Renovar é eleita para representar a SBD no biênio 2017/2018




30 de abril de 2016 0

Os resultados da eleição para escolha dos novos diretores que representarão a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) no biênio 2017/2018 já são conhecidos em todo o país. Os dermatologistas associados elegeram a Chapa 1 (Renovar) liderada pelo presidente José Antônio Sanches (SP) e vice-presidente Sérgio Palma (PE). Eles receberam 2.280 (ou 57%) dos 4.024 dos votos apurados, sendo 17 brancos e 40 nulos. A apuração, finalizada na tarde de sábado (30/4), contou com a presença de fiscais das chapas, garantindo a lisura do processo.

Motivada pelo desejo de mudança nos rumos da instituição, a nova gestão assegura que vai pautar sua administração pela transparência, modernidade, valorização e defesa da dermatologia. Segundo a Comissão Eleitoral, a apuração ocorreu em clima de tranquilidade, com comportamento honrado dos concorrentes, o que muito contribuiu para o sucesso dos trabalhos.

O mandato dos novos membros da SBD terá duração de dois anos com início em 1º de janeiro de 2017 e encerramento em 31 de dezembro de 2018. Além de Sanches e Palma, fazem parte da próxima Diretoria Executiva, Maria Auxiliadora Jeunon Souza (tesoureira); Hélio Miot (1º secretário), Silvia Schmidt (2º secretária); e Flávio Luz (secretário-geral). 


27 de abril de 2016 0

Local tem a maior incidência mundial de xeroderma pigmentoso

A presidente da Associação Nacional de Portadores de Xeroderma Pigmentoso, Gleice Francisca Machado, o biólogo geneticista da USP, Carlos Frederico Martins Menck, o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, representantes da La Roche Posay, e a coordenadora do Grape Xeroderma Pigmentoso Araras – GO, Sulamita Costa
A presidente da Associação Nacional de Portadores de Xeroderma Pigmentoso, Gleice Francisca Machado, o biólogo geneticista da USP, Carlos Frederico Martins Menck, o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, representantes da La Roche Posay, e a coordenadora do Grape Xeroderma Pigmentoso Araras – GO, Sulamita Costa

Nesta segunda-feira (25/4), dermatologistas da SBD voltaram a Araras (Goiás), dessa vez acompanhados de pesquisadores e geneticistas franceses, que, após assistirem ao documentário dos bastidores do atendimento dos nossos especialistas na região em outubro passado, decidiram viajar para conhecer de perto a realidade desses pacientes com xeroderma pigmentoso e, assim, desenvolver de pesquisas genéticas in loco para o mapeamento da doença no país, além de medidas que aumentem a qualidade de vida da população. Esse trabalho está sendo estruturado em parceria com o Departamento de Microbiologia e do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, sob a coordenação do biólogo geneticista Carlos Frederico Martins Menck.

Estiveram presentes na ação o presidente da SBD, Gabriel Gontijo, a coordenadora do Grape Xeroderma Pigmentoso Araras (GO), Sulamita Costa, e representantes do laboratório La Roche Posay, parceira na SBD neste projeto. Na ocasião, também foram sacramentadas as doações de aparelhos, como Fotofinder, CryAc, eletrocautério e de instrumentos cirúrgicos e próteses para os pacientes mutilados.

“Entre as ações previstas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes com xeroderma pigmentoso e diminuir a incidência do câncer da pele, ressaltamos a instalação de filmes ultravioleta nas janelas das casas e na escola, o aumento de sombras com maior arborização da cidade e a construção de uma fábrica de roupas com proteção ultravioleta, cujos funcionários serão os próprios pacientes”, comenta o presidente da SBD, Gabriel Gontijo.

Veja a seguir artigo de autoria do idealizador do Grape-SBD, Oswaldo Delfini, um dos dermatologistas da entidade que participaram da ação realizada no vilarejo no ano passado.

“Considero de fundamental importância que a SBD assuma a responsabilidade frente aos habitantes da comunidade de Araras-Go, onde se verifica a maior incidência mundial de XP. E esta ação de apoio permanente e sustentável iniciou-se em outubro de 2015, quando por feliz iniciativa do presidente em exercício da SBD, Dr. Gabriel Gontijo, organizou-se a ida a Araras e criou-se, por meio do Projeto Grape-SBD, o grupo Grape-SBD:XP-Araras-Go, tendo como coordenadora a Dra. Sulamita Costa Wirth Chaibub, dermatologista de Goiânia, que desde 2009, quando detectou os primeiros casos, vinha realizando um trabalho silencioso e heroico, no acompanhamento e tratamento desses pacientes. Desde então, foram vários pesquisadores: geneticistas, psicólogos e mesmo entidades estrangeiras, que se interessaram pelo fato, desenvolvendo ações pontuais. Estava faltando à Dra. Sulamita que a nossa sociedade de especialidade, à qual diz respeito o XP, assumisse um projeto de apoio sustentável ao seu trabalho.

Quando lá estivemos, pudemos observar o quão isolada e carente está essa comunidade e, ao nosso ver, além de todo o apoio material  técnico e assistencial, também seria necessário um projeto de Educação em Saúde, que a curto e a médio prazos, diminuísse substancialmente os pacientes portadores  de XP.  Isso poderia ser feito instituindo-se na escola, desde o nível fundamental, informações do que vêm a ser uma doença genética, de como ocorre a transmissão e, no caso do XP, suas consequências em relação à exposição ao sol (radiação UV) que, precocemente, logo na primeira infância, já permite o desenvolvimento do câncer da pele, nas suas variantes: CBC, CEC e melanoma, com caráter múltiplo, extremamente agressivo e destrutivo, tornando muito  difícil, quando não impossível, o seu tratamento.  Enquanto não se consiga desenvolver uma terapia genética efetiva. Ao par desse tipo de atuação, seria muito importante, o que já vem sendo realizado, o mapeamento e aconselhamento no campo da genética. 

Cumpre ressaltar que conversando com vários portadores de XP, lá em Araras-Go, muitos achavam que a doença era de caráter infeccioso de transmissão sexual, o mais precisamente, uma DST!

No âmbito internacional temos conhecimento de que na França, os jovens portadores de XP –  chamados “Crianças da Lua” –, contam com leis específicas que asseguram atendimento em hospitais públicos e recebem um auxílio anual de 1.300 euros como ajuda de custo para a compra de roupas especiais, óculos, máscaras e filtros solares, bem como são agrupadas em uma mesma escola com instalações especiais para proteção contra o sol e raios UV.  O mesmo ocorre na Espanha onde existe o ‘Grupo de Apoyo e Información sobre el XP’ – A + I:XP, que tem como suporte as autoridades sanitárias de saúde e a família real.

Só podemos elogiar essa postura social da SBD no sentido de liderar essa luta desafiadora e, um tanto quanto inglória, no sentido de trazer alguma esperança e melhora na qualidade e perspectiva de vida dessa sofrida e até então esquecida comunidade de Araras-Go portadora de XP”.

Oswaldo Delfini Filho

O geneticista francês Alain Sarasin, do Instituto Gustave Roussy, e uma das maiores autoridades mundiais no estudo de mecanismos de reparo de DNA, ao lado do biólogo geneticista Carlos Frederico Martins Menck, que tem proporcionado o mapeamento genético da população por meio de seu laboratório de genética da USP
O geneticista francês Alain Sarasin, do Instituto Gustave Roussy, e uma das maiores autoridades mundiais no estudo de mecanismos de reparo de DNA, ao lado do biólogo geneticista Carlos Frederico Martins Menck, que tem proporcionado o mapeamento genético da população por meio de seu laboratório de genética da USP
População atendida no projeto
População atendida no projeto

27 de abril de 2016 0

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou nota nesta terça-feira (26) manifestando sobre o exercício ilegal da medicina, defendido por algumas instituições públicas. No texto, o CFM enaltece que com a edição da Lei 12.842/2013 (Lei do Ato Médico), restou definitivamente estabelecido que o diagnóstico nosológico e o tratamento de doenças são competências restritas ao médico. O documento aponta que nos casos concretos de exercício ilegal de profissão, os Conselhos Federal e Regionais de Medicina tomarão as medidas judiciais cabíveis e necessárias contra essa prática ilícita e a decorrente propaganda enganosa que coloca em risco a saúde da população brasileira. Confira a seguir:

 

NOTA AOS MÉDICOS E À SOCIEDADE

O Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público se manifestar sobre mais um gravíssimo problema de saúde pública que aflige o País e coloca em risco a saúde da população. Trata-se do exercício ilegal da medicina, defendido por instituições públicas que deveriam pautar seus passos pelo princípio da legalidade. Com a edição da Lei nº 12.842/2013 (Lei do Ato Médico), restou definitivamente estabelecido que o diagnóstico nosológico (1) e o tratamento de doenças são competências restritas ao médico (2), posto que, não há lei regulamentar de outras profissões que tenha semelhante autorização. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) ao instituir as Resoluções CFF nº 585/2013 e nº586/2013 usurpa sua competência legal e invade indevidamente as atribuições dispostas de maneira exclusiva ao profissional médico. Nos casos concretos desse exercício ilegal de profissão, os Conselhos Federal e Regionais de Medicina tomarão as medidas judiciais cabíveis e necessárias contra essa prática ilícita e a decorrente propaganda enganosa que coloca em risco a saúde da população brasileira. (1) §1º do artigo 4º da Lei 12.842/13 dita: diagnóstico nosológico é a determinação da doença que acomete o ser humano, aqui definida como interrupção, cessação ou distúrbio da função do corpo, sistema ou órgão, caracterizada por, no mínimo, 2 (dois) dos seguintes critérios: I – agente etiológico reconhecido; II – grupo identificável de sinais ou sintomas e III – alterações anatômicas ou psicopatológicas. (2) parágrafo único do artigo 2º da Lei 12.842/13 dita: o médico desenvolverá suas ações profissionais no campo da atenção à saúde para: I – a promoção, a proteção e a recuperação da saúde; II – a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das doenças e III – a reabilitação dos enfermos e portadores de deficiências.

 

Fonte: CFM


20 de abril de 2016 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) montou um estande institucional na área de exposições do 28º Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica (SBCD), a ocorrer de 20 a 23 de abril, no Centro de Convenções Sulamérica.

No espaço, os visitantes podem se programar e se inscrever nos principais eventos realizados pela SBD deste ano, entre eles, o I Melanoma Day e I Simpósio de Dermatoscopia e Imagem da SBD (13 e 14/5); 8º Simpósio Nacional de Psoríase (30/6); 8º Teraderm (1º e 2/7); 4 em 1 (8 e 9/7); e I Simpósio Internacional de Cabelos e Unhas (21 a 23/7), além encontrar seus colegas de profissão para troca de ideias e experiências.

Visite-nos!

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13 de abril de 2016 0

Prezados associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia,

 

Conforme já anunciado, a atual Diretoria da SBD, extremamente envolvida com a Defesa Profissional, tem a satisfação de confirmar para o dia 10 de maio, em Brasília,  o Fórum de Dermatologia do CFM. Uma conquista institucional da SBD junto ao CFM, com a coordenação do Dr. Gabriel Gontijo, presidente da SBD, e Dr. José Fernando Maia Vinagre, coordenador da Câmara Técnica de Dermatologia do CFM. Nesse importante evento, teremos a participação da Câmara Técnica de Dermatologia do CFM, da SBD, Anvisa e Ministério Público, cujos objetivos são discutir o conceito e classificação de procedimentos invasivos, as complicações e os riscos da população na sua realização, o uso  indiscriminado de tecnologias por profissionais não médicos e a inerente responsabilidade civil e institucional. Discutiremos, também, a comercialização de aparelhos (laser etc.) a não médicos e a venda de toxina botulínica e preenchedores a estes profissionais, mesmo com sua venda restrita a médicos. Todos os presidentes de Regionais da SBD já foram convidados!

Lembramos que as conclusões e encaminhamentos gerados por este I Fórum de Dermatologia do CFM poderão ser usados como subsídios pela Câmara Técnica de Dermatologia como eventuais desdobramentos dos debates realizados, o que ressalta a relevância deste encontro nas nossas ações de Defesa Profissional. Vejam o Programa Preliminar do I Fórum de Dermatologia do CFM, com a indicação dos palestrantes convidados, e cliquem aqui para fazer a inscrição. Para manter todos os associados informados,  serão publicados vídeos e informações sobre o debate em tempo real no Grupo Dermatologista SBD no Facebook. Participem e acompanhem!

 

 

Um cordial abraço,

 

 

DIRETORIA DA SBD 2015/2016

GABRIEL GONTIJO

PRESIDENTE


11 de abril de 2016 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em parceria com Exímia, anuncia uma campanha que promete mobilizar o país por uma causa nobre: estimular a doação de cabelos para mulheres em tratamento de câncer, contribuindo para elevar sua autoestima e, ainda, conscientizar toda a sociedade. A ação, batizada de #fortalizese, conta com a força da Fundação Laço Rosa, pioneira neste tipo de iniciativa solidária, e tem a atriz Alexandra Richter como embaixadora da campanha.

A campanha começou a ser idealizada em 2015 pelo Laboratório FQM Farmoquímica, com a parceria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), e foi apresentada internamente aos colaboradores da FQM no início deste ano.

Para Gabriel Gontijo, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a instituição cumpre suas finalidades com mais um projeto social que procura melhorar a autoestima de pacientes em tratamento de câncer e finaliza fazendo um convite: “Abrace esta causa, doe seus cabelos e sinta-se mais bonita por dentro”.

As doações, para essa iniciativa pioneira, podem ser feitas a partir de uma plataforma online que gera um código e, assim, o doador poderá rastrear suas madeixas até que elas cheguem a Fundação Laço Rosa. Outras informações sobre a doação e coleta estão disponíveis no site: www.fortalizese.com.br.

“Alinhada com os princípios sociais da Companhia, a campanha #fortalizese, junto com a SBD e a Laço Rosa, visa beneficiar pacientes em tratamento do câncer e reforçar o compromisso da empresa com a consciência pela vida”, relata Fernando Itzaina, presidente do Laboratório FQM Farmoquímica.

A escassez de profissionais capacitados para a confecção das perucas fez com que a campanha #fortalizese apoiasse o projeto Força na Peruca, liderado pela Fundação Laço Rosa. O projeto visa formar novos profissionais, de comunidades carentes, para a confecção de perucas. “Esse é um programa nacional inédito, que envolverá todas as pontas — paciente, doador, sociedade civil e privada”, comemora a presidente voluntária da Laço Rosa, Marcelle Medeiros.

Ajude a fortalecer a autoestima de pacientes com câncer fazendo uma doação e compartilhando essa causa #fortalizese.

 

Sobre a Sociedade Brasileira de Dermatologia

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é a única instituição reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) como representante dos dermatologistas no Brasil. É uma das maiores sociedades médico-dermatológicas no mundo, com mais de 8000 associados, e está presente em 23 estados brasileiros por intermédio de suas Regionais, bem como em 79 hospitais universitários credenciados. Fundada em 5 de fevereiro de 1912, a SBD é a terceira sociedade médica mais antiga do país.

Sobre a FQM Farmoquímica

A FQM Farmoquímica é uma indústria farmacêutica especializada em medicamentos de marca vendidos sob prescrição médica. Sua linha de produtos está presente em farmácias de todos os Estados do Brasil. A fábrica está localizada no Rio de Janeiro e possui a certificação de boas práticas, emitida pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A sua missão é promover a saúde e o bem-estar, colocando à disposição da classe médica e profissionais de saúde, soluções terapêuticas modernas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida.

Sobre a Fundação Laço Rosa

Desde 2011, a Fundação Laço Rosa — que nasceu a partir da emocionante história de vida de três irmãs — já pôde contabilizar inúmeras conquistas de suas campanhas de conscientização sobre a detecção precoce de câncer de mama e o resgate da autoestima. Além do Banco de Perucas Online — um projeto de doação gratuita de perucas pela internet para pacientes em quimioterapia, que já atendeu famílias de todo o País — a Fundação Laço Rosa também está à frente de iniciativas como a Rosas do Morro, que leva a comunidades carentes informações sobre a doença e os direitos da mulher, e o Fórum de Política Públicas Câncer de Mama, que acontece no final de maio, desenvolvido pelo núcleo advocacy da Laço Rosa.

Informações para a imprensa:

APPROACH COMUNICAÇÃO

(21) 3461-4616

Cláudia Rocha (claudia.rocha@approach.com.br) R. 191

Bianca Gomes Sallaberry (bianca.gomes@approach.com.br) R. 164 | (21) 99494-3272

Fabiana Guimarães (fabiana.guimaraes@approach.com.br) R. 187 | (21) 99476-4050

www.approach.com.br

 

FSB Comunicação

Rogéria Lemos

(21) 2217-6522 | 99769-2066

rogeria.lemos@fsb.com.br


8 de abril de 2016 0

Câncer da pele é o de maior incidência no Brasil e no mundo

 A Sociedade Brasileira de Dermatologia afirma que a maioria dos casos de câncer da pele podem ser evitados com medidas simples de fotoproteção, adotadas no dia-a-dia. A fotoproteção urbana é, atualmente, um dos grandes desafios da dermatologia. Isto porque o uso de protetor solar é muito associado às atividades externas, principalmente ao lazer em praias e piscinas, no entanto, a exposição solar diária, durante as atividades rotineiras do dia a dia, como na locomoção a pé, no carro ou transporte coletivo, nas atividades de educação física em escolas e, especialmente, dos trabalhadores ao ar livre, é muito mais danosa à saúde da pele do que a exposição intencional. Dados da indústria mostram que apenas 32% dos brasileiros usam protetor solar durante todo o ano.

Estima-se que, a depender da atividade e localidade, cerca de 70% da exposição que sofremos é ocasional. Além da quantidade maior, os danos da exposição ocasional são maiores  porque a poluição atmosférica dos centros urbanos potencializa os efeitos danosos da radiação solar.

O uso rotineiro dos protetores solares nos centros urbanos ainda é muito limitado, mais restrito às mulheres em combinação com produtos hidratantes ou com maquiagem. Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estimam que, em 2016, serão contabilizados cerca de 175 mil novos casos de câncer da pele não melanoma no Brasil. Os principais tipos que ocorrerão no País serão, por ordem de incidência, os da pele não melanoma (para ambos os sexos), o de próstata e o de mama. Entre os homens, são esperados 295.200 novos casos de câncer, e entre as mulheres, 300.870. Excluindo-se  o câncer da pele não melanoma (175.760 casos previstos, que correspondem a 29% do total estimado), esses números caem, respectivamente para 214.350 e 205.9960.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no ano 2030, existirá 27 milhões de casos novos de câncer, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer. O maior efeito desse aumento incidirá em países em desenvolvimento. No Brasil, o câncer já é a segunda causa de morte por doenças, atrás apenas das do aparelho circulatório.

O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida, como também uma ferida que não cicatriza. A regra do ABCDE ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista deve ser procurado imediatamente.

A= lesão assimétrica

B= bordas irregulares

C= alteração de cor

D= diâmetro maior que 6 mm

E= evolução da pinta

Outra forma de avaliar o risco de câncer da pele é através da “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”, disponível no site da SBD – www.controleosol.com.br

A Instituição reforça ainda que a proteção solar é um conjunto de atitudes:

  • Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.  Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.

A melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale reforçar que nenhum exame caseiro ou mesmo a calculadora de risco substituem a consulta e avaliação médica. Encontre um associado aqui no site da SBD.


7 de abril de 2016 0

Neste 7 de abril, dedicado ao Dia Mundial da Saúde, os Conselhos Federal e Regionais de Medicina (CFM e CRMs) voltam a lembrar a sociedade sobre a importância de reivindicar o que é dela. A falta de estrutura e equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), a desvalorização dos médicos e profissionais, e a má gestão do serviço público e dos planos de saúde são o mote de uma campanha lançada nesta quinta-feira pela autarquia para celebrar a data.

O objetivo é estimular os brasileiros a refletirem sobre a importância dessa luta por um direito garantido pela Constituição de 1988, que levou o modelo assistencial do País a alcançar posição de referência internacional enquanto política pública social. No entanto, como observam o CFM e os CRMs, o descaso com que os gestores tratam a saúde pública faz com que a população esteja sendo privada dessa conquista.

As peças divulgadas pelas entidades médicas estimulam a população para refletir sobre o tema. “Essa é a saúde que você merece?” é a questão que permeia anúncios, banners digitais, spots e filmes para internet.

Segundo o presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Correa Lima, os problemas que afetam a qualidade da assistência e comprometem o ético exercício da medicina passam por questões relacionadas ao financiamento, à gestão e ao controle, monitoramento e avaliação das políticas públicas. Para ele, a campanha evidencia o descontentamento de todos com este quadro e mostra a intenção de se lutar por melhorias nas esferas pública e privada.

Com a campanha, que se estenderá por todo o mês de abril, os conselhos chamam atenção para a precarização do setor. Atividades organizadas pelos Conselhos Regionais de Medicina também estão previstas nos estados com divulgação de dados e informações que ajudam a traçar o panorama da saúde do País. Assista ao vídeo.

Fonte: CFM

5 de abril de 2016 0

Na quarta-feira, 6 de abril, a presidente e o vice-presidente da ONG Psoríase Brasil, Gládis Lima e José Célio Silveira Peixoto, estarão em  Brasília para se reunir com parlamentares e pleitear apoio à causa dos portadores de psoríase. A União das Associações de Portadores de Psoríase do Brasil, criada em 2010, tem como missão o fortalecimento das associações voltadas à melhoria da qualidade de vida de pessoas com psoríase e, a partir de ações integradas, a entidade busca participar da elaboração e da execução de políticas públicas voltadas à doença, defendendo, assim, os direitos dos pacientes.

Em agenda marcada com deputados e senadores, a diretoria da ONG tem como pauta central reclamar pela falta de oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de Tratamento de Fototerapia aos portadores de Psoríase, o que resulta no não cumprimento do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). A ONG solicitou agenda com deputados e senadores dos estados  nos quais o DATASUS – Sistema de Informações do Sistema Único de Saúde – aponta não haver oferta desse tratamento. Assim, a dermatologista Gládis Lima e o advogado José Célio Silveira Peixoto falarão com parlamentares de Alagoas, Paraíba, Pará,  Espírito Santo, Piauí e Amapá.

Na ida a Brasília, a direção da ONG Psoríase Brasil também irá se encontrar com parlamentares que acenaram apoio à causa, como os senadores Ana Amélia Lemos (RS) e Waldemir Moka (MS). Entre os temas a serem tratados com os dois parlamentares, está o pleito da Organização sobre a falta de avanços da criação de um Grupo de Trabalho (GT) cujo objetivo seria buscar a célere aprovação da inclusão de medicamentos imunobiológicos, mais modernos e eficazes, no rol de medicamentos a serem distribuídos pelo SUS ao tratamento à psoríase.

A suposta criação do GT deveria ser resultado da audiência pública realizada em 3 de junho de 2015 pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, quando foi definida a criação do Grupo no prazo máximo de 60 dias. Entretanto, dez meses se passaram e o tema segue sem avanços. O GT seria integrado por representantes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec), uma das responsáveis pela aprovação dos medicamentos; por membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); profissionais do Hospital das Clínicas de São Paulo, referência no tratamento à psoríase no País, bem como por representantes da Associação de Pacientes Psoríase Brasil.

FONTE: ONG PSORÍASE BRASIL





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