78º Congresso da SBD reúne mais de quatro mil dermatologistas no Rio de Janeiro



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22 de setembro de 2025

O 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizado entre os dias 3 e 6 de setembro no Rio de Janeiro, foi um grande sucesso. O evento, tradicional no calendário da dermatologia brasileira, contou com a participação de mais de quatro mil médicos dermatologistas de todo o país. 

A programação científica foi extensa e distribuída em cinco salas temáticas: Cosmiatria, Laser e Cabelos; Clínica; Novidades; Cirurgia; e Oncologia. Um dos destaques foi o curso voltado à atenção básica em saúde, transmitido ao vivo para 1.700 médicos da rede pública. 

Além da oportunidade de atualização profissional e troca de experiências, os associados participaram da Assembleia Geral Ordinária da SBD, realizada no dia 5 de setembro. 

Durante a abertura da assembleia, o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destacou a grandiosidade e relevância da entidade: 

“A SBD é um verdadeiro transatlântico. Uma instituição centenária, com 18 funcionários e sede em dois andares na Av. Rio Branco, no Rio de Janeiro. Contamos com mais de 12 mil associados e duas revistas científicas, sendo os Anais Brasileiros de Dermatologia o periódico dermatológico de maior fator de impacto da América Latina, com índice de 3.6. Organizamos congressos como este, que reúnem milhares de profissionais, além de eventos mensais ao longo do ano. Nosso calendário é intenso.” 

A secretária-geral da SBD, Dra. Regina Carneiro, apresentou importantes iniciativas da entidade, como o Inquérito Dermatológico e a pesquisa Datafolha, que trouxeram dados relevantes sobre o cenário da dermatologia no Brasil. 

Ela também destacou ações de aproximação com os associados, como o SBD Cast, SBD Conecta, Recicla SBD, entre outros projetos voltados à educação médica continuada. 

Outro ponto relevante foi o anúncio do novo edital do Teste de Progresso, voltado exclusivamente para residentes de dermatologia credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica e para alunos de cursos de especialização reconhecidos pela SBD. 

“Se o residente atingir um desempenho satisfatório, conforme os critérios do edital, ele poderá ser dispensado da primeira fase do TED. Caso fique abaixo da média, receberá 20% de bonificação sobre a nota obtida. Nossa expectativa é aplicar o primeiro Teste de Progresso no dia 8 de fevereiro. Essa será uma virada de chave para a avaliação dos serviços credenciados e uma forma concreta de propormos melhorias, além de garantir uma diferenciação justa entre egressos credenciados e não credenciados”, explicou Dra. Regina Carneiro. 

O tesoureiro da SBD, Dr. Márcio Serra, também apresentou o relatório financeiro da entidade durante a assembleia. 

Premiações e homenagens 

Na cerimônia de abertura, foram anunciados os vencedores dos melhores artigos publicados nos Anais Brasileiros de Dermatologia: 

Melhor artigo original: “Necessidades não atendidas no manejo da psoríase na América Latina: revisão sistemática”, de Bruna Ossanai Schoenardie, Rodrigo Oliveira Almeida, Thaísa Hanemann, Arthur Ossanai Schoenardie, André Lucas Ribeiro e Juliana Catucci Boza. 

Melhor artigo da seção de cartas: “Alterações dermatoscópicas de tatuagens sobre nevos melanocíticos”, de Felipe Miguel Farlon Watanabe, Lia Dias Pinheiro Dantas e Renan Rangel Bonamigo. 

A SBD também celebrou, com orgulho, o Prêmio de Liderança Internacional da ILDS 2025, concedido à Dra. Valéria Aoki. A honraria reconhece dermatologistas que promovem avanços globais na dermatologia por meio da pesquisa, educação, saúde pública e políticas internacionais. 

Durante a cerimônia, a entidade prestou homenagens especiais à Dra. Leninha Valério do Nascimento e ao Dr. Gabriel Gontijo, em reconhecimento às suas contribuições à dermatologia nacional. 

“Este congresso foi construído com muito empenho e colaboração de uma grande equipe. Todos nós compartilhamos o desejo de fazer a dermatologia crescer com ética e ciência. Servir à medicina, à dermatologia e à sociedade exige mais do que competência técnica, exige espírito de cooperação e altruísmo. Como dizia o filósofo do positivismo, Auguste Comte: ‘Viver para os outros não é somente uma lei do dever, é também uma lei da felicidade.’ É isso que sinto ao estar aqui com vocês: a felicidade de servir e colaborar”, disse a presidente do Congresso Dra. Leandra Metsavaht. 

O evento contou ainda com um sorteio já para o congresso do ano que vem, que será realizado em Fortaleza. Os felizardos que ganharam Inscrição + Passagem aérea + Hospedagem de até 4 diárias em hotel 4 estrelas foram: Kélen Heffel, associada aspirante e Patricia Maria Wierzhon Lopes, associada titular. 

Você pode conferir mais detalhes do Congresso através das redes sociais @dermatologiasbd e @associadosbd. Este último é o perfil exclusivo para associados. Se você ainda não segue a página, acesse, clique em seguir, preencha o formulário da bio e fique por dentro dos conteúdos exclusivos. 

 

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12 de setembro de 2025

Cara(o) Associada(o),

A Sociedade Brasileira de Dermatologia iniciou um processo de modernização da sua identidade visual. Essa renovação é necessária para que a marca da SBD acompanhe os novos tempos, traduzindo com clareza os valores que cultivamos: ciência, inovação, tradição e representatividade.

Nos últimos anos, a identidade atual mostrou limitações em diferentes aspectos: a complexidade gráfica dificulta sua aplicação em mídias digitais; o estilo clássico transmite uma imagem pouco alinhada à modernidade da dermatologia brasileira; e há ainda risco de confusão com outras entidades que utilizam a sigla “SBD”.

Ao modernizar, buscamos não apagar nossa história, mas sim tornar a marca mais clara, versátil e reconhecível, especialmente em ambientes digitais e internacionais. Uma identidade visual sólida fortalece a presença institucional da SBD, amplia nossa diferenciação e garante maior proximidade com os públicos que nos acompanham.

Após análise detalhada, a proposta foi aprovada pelo Conselho Deliberativo. Duas empresas especializadas foram contratadas e, a partir desse trabalho, chegamos a três opções de nova marca para a SBD.

Agora, queremos que a decisão final seja feita de forma democrática e participativa, com a escolha realizada por você, nossa(o) associada(o).

A sua participação é fundamental para que nossa identidade seja construída de forma coletiva, com engajamento e representatividade.

Clique aqui para votar!

Contamos com o seu voto!

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12 de setembro de 2025

Prezados associados,

A inscrição das chapas candidatas aos cargos da Diretoria Executiva da SBD para o biênio 2027/2028 deverá ser realizada na segunda quinzena do mês de setembro de 2025 (apenas dias úteis) das 09 às 17 horas, na sede da SBD, na Avenida Rio Branco número 39, 17o e 18o andares, Centro, Rio de Janeiro – RJ.

Não será permitida a inscrição de candidatos avulsos. Um dos integrantes da chapa candidata deverá entregar na sede da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) documento solicitando a inscrição da chapa, contemplando a sua composição e devidamente assinado por todos os seus integrantes.

Será aceito também documento assinado pelo candidato a Presidente da Chapa contendo a relação de todos os integrantes da mesma, com seus respectivos cargos, ao qual deverão estar anexadas declarações assinadas de cada um dos membros candidatos da chapa, informando que integram a mesma, descrevendo a sua composição e mencionando o cargo que ocupará.

A chapa deverá ser composta pelos cargos da Diretoria Executiva (Presidente, Vice-Presidente, Secretário-Geral, Tesoureiro, Primeiro-Secretário e Segundo Secretário).

A Comissão de Ética e Defesa Profissional, que é responsável por supervisionar e conduzir o processo eleitoral, verificará o preenchimento dos requisitos dos candidatos das chapas inscritas.

REQUISITOS PARA OS CARGOS DA DIRETORIA EXECUTIVA:

I ser associado titular há mais de dez (10) anos e ter desempenhado cargo diretivo na SBD ou em suas Regionais (para os cargos de Presidente e Vice-Presidente);

II ser associado titular há mais de cinco (5) anos (para os demais cargos da Diretoria Executiva);

iii estar em dia com suas obrigações sociais.

iv deve residir nas cidades do Rio de Janeiro ou Niterói, o Tesoureiro.

Observações: Pelo disposto nos parágrafos 6o e 7o do artigo 40 do Estatuto da SBD, os membros da Diretoria Executiva da SBD não poderão, durante a vigência do mandato, acumular cargos de Diretoria em outras sociedades médicas, incluindo as Regionais de outras sociedades e da SBD. Fica também vedado aos membros da Diretoria Executiva da SBD, durante a vigência do mandato, atuar como board (conselheiro) ou speaker (porta-voz) da indústria farmacêutica, cosmética e de laser e tecnologias, bem como promover cursos privados com patrocínio da indústria ou figurar como proprietário/sócio de referidos cursos, seja na condição de pessoa física ou jurídica.

Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2025.

Atenciosamente,

Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD

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9 de setembro de 2025

Como os cuidados dermatológicos impactam a saúde feminina? O tema foi um dos assuntos discutidos no 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que ocorreu de 3 a 6 de setembro, no Rio de Janeiro. A menopausa, por exemplo, está diretamente relacionada a dermatologia na saúde da mulher, já que afeta a pele, cabelos e unhas, além dos conhecidos sintomas vasomotores como ondas de calor, alterações de humor e insônia.  

De acordo com a Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD, a menopausa acontece 90% das vezes entre 45 e 56 anos de idade. “É importante falar que a definição clínica de menopausa é a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos sem outra causa identificável. Mas a menopausa pode ser antecipada por fatores como tabagismo, baixa paridade, histórico familiar e até algumas condições médicas”, explica a médica dermatologista.  

Segundo ela, nos cabelos, é comum a diminuição do calibre dos fios, mudança na textura e queda difusa, especialmente na região frontal e parietal do couro cabeludo. Além disso, o desequilíbrio hormonal pode causar o aparecimento de pelos faciais em áreas indesejadas.  

As unhas também tendem a se tornar mais frágeis, quebradiças e de crescimento mais lento. Já a pele, com menos colágeno e hidratação, pode apresentar mais flacidez, ressecamento, perda de elasticidade e surgimento de rugas.  

O que acontece com os hormônios e opções de cuidados  

Durante a menopausa, ocorre a falência progressiva da função ovariana, com redução acentuada dos níveis de estrogênio (especialmente o estradiol), progesterona e androgênios. Esse desequilíbrio hormonal tem efeitos não apenas no sistema reprodutor, mas em diversos tecidos do corpo, incluindo a pele.  

“O estrogênio tem papel importante na manutenção da densidade óssea, no metabolismo, na modulação imunológica e na estrutura da pele. Sua queda impacta diretamente a produção de colágeno, a espessura cutânea e a hidratação. Além disso, alterações hormonais influenciam até mesmo a saúde capilar. Estudos recentes mostram mudanças estruturais na queratina dos fios após a menopausa”, explica Dra. Marcelle.  

As opções de cuidado são cada vez mais eficazes e acessíveis. Segundo a dermatologista, há uma ampla gama de cosméticos tópicos e procedimentos dermatológicos minimamente invasivos que ajudam a reverter ou suavizar os efeitos da menopausa sobre a pele.  

“Hoje temos cremes que fortalecem a barreira cutânea, aumentam a hidratação e favorecem o equilíbrio do microbioma da pele. Também há ativos que estimulam o colágeno e tratam manchas do fotoenvelhecimento”, destaca.  

Além dos tópicos, procedimentos como toxina botulínica, ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno, lasers, ultrassom microfocado e peelings químicos são indicados para melhorar textura, firmeza e luminosidade da pele. Esses tratamentos podem ser combinados de acordo com as necessidades de cada paciente.  

Estilo de vida e bem-estar emocional 

Mais do que estética, o cuidado dermatológico na menopausa é uma questão de saúde e bem-estar. “É importante chamar a atenção do quanto essas manifestações dermatológicas podem impactar negativamente a qualidade de vida e a autoestima das mulheres menopausadas, para que possamos ter sempre mais estudos desenvolvidos para essa fase da vida”, ressalta Dra. Marcelle.  

Ela fala ainda sobre a importância de uma abordagem multidisciplinar que inclua, quando necessário, terapia hormonal, além de intervenções tópicas e mudanças no estilo de vida.  

“Alimentação rica em antioxidantes, hidratação adequada, proteção solar diária, sono de qualidade e atividade física são pilares essenciais. E não podemos esquecer do impacto positivo da gestão do estresse e de práticas como meditação para o equilíbrio emocional”, conclui.  

Entre os assuntos tratados durante o 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia também estiveram: Complicações de procedimentos estéticos”, “Dermatologia na Saúde da Mulher”, “Produtos usados – unhas artificiais e vários tipos de esmaltes com suas composições”, “Métodos de imagem no diagnóstico precoce do câncer, entre outros.  

“A diversidade de temas discutidos neste congresso reflete a complexidade e a constante evolução da Dermatologia. Nosso objetivo foi ampliar o conhecimento dos dermatologistas, reforçando nosso compromisso com a atualização científica e a segurança do paciente”, diz o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.   

O Congresso contou com conteúdos teóricos e práticos. “Nosso objetivo foi proporcionar a todos uma experiência dinâmica, permitindo uma troca de conhecimentos intensa e enriquecedora, fortalecendo a união e a interação entre todos os participantes”, conta a presidente do congresso, Dra. Leandra Metsavaht.  

 Clique aqui e encontre o dermatologista mais perto da sua região. Lembre-se, o check-up deve ser anual. 

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8 de setembro de 2025

Apesar de ser mais conhecido como um problema de adultos e idosos, o herpes zoster, também chamado de “cobreiro”, pode sim afetar crianças, inclusive as saudáveis. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que reforça a importância de vigilância e atendimento médico, mesmo diante de um quadro que geralmente é mais leve nos pequenos. O tema foi discutido durante o 78º Congresso da SBD, que ocorreu entre os dias 3 e 6 de setembro, no Rio de Janeiro. 

“O herpes zoster é decorrente da reativação do vírus da varicela, o mesmo da catapora.  A vacinação contra a varicela reduziu significativamente os casos, mas ainda assim a infecção pode surgir em crianças, especialmente naquelas com baixa imunidade”, explica Dra. Elisa Fontenelle, médica dermatologista da SBD. 

Nos adultos, o herpes zoster é frequentemente doloroso, mas em crianças ele pode ser assintomático ou apresentar apenas sinais leves. As lesões cutâneas são o sintoma mais evidente. 

“Ele pode começar com dor ou coceira em uma área localizada. Nas crianças, muitas vezes não há febre ou outros sintomas além das lesões de pele. Essas lesões geralmente se manifestam como pequenas bolhas agrupadas sobre uma área avermelhada, muitas vezes no tronco ou rosto, e quase sempre restritas a um lado do corpo”, ressalta Dra. Elisa 

Mesmo quando o quadro é brando, é essencial buscar avaliação médica. “O dermatologista deve ser procurado sempre que forem observadas essas lesões, pois podem ocorrer complicações, como infecções bacterianas secundárias ou cicatrizes. A dor intensa, característica nos adultos, é rara nos pequenos, mas isso não elimina a necessidade de acompanhamento, principalmente em casos de crianças imunossuprimidas”, relata.. 

Vacina contra o Herpes Zoster 

Atualmente, o Brasil já conta com uma nova vacina recombinante altamente eficaz contra o herpes zoster, mas ela não é indicada para crianças.  

“A nova vacina chegou ao Brasil em 2022, substituindo a antiga de vírus vivo atenuado, que foi descontinuada nos Estados Unidos em 2020. Além de ter uma eficácia muito superior, ela reduz também o risco de nevralgia pós-herpética, uma dor crônica e debilitante causada pela lesão do nervo”, explica a médica dermatologista da SBD Dra. Jane Tomimori.  

Ao contrário da antiga, que usava vírus vivo atenuado, a nova é uma vacina de subunidade recombinante, o que a torna mais segura, inclusive para pessoas imunossuprimidas.  

“Ainda não está indicada para gestantes nem para crianças, mas é um grande avanço para os adultos e idosos, especialmente os que vivem com condições que afetam o sistema imunológico”, reforça a dermatologista.  

Um dos grandes destaques da vacina, segundo Dra. Jane, é a durabilidade da resposta imunológica. “Um estudo americano com seguimento de 10 anos, mostrou que os níveis de anticorpos se mantem até cinco vezes em relação ao pré-vacinal”, afirma.  

Prevenção  

Embora ainda não exista uma vacina específica para herpes zoster infantil, a vacinação contra a varicela, presente no calendário infantil brasileiro, continua sendo a principal forma de prevenção indireta. 

“Manter a vacinação em dia é fundamental. E diante de qualquer lesão de pele incomum, especialmente em faixa única e com bolhas, os pais devem buscar o dermatologista”, orienta Dra. Elisa Fontenelle. 

Entre os assuntos tratados durante o 78º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia também estiveram: Complicações de procedimentos estéticos”, “Dermatologia na Saúde da Mulher”, “Produtos usados – unhas artificiais e vários tipos de esmaltes com suas composições”, “Métodos de imagem no diagnóstico precoce do câncer, entre outros. 

“A diversidade de temas discutidos neste congresso reflete a complexidade e a constante evolução da Dermatologia. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento dos dermatologistas, reforçando nosso compromisso com a atualização científica e a segurança do paciente”, diz o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui.  

O Congresso conta com conteúdos teóricos e práticos. “Nosso objetivo foi proporcionar a todos uma experiência dinâmica, permitindo uma troca de conhecimentos intensa e enriquecedora, fortalecendo a união e a interação entre todos os participantes”, conta a presidente do congresso, Dra. Leandra Metsavaht. 

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2 de setembro de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta a população que a queda repentina de cabelos ou pelos pode ser mais do que um problema estético. Em muitos casos, trata-se de uma condição autoimune chamada Alopecia Areata. Setembro é considerado o mês de conscientização da doença que pode surgir em qualquer fase da vida e exige atenção médica dermatológica para diagnóstico e acompanhamento. 

“A alopecia areata é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca os folículos pilosos, provocando a queda dos fios em áreas específicas do corpo, como couro cabeludo, sobrancelhas, cílios e barba”, explica Dra. Violeta Tortelly, coordenadora do Departamento de Cabelos da SBD. 

Embora possa acometer qualquer pessoa, há maior risco entre indivíduos com histórico familiar de doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide e distúrbios da tireoide. Costuma surgir em surtos imprevisíveis, com fases de melhora e recidiva, o que torna o monitoramento contínuo essencial. 

O sintoma mais comum é o surgimento de áreas arredondadas de queda capilar, onde o couro cabeludo fica completamente liso, sem qualquer sinal de inflamação visível. 

“Essas áreas costumam aparecer de forma repentina e são, geralmente, indolores. Mas o impacto emocional pode ser significativo, especialmente em adolescentes e mulheres, pela ligação direta com a autoestima”, alerta Dra. Violeta. 

O tratamento é personalizado e depende da extensão e gravidade da queda. Há desde opções tópicas, como cremes e loções com ação anti-inflamatória, até aplicações locais de medicamentos por meio de injeções diretamente nas áreas afetadas. 

“Em quadros mais intensos, usamos medicamentos orais, incluindo imunossupressores. E mais recentemente, os chamados Inibidores de JAK têm se mostrado promissores ao interferir na resposta inflamatória do organismo, ajudando no controle doença e no estímulo ao crescimento dos fios”, explica. 

Embora tenha forte componente genético, a doença também pode ser desencadeada por fatores ambientais, como infecções virais (inclusive a COVID-19), mudanças hormonais ou altos níveis de estresse. 

“Não há uma forma segura de prevenir a alopecia areata, mas conhecer seus gatilhos pode ajudar a minimizar os riscos. O estresse emocional, por exemplo, é um fator que frequentemente contribui para o surgimento ou agravamento dos sintomas”, reforça Dra. Violeta. 

A recomendação é clara: ao notar falhas incomuns nos cabelos ou pelos, procure um médico dermatologista. O diagnóstico precoce e a abordagem multidisciplinar fazem toda a diferença para o controle da doença e a qualidade de vida do paciente. 

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2 de setembro de 2025

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reconhece a Resolução CFM nº 2.445/2025, que regulamenta o uso da ozonioterapia como terapia médica adjuvante em condições específicas, de forma complementar às condutas já consagradas.

No que se refere às feridas crônicas de interesse da Dermatologia, a SBD ressalta que a literatura científica apresenta resultados promissores em alguns cenários, especialmente no tratamento do pé diabético, mas ainda marcados por heterogeneidade metodológica e limitações na qualidade dos estudos. Revisões sistemáticas e diretrizes internacionais reforçam que a ozonioterapia deve ser considerada apenas de forma condicional e complementar, não substituindo terapias já estabelecidas, como desbridamento, controle da infecção, compressão e revascularização quando indicada.

A SBD enfatiza que a decisão do CFM confere caráter regulatório e normativo à prática, definindo critérios e limites para sua utilização segura. Nesse contexto, a posição da SBD é de acompanhar a evolução das evidências, incentivar a realização de ensaios clínicos de maior robustez metodológica e reforçar que o uso clínico deve respeitar integralmente as indicações estabelecidas pelo CFM, sempre com foco na segurança do paciente.

Assim, a SBD reafirma seu compromisso com a medicina baseada em evidências, com a boa prática médica e com a atualização contínua dos dermatologistas, mantendo-se vigilante na avaliação crítica de novas terapias e colaborando para que avanços sejam incorporados de forma responsável, ética e cientificamente fundamentada.

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27 de agosto de 2025

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, é um importante lembrete dos danos causados pelo tabaco à saúde e não apenas à saúde pulmonar. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca como o cigarro tradicional e os cigarros eletrônicos (os vapes) impactam diretamente na qualidade da pele, aceleram o envelhecimento precoce e contribuem para o surgimento de doenças dermatológicas. 

Apesar de muitos considerarem o vape uma alternativa “menos nociva” ao cigarro, os dermatologistas alertam que os efeitos dos vaporizadores também são perigosos para a pele e para a saúde em geral. 

“Os líquidos usados nos vapes contêm substâncias químicas que podem causar irritações, reações alérgicas e até agravar quadros de acne e retardar a cicatrização da pele. Além disso, há evidências de que o uso do vape impacta a saúde sistêmica, inclusive os pulmões, e pode afetar os jovens de forma ainda mais grave”, diz Dr. Sergio Palma, membro da diretoria da SBD.  

Envelhecimento precoce, melasma e cabelos frágeis 

A exposição contínua ao cigarro e também ao vape provoca danos nas fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza e elasticidade da pele. A consequência é uma aparência mais envelhecida, com rugas acentuadas, especialmente ao redor da boca, além de perda de brilho, manchas e coloração amarelada da pele. 

Dra. Marcelle Nogueira, coordenadora do Departamento de Geriatria da SBD reforça que o tabagismo também reduz o fluxo sanguíneo na pele, prejudicando a oxigenação e a nutrição dos tecidos. “Esse processo acelera o envelhecimento extrínseco, tornando a pele mais áspera, opaca e suscetível a manchas. Além disso, o fumo está associado ao afinamento dos fios de cabelo e à fragilidade das unhas”, explica a especialista. 

Para quem busca um envelhecimento saudável da pele, Dra. Marcelle recomenda: Parar de fumar ou utilizar vaporizadores; ter uma alimentação rica em antioxidantes, como vitaminas C e E; usar protetor solar diariamente; hidratar a pele com frequência e evitar banhos muito quentes; procurar um dermatologista regularmente. 

Tabaco e câncer de pele: existe relação? 

Embora o tabagismo não esteja diretamente ligado ao desenvolvimento do câncer de pele, ele pode potencializar os efeitos da radiação solar, principal fator de risco para essa doença. Isso porque o fumo compromete os mecanismos de defesa e regeneração da pele, dificultando a reparação do DNA celular após exposição ao sol. 

Segundo o presidente da SBD. Dr. Carlos Barcaui, o envelhecimento provocado pelo tabaco pode aumentar a suscetibilidade à ação da radiação UV, favorecendo o surgimento de lesões pré-cancerosas e até cânceres de pele, especialmente em pessoas com histórico de exposição solar intensa ou uso de bronzeamento artificial, proibido no Brasil desde 2009. 

“A pele envelhecida pelo fumo apresenta sinais como espessamento, manchas, rugas profundas e coloração irregular. Esses fatores tornam mais difícil identificar alterações precoces que podem evoluir para câncer, portanto o Dia Nacional de Combate ao Fumo vai além da saúde respiratória é também um convite a olhar com mais atenção para a pele como órgão de alerta sobre os impactos do tabaco e derivados. Parar de fumar é um passo essencial para preservar a saúde como um todo, da pele aos pulmões”, conclui Dr. Barcaui. 

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21 de agosto de 2025

Foi publicado, nesta quinta-feira (21), o edital de convocação da Assembleia Geral Ordinária, convidando os associados quites a se reunirem no dia 05 de setembro de 2025, no Hotel Windsor Barra, Auditório 03, localizado na Av. Lúcio Costa, 2630 – Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Às 17h15min ocorrerá a primeira chamada; e caso não seja atingindo o quórum necessário, a assembleia será realizada às 17h30min em segunda convocação.

A assembleia, que ocorrerá durante o 78º CSBD, seguirá a seguinte ordem: Abertura do Presidente; Inscrição para Assuntos Gerais; Relatório da Secretaria Geral; Quadro Social Atualizado; Atividades da Atual Diretoria até julho de 2025; Resumo das Deliberações do Conselho Deliberativo; Relatório da Tesouraria; Aprovação de Contas do Exercício de 2024 e Assuntos Gerais.

“A Assembleia Geral é a instância soberana da SBD, espaço em que nossos associados reafirmam a tradição democrática da Sociedade e deliberam sobre decisões que sustentam sua credibilidade e legitimidade”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

Clique aqui e veja o edital de convocação.

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14 de agosto de 2025

O período da gestação representa um momento de grandes transformações físicas e hormonais na vida da mulher, e muitas dessas mudanças se refletem diretamente na pele, nos cabelos e nas unhas. Para marcar o Dia da Gestante, celebrado em 15/08, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça a importância de que esses cuidados integrem a rotina de pré-natal, com atenção especializada desde os primeiros meses.  

De acordo com a dermatologista Dra. Juliana Massuda, assessora do Departamento de Medicina Interna da SBD, o ideal é que a gestante consulte um médico dermatologista no início da gestação, para ajustar sua rotina de cuidados e receber orientações seguras. “O acompanhamento precoce permite prevenir problemas como o agravamento de melasma, o uso indevido de cremes com substâncias contraindicadas, e até a má cicatrização no pós-parto”, afirma.  

Além disso, ela recomenda que as gestantes façam a revisão de pintas e lesões de pele, que podem se modificar ao longo da gravidez. Já no final da gestação, a consulta pode ser útil para orientar cuidados com feridas cirúrgicas, prevenção de estrias e amamentação.  

Pele mais pigmentada: o que é esperado e o que merece atenção  

Durante a gravidez, o corpo produz mais hormônios que estimulam a melanina — o que torna a pele da gestante mais suscetível a alterações de cor. Manchas nas aréolas, na barriga (linha nigra), na região íntima e o surgimento de melasma facial são comuns. “Essa hiperpigmentação é fisiológica, mas pode ser minimizada com medidas preventivas, como o uso correto de fotoprotetores”, explica a Dra. Juliana.  

A médica dermatologista também alerta para os ativos que devem ser evitados nesse período: ácido retinóico, hidroquinona e ácido salicílico estão entre os mais importantes. Procedimentos como laser, peelings e outras técnicas agressivas também não são indicados. “Além do risco de complicações, o calor e o estímulo inflamatório aumentam a chance de hiperpigmentações. Na maioria dos casos, é melhor adiar qualquer intervenção estética mais intensa”, orienta.  

Tinturas e alisamentos devem ser evitados, pois algumas substâncias químicas presentes nesses produtos têm sido associadas a riscos para o bebê. Já xampus e condicionadores comuns não oferecem perigo, embora alguns produtos para tratamento de caspa exijam avaliação médica.  

Também é necessário evitar traumas durante a remoção de cutículas. “Pequenos machucados podem evoluir para granuloma piogênico, uma lesão dolorosa e com aparência de carne esponjosa. O ideal é manter a higiene e aparar as unhas, mas sem remover completamente a cutícula”, recomenda.  

Além disso, mulheres que planejam engravidar e fazem uso de medicações dermatológicas, como os imunobiológicos, devem conversar com seus médicos com antecedência.  

“Medicamentos usados para tratar doenças como psoríase ou dermatite atópica podem representar riscos durante a gravidez, e cada caso deve ser avaliado individualmente. O acompanhamento dermatológico é essencial para adaptar o tratamento ao novo momento, garantindo segurança para a mãe e o bebê”, conclui Dra. Juliana Massuda.  

Clique aqui e encontre o dermatologista mais perto da sua região. Lembre-se, o check-up deve ser anual. 





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