especial das regionais, dos comitês técnicos e dos serviços credenciados. “Por isso, somos uma sociedade. Temos desenvolvido uma vida associativa de trocas e aperfeiçoamento em vista de um bem comum”, ressaltou. 


14 de junho de 2020 0

Nas próximas semanas, os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) passarão a contar com o suporte de um aplicativo (app) para smartphone que permitirá a implementação de uma nova forma de relação entre os especialistas e sua entidade de representação. A ferramenta, que se encontra em fase final de testes, foi apresentada aos participantes da reunião realizada no sábado (13/6) entre os presidentes de Regionais e a Diretoria da Gestão 2019-2020. 

Com layout clean e de fácil uso, esse aplicativo, que em breve será disponibilizado gratuitamente aos associados, é uma aposta da SBD na tecnologia. Por meio dele, os usuários podem atualizar cadastro, ter acesso a informações a cursos, verificar dados administrativos, acessar notícias e encaminhar denúncias. “Trata-se de uma ferramenta dinâmica e prática, que será de grande utilidade não apenas para os profissionais como para o sistema composto pela SBD e suas Regionais”, disse Egon Daxbacher, tesoureiro da atual Gestão. 

Segundo ele, o aplicativo também representará economia para a entidade, pois poderá ser utilizado em diferentes momentos, como por exemplo em eventos. Em vez de contratar uma empresa para desenvolver um app para cada congresso ou jornada, a SBD poderá lançar da mesma ferramenta para dar suporte aos inscritos, explicou Daxbacher, para quem essa iniciativa ainda tem outro ponto positivo: simplifica a relação com o associado, diminuindo a distância entre ele e a entidade. 

“Essa é uma solução que faz parte de um sistema integrado de gestão. O objetivo é, por meio dela, oferecer mais suporte à entidade e aos associados de maneira prática e remota. Entre os benefícios, estarão o melhor acompanhamento do controle financeiro, do cadastro dos associados, e de cursos e congressos, entre outros. Tudo em harmonia com o portal da SBD”, disse Sérgio Palma, presidente da Sociedade. 

Eventos SBD – Ainda na reunião entre presidentes de Regionais e a Diretoria da Gestão 2019-2020 foram abordadas as últimas iniciativas da SBD no campo da educação continuada. A realização do SBD Live, que já contabiliza, cinco edições foi descrita como uma iniciativa importante. Desenvolvida em função da necessidade de qualificar os especialistas para atuação durante a pandemia de Covid-19, essa estratégia surpreendeu pelo alto nível de engajamento e pela avaliação positiva. 

Apesar desse modelo ter sido testado e aprovado, a SBD já se prepara para uma nova fase de encontros presenciais no segundo semestre, após o fim dessa emergência epidemiológica. A secretária-geral da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Claudia Alcantara, informou que já estão confirmadas as seguintes atividades: 4º Simpósio Nacional de Imunobiológicos e XII Simpósio Nacional de Psoríase; 12º Teraderm; V Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas; e 42º Simpósio de Dermatologia Tropical.

Segundo foi relatado, a Gestão 2019-2020 está tomando todas as providências para garantir a segurança e a proteção da saúde e do bem-estar dos participantes desses encontros. Isso inclui a adoção de propostas, como a redução no número de vagas e o reforço em medidas de higienização e sanitárias. Além disso, como parte do planejamento, os boletins epidemiológicos estão sendo acompanhados diariamente para prevenir cenários de risco.
 





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