DermatoRio 2019 anuncia nova categoria para dermatologistas latino-americanos afiliados a sociedades irmãs




10 de junho de 2019 0

Prezado(a) colega,

Um dos princípios da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é contribuir para o crescimento científico dos dermatologistas latino-americanos, bem como fortalecer laços com as sociedades irmãs. Para isso, a Diretoria Executiva da SBD e a comissão 2019 do 74º Congresso Brasileiro de Dermatologia (DermatoRio 2019) anunciam a abertura da categoria "Dermatologista estrageiro, afiliado a Sociedades irmãs" para os interessados em participar do maior evento dermatológico do Brasil, a ocorrer em setembro, na cidade do Rio de Janeiro.

Para tanto, solicitamos o apoio desta estimada Sociedade na divulgação da informação a seus associados.

São duas datas de inscrições com valores diferenciados: a primeira vai até 15 de julho (R$ 845,00) e a segunda encerra em 27 de agosto (R$ 975,00). Depois desse prazo, serão aceitas apenas inscrições no local.

No ato da inscrição, o(a) médico(a) dermatologista estrageiro(a) afiliado a sociedades irmãs deve anexar declaração atualizada da sociedade médica da qual faz parte.

Será uma satisfação recebê-lo(a) em setembro no Rio de Janeiro.

Cordialmente,

Marcio Serra
Presidente do 74º Congresso Brasileiro de Dermatologia

 

 


3 de junho de 2019 0


Dermatologistas membros dos Departamentos de Doenças Infec. e Parasitárias; Hanseníase; Ist e Aids com pesquisadores e membros da Diretoria da Nacional

Os padrões de ocorrência das doenças tropicais, a interação entre agentes e ambiente, assim como a vulnerabilidade populacional, foram amplamente debatidos no 41º Simpósio de Dermatologia Tropical da SBD (DermaTrop), realizado de 30 de maio a 1º de junho, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu experientes dermatologistas dedicados ao tema, mas também jovens interessados em atualizar seus conhecimentos no tratamento de doenças infecciosas e de caráter endêmico – ainda frequentes no Brasil –, e suas complicações. Na abertura, o presidente Sérgio Palma destacou a importância do envolvimento dos dermatologistas com as doenças tropicais, esquecidas e negligenciadas, e o seu papel social na assistência à saúde da pele, principalmente no âmbito do Sistema Único de Saúde e saúde pública. “É muito bom ver nossa especialidade unida, mobilizada com a essência da dermatologia clínica e sanitária, e interessados em se aperfeiçoar e em transformar realidades”, realçou.
 
Realizado pela SBD Nacional com o apoio da SBD-RS, representada pela presidente Taciana Dal’Forno Dini, o 41º DermaTrop foi coordenado pelos dermatologistas Sinésio Talhari (coordenador nacional do XLI Curso Nacional de Dermatologia Tropical), Heitor de Sá Gonçalves (coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas da SBD) e André Costa Beber (coordenador local do XLI Curso Nacional de Dermatologia Tropical), além de contar com a presença do vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara, e dos diretores Flávia Vasques Bittencourt e Egon Daxbacher.


O presidente da SBD, Sérgio Palma, e os médicos dermatologistas Heitor de Sá Gonçalves e Sinésio Talhari

Espaço de diálogo e estudo entre pesquisadores e estudantes, o DermaTrop é um dos encontros mais tradicionais da dermatologia brasileira e que contribui significativamente para a disseminação da informação científica das doenças tropicais negligenciadas. “Em meu nome e dos Professores Sinésio Talhari e André Costa enaltecemos o incisivo apoio dado pela SBD Nacional, sob a presidência do Dr. Sérgio Palma, ao encontro. A dermatologia tropical, aquela que cuida das doenças de grande parte dos brasileiros que não têm acesso ao setor privado da saúde, agradece o empenho, apoio e dedicação ao evento. Também não podemos olvidar do apoio indispensável da SBD-RS, na pessoa da sua presidente Taciana Dal’Forno Dini ", apontou Heitor de Sá Gonçalves.

Para a dermatologista Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, o apoio a eventos como o DermaTrop demonstra a preocupação da SBD em desenvolver a sensibilidade social das novas gerações de dermatologistas para o estudo das dermatoses que acometem principalmente as populações negligenciadas. Ratifica a opinião a dermatologista Regina Carneiro, assessora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, que afirmou a necessidade de o dermatologista ter conhecimento sobre essas doenças para oferecer o que há de melhor a seus pacientes. Ela também comentou sobre a a felicidade de ver uma sala cheia de jovens dermatologistas interessados em dermatologia clínica e sanitária e incentivou os jovens dermatologistas a publicarem sobre os temas. 

Conferência inaugural

A médica dermatologista Claudia Elise Ferraz (foto acima), do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), preceptora de residência médica e professora de dermatologia da UFPE, ministrou conferência inaugural sobre dengue, zika e chikungunya, com ênfase nas manifestações dermatológicas. Em sua fala, alertou sobre as perspectivas de surtos e crescimento em número de casos em todo o país. “Sabemos que informar a população sobre as formas de prevenção dessas doenças e sobre seu reconhecimento precoce é tarefa importante, assim como capacitar os profissionais de saúde na determinação dessas arboviroses e habilitar o médico quanto à sua condução, mas é inegável que o contexto social e de desorganização urbana em que vivemos contribui sobremaneira para a perpetuação do vetor e risco de novos surtos”, salienta.
 
Conheça as especificidades da dengue, zika e chikungunya
 
As três arboviroses têm em comum a transmissão pelo mosquito Aedes aegypti, presente em todo o território nacional, e se apresentam com febre e manchas vermelhas no corpo. No entanto, há algumas peculiaridades entre elas.

  • Dengue: febre, mialgia intensa, acompanhada de dor retro-orbitrária e cefaleia, com surgimento de manchas vermelhas em torno do quarto dia da doença. Pode haver manifestações hemorrágicas. “É preciso estar atento aos casos que podem evoluir com choque e dengue hemorrágica, mas a resolução costuma ocorrer em poucos dias, na maioria dos casos”, afirma Claudia Elise.

 

  •  Zika: as manchas estão presentes em mais de 90% dos casos, comumente acompanhadas de prurido e febre; pode haver conjuntivite não purulenta, mialgia e artralgia leves. É comum a infecção subclínica com quadros leves e até assintomáticos.

 

  •  Chikungunya: a febre e os sintomas articulares são extremamente relevantes. A dor é intensa, gerando dificuldade de realizar as atividades diárias. As manchas surgem dois ou três dias após o início dos sintomas e duram pouco tempo. “A grande problemática da chikungunya é que de 65% a 70% dos casos evoluem com quadros reumatológicos crônicos, com impacto significativo na população economicamente ativa. Das arboviroses é a que apresenta maior polimorfismo de manifestações dermatológicas: além das manchas, há quadros de hiperpigmentação centrofacial e flagelada, lesões vesicobolhosas em crianças, aftas em mucosas e dobras cutâneas, assim como a exacerbação de dermatoses preexistentes, como a psoríase, líquen e desencadeamento de reações hanseníase”, explica a médica.

 
Saiba mais: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/combate-ao-aedes
 
 
 


17 de maio de 2019 0

Conhecida por sediar megaeventos musicais e esportivos internacionais, a cidade do Rio de Janeiro também é cotada para receber o 25º Congresso Mundial de Dermatologia, evento que reúne cerca de 12 mil especialistas. Para transformar essa expectativa em realidade e também tratar dos desafios e oportunidades para o desenvolvimento do turismo em saúde no estado do Rio de Janeiro, representantes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reuniram-se nesta quarta-feira (15/5) com os secretários estaduais da Saúde e do Turismo.

A escolha pela próxima cidade-sede do maior evento em dermatologia do mundo acontecerá em junho deste ano, durante sua 24º edição, em Milão, na Itália. “Estamos trabalhando para obter o apoio do governo do Estado na perspectiva de garantirmos o compromisso das autoridades por mais segurança, melhorias nos transportes públicos e também descontos na rede hoteleira. A propósito, a secretaria de Turismo já confirmou participação no vídeo de candidatura do Rio de Janeiro como sede do evento em 2023, e que será exibido aos organizadores do Congresso Mundial”, destacou Egon Daxbacher, diretor da SBD.

Durante o encontro, o dermatologista – acompanhado do membro da Comissão Científica da SBD, Márcio Serra, e da gerente geral da instituição, Priscila Rudge, – pontuou os benefícios que congressos médicos nacionais e internacionais podem oferecer à cidade. “O 74º Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que neste ano acontecerá na capital fluminense, trará à cidade médicos do País inteiro, movimentando prestadores de serviços e consumo, gerando automaticamente uma maior arrecadação para a cidade”, argumentou.

Já o médico Márcio Serra, que também presidirá o 74º Congresso da SBD, acredita que a realização de um Congresso Mundial de Dermatologia no Brasil trará maior visibilidade para o País, uma vez que a SBD é a segunda maior Sociedade Dermatológica do mundo, com nove mil médicos especialistas. “Um dos maiores problemas é a questão da segurança do Rio de Janeiro. Precisamos do compromisso do governo para que a segurança e a infraestrutura em transportes sejam garantidas”, frisou.

Outros temas – Outra sugestão apresentada no encontro entre os representantes dos médicos e as autoridades foi a elaboração de ações institucionais da Secretaria de Turismo para divulgar um calendário oficial de eventos médicos na cidade. Também foi sugerido pelos secretários estaduais a criação de um grupo de trabalho para discutir a captação de pacientes do Brasil e até mesmo do exterior para realizarem tratamentos na cidade do Rio de Janeiro.

“Do ponto de vista da SBD, é muito mais importante que o governo do Rio de Janeiro promova a educação continuada e mobilize médicos do Brasil a buscarem a constante atualização em congressos de excelência. Esse contato com pesquisadores de todo o mundo fomenta a ampliação do conhecimento e, consequentemente, a melhoria no atendimento aos pacientes. Desta forma tornaremos o Estado do Rio de Janeiro uma referência na qualidade do atendimento”, disse Serra.

Além dos representantes da SBD e dos secretários da Saúde, Edmar Santos, e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, Otávio Leite, também estiveram presentes o secretário-geral da Sociedade Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), Rômulo Capello Teixeira; o diretor do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle da Universidade do Rio de Janeiro (UniRio), Fernando Ferry; entre outros médicos e instituições.


13 de maio de 2019 0

Era véspera do embarque para a viagem tão sonhada à Grécia mas, em vez de estar arrumando as malas, a jornalista Priscilla Aguiar, de 33 anos, enfrentava “o pior dia de sua vida”, iniciando um tratamento doloroso para tentar reverter uma complicação decorrente de um procedimento estético. A aplicação do ácido hialurônico por uma biomédica, no ano passado, resultou em infecção e necrose do nariz. O depoimento sincero e emocionado abriu o seminário Cosmiatria e Laser, Beleza à Luz da Medicina, que reuniu especialistas e celebridades no dia 7 de maio, no auditório do jornal O GLOBO com a mediação da diretora de Redação da Revista Ela, Marina Caruso.

O evento, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), discutiu novas tecnologias, ética médica e riscos de tratamentos feitos por profissionais não habilitados e em locais inadequados.

— Agi por impulso, vendo as postagens que a profissional fazia no Instagram. Eu fiquei com algumas sequelas, mas poderia estar cega, ou ter sofrido um AVC. Fiz questão de me expor para que outras pessoas não passem por isso — disse Priscilla.

O presidente da SBD, Sérgio Palma, destacou que o cuidado com a saúde é multidisciplinar, mas cada profissão tem sua competência estabelecida em lei.

— O procedimento cosmiátrico invasivo é de competência médica — afirmou o dermatologista no painel Beleza e saúde da pele: a dermatologia no centro da atenção.

Coordenadora do Departamento de Cosmiatria da SBD, Alessandra Romiti destacou que não é raro um paciente procurar o dermatologista por uma questão estética e acabar descobrindo uma doença de pele:

— O diagnóstico é o primeiro passo da consulta. A partir daí, traçamos um plano de tratamento, avaliando indicações e contraindicações.

E foi um “não” que fez a atriz e modelo Luiza Brunet admirar ainda mais um médico de quem se tornou amiga. Ela contou que, quando tinha 18 anos, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy se recusou a modificar o seu nariz.

— Passaram alguns anos e um fotógrafo muito famoso me disse que eu tinha um perfil e um nariz maravilhosos — relembrou Luiza, que já recorreu a alguns procedimentos para sentir-se mais jovem e hoje, aos 57 anos, é muito feliz com sua aparência.

A presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Carmita Abdo, afirmou que mais importante do que aparentar estar bem, é sentir-se bem.

— Temos que cultivar a beleza não apenas no aspecto físico. Nem todo mundo nasceu para ser Luiza Brunet.

Tratamentos injetáveis e seguros

A corrida pelos tratamentos com toxina botulínica, preenchedores e bioestimuladores de colágeno e os limites éticos envolvidos nessas aplicações foram abordados no painel A era dos injetáveis: habilitação e segurança dos procedimentos.

— Há uma complexidade de veias e artérias sob a pele. Se o ácido hialurônico, por exemplo, for aplicado em uma artéria ou vaso, provoca uma oclusão que vai levar à necrose do tecido. A paciente tem que ser socorrida imediatamente com a enzima hialuronidase — diz a dermatologista Meire Parada, da Sociedade Brasileira de Dermatologista (SBD).

A atriz Alexandra Richter, de 52 anos, contou que, quando decidiu fazer preenchimento, pediu indicação à sua dermatologista, com quem se trata há 30:

— Ela preferiu recomendar outro dermatologista, que faz o procedimento com cânulas. Não se pode procurar prof issionais pela internet. Além disso, é importante ter bom senso na escolha de um procedimento. No meu caso, como atriz não posso perder a expressão.

Corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Fernando Maia Vinagre esclareceu que, até 2013, não havia uma lei regulamentando a medicina:

— Conseguimos aprovar a lei que dava o limite exato da atuação do médico, não invadindo a área de outros profissionais e não permitindo que a área de atuação do médico fosse invadida. Mas, no momento em que essa lei foi assinada, houve mudanças na sua estrutura, que permitiram essa invasão.

Segundo ele, as sociedades de Dermatologia, de Cirurgia Plástica e os conselhos regionais e federal de Medicina vêm agindo por meio de ações judiciais para conter essa prática.

A observação do local em que os tratamentos são realizadas foi abordada pela gerente da Coordenação de Vigilância em Saúde do Município do Rio, Simone Braga.

Recuperação com rapidez e menos dor

Os avanços na área médica e tecnológica que estão transformando a Dermatologia foram abordados no painel Tratamentos e cuidados dermatológicos: o futuro é agora. São técnicas menos invasivas e com redução da dor. O cantor e ator Paulo Ricardo, de 56 anos, que dividiu a mesa com a atriz Cris Vianna e as dermatologistas Patricia Ormiga e Bruna Duque Estrada, poderia ser um dos beneficiados destas novas técnicas, pois revelou que não suporta sentir dor.

— Em 1999, apliquei toxina botulínica na testa e doeu muito. Hoje, uso um produto no rosto para pele oleosa e, à noite, ácido glicólico – disse o artista, que consulta a dermatologista com frequência.

Ao falar de futuro, Patricia Ormiga, assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD, citou a evolução tecnológica, das pesquisas, dos aparelhos, das abordagens de tratamento e redução do tempo de recuperação, mas ressaltou também a prevenção:

— Devemos começar a nos cuidar desde cedo, usando protetor solar, cuidando da saúde como um todo, de modo que o envelhecimento aconteça da melhor forma possível.

Para Bruna Duque Estrada, assessora do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, o futuro está na capacidade de conseguir individualizar os tratamentos.

Vaidosa, a atriz Cris Vianna, de 41 anos, é acompanhada por uma dermatologista especializada em pele negra. Ela defende o uso de procedimentos sem exageros.

Foto: Eduardo Uzal/G.Lab

Fonte: O Globo


8 de maio de 2019 0

A importância do médico na orientação aos pacientes sobre os cuidados na hora de realizar procedimentos estéticos foi destacada pelos participantes do Seminário Cosmiatria e Laser: beleza à luz da Medicina, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com o jornal O Globo. Em todas as mesas, os depoimentos tiveram como ponto comum a valorização do papel desse profissional, em especial do dermatologista, para que todos os procedimentos tenham bons resultados.

O seminário, realizado na manhã de terça-feira (7/5), contou com casa cheia e agora tem todas as exposições disponíveis – para quem quiser conferir – na página do Facebook de O Globo. Foram quase quatro horas de interação, durante as quais especialistas, celebridades e interessados no tema puderam compartilhar experiências, ajudando a ampliar a conscientização sobre os riscos que o uso indiscriminado de tratamentos estéticos comporta.  

Para ter acesso a íntegra, clique aqui

“O cuidado com a saúde é multidisciplinar, mas cada área tem seu objetivo. A cosmiatria tem sido banalizada e diversos profissionais que não estão habilitados têm feito procedimentos estéticos. Essa exposição ao risco é extremamente prejudicial para todos que se submetem a ela”, ressaltou o presidente da SBD, Sérgio Palma, um dos palestrantes.

Ele argumenta que números de curtidas e seguidores nas redes sociais não são índices confiáveis e suficientes para a escolha de um profissional para atender um paciente. “Por isso, é de extrema relevância que as pessoas procurem um dermatologista e se certifiquem que ele é registrado na Sociedade da especialidade ou no Conselho Regional de Medicina do estado onde atua”, ressaltou Palma.

Relevância – Em sua participação na mesa que tratou sobre saúde e beleza, a modelo e atriz Luiza Brunet compartilhou um pouco de sua experiência, o que ajudou todos a compreenderem de forma mais exata a relevância do médico em processos estéticos. Segundo contou, quando era jovem, ela pensou em modificar seu nariz, mas acabou desistindo após ser bem orientada por um profissional.

“Hoje estou feliz com meu corpo. Com o passar do tempo, aprendi a ter um relacionamento bom comigo mesma. Tenho muito cuidado em manter minha pele sempre limpa e, para qualquer tipo de procedimento, consulto minha dermatologista” declarou a atriz.

Aconselhamento – A atriz Alexandra Richter, convidada especial da mesa “A era dos injetáveis: habilitação e segurança dos procedimentos”, também ressaltou o valor do aconselhamento que recebe de seus médicos.

“Tenho dois dermatologistas, um deles especialista em preenchimento. Ambos me acompanham há muitos anos e sempre me consulto antes de decidir o que vou fazer. É de extrema importância para quem pensa em fazer qualquer procedimento estético consultar um dermatologista, pois são especialistas responsáveis por estudarem a anatomia da face e saberão dizer quais os problemas e riscos envolvidos”, ressaltou. 

Na terceira mesa – Tratamentos e cuidados dermatológicos: o futuro é agora –, a atriz Cris Vianna e o cantor Paulo Ricardo ajudaram a refletir sobre a banalização de procedimentos. Segundo ela, é necessário bom senso do paciente e do médico.  “A minha dermatologista tem muita sensibilidade em relação a isso e sempre me aconselha de forma correta. Além disso, sempre penso muito antes de realizar qualquer mudança, pois avalio futuros trabalhos para os quais possa vir a ser convidada”, afirmou.

Exagero – Já Paulo Ricardo abordou a relação do sexo masculino com a dermatologia e sua visão sobre o cenário atual brasileiro. “Nós, homens, demoramos para procurarmos esses profissionais. Estamos vivendo uma época de certo exagero e o Brasil se encontra entre os países que mais fazem procedimentos estéticos. Isso é muito perigoso, principalmente quando nos defrontamos com esses casos de pessoas que tiveram finais trágicos porque procuraram profissionais que não estavam habilitados para mexerem com algo tão sagrado como nosso corpo”, disse.

Ao fim do seminário, o presidente da SBD comemorou a participação e o alto nível dos debates. Para Sergio Palma, foi um momento rico de troca de experiências que ajuda a população a criar uma “consciência crítica” sobre os riscos e possibilidades que envolvem os procedimentos estéticos.

“É fundamental que o brasileiro compreenda que o dermatologista é um especialista que pode orientar da melhor forma possível a quem pensa em se submeter a esse tipo de tratamento. Um trabalho que envolve consulta médica completa com anamnese, exame físico e definição de diagnóstico para condução do melhor plano terapêutico. Não contar com esse apoio pode colocar a pessoa num cenário de alto risco, com graves consequências”, alertou.

Fotos: Eduardo Uzal/G.Lab


8 de maio de 2019 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) acende um alerta: está cada vez mais frequente a realização de procedimentos estéticos invasivos por profissionais não habilitados, aumentando os riscos de erros que podem ser irreversíveis. Queimaduras e deformações no rosto e no corpo são exemplos de efeitos adversos enfrentados por pacientes que foram atendidos inicialmente por pessoas sem formação e depois recorrem a dermatologistas na espera de reverter os quadros.

Assim, profissionais não habilitados, clínicas clandestinas e desinformação formam o caldo ideal que traz dores de cabeça para quem quer ser bonito a qualquer custo. “A cosmiatria deve ser realizada por médico especializado, como o dermatologista, o qual está habilitado para isso e preparado para tratar também eventuais complicações que possam ocorrer. Aquele que pretende fazer um tratamento estético não deve se colocar sob os cuidados de não médicos ou mesmo de médicos que não possuem a formação adequada”, explica o presidente da SBD, Sérgio Palma.

Integridade – Segundo ele, o que está em jogo é a integridade física e emocional dos pacientes. O tema foi abordado durante o Seminário Cosmiatria e Laser: beleza à luz da medicina, organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com o jornal O Globo. Durante os debates, uma situação chamou a atenção: a oferta de serviços pela internet tem ajudado a aumentar o número de problemas decorrentes de erros na realização de procedimentos.

“Muitas pessoas não buscam informações prévias sobre as pessoas que se anunciam como especialistas. Acabam caindo em armadilhas que consomem dinheiro, saúde e muitas vezes deixam sequelas para sempre”, ressaltou Sergio Palma. Um exemplo foi o caso da jornalista Priscilla Aguiar, que realizou uma rinomodelação com ácido hialurônico.

O procedimento realizado por uma biomédica, em Olinda (PE), evoluiu para uma necrose de pele, sendo necessária uma série de tratamentos para recuperação dos danos, pois, apesar de aparente simplicidade, preenchimentos podem resultar em lesões de difícil reparação e deformidades. “Eu não pesquisei sobre o profissional e o resultado foi uma internação no hospital com uma infecção no nariz que poderia ter me deixado cega”, conta.

Diagnóstico – O seminário, que foi palco dessa troca de visões e experiências, buscou alertar participantes e leitores do jornal sobre os riscos de realizar procedimentos estéticos com profissionais não habilitados. “A dermatologia engloba as doenças e a beleza da pele. É preciso lembrar que toda consulta médica começa com um diagnóstico e, posteriormente, o tratamento, caso haja algum tipo de problema. A saúde da pele depende do trabalho de vários profissionais, porém somente o médico pode fazer qualquer tipo de diagnóstico nosológico”, frisou Alessandra Romiti, coordenadora do Departamento de Cosmiatria, que também participou do encontro.

Por sua vez, a presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Carmita Abdo, lembrou, inclusive, que o dermatologista ajudará a entender a real necessidade dos procedimentos a partir da avaliação do paciente. “Muitas vezes, uma lesão de pele tem origem interna e isso é o dermatologista quem identificará. Outras vezes, o procedimento que a pessoa deseja fazer é descabido e é o médico dermatologista quem explicará o melhor caminho a seguir. É preciso ter cuidado com os procedimentos estéticos, pois, por menos invasivo que pareça, poderá trazer consequências sérias e irreversíveis”, disse.

Ato Médico – Segundo a SBD, a Lei do Ato Médico reserva aos profissionais da medicina a realização de procedimentos chamados de estéticos ou cosmiátricos considerados invasivos. Isso vale para serviços como aplicações de toxina botulínica e outras substâncias, criolipólise e preenchimentos. O entendimento legal se baseia na compreensão de que esses atendimentos exigem uma compreensão maior do organismo humano o que garante a segurança do paciente.

“Cabe ao dermatologista definir as quantidades das substâncias a serem aplicadas, considerando aspectos como a harmonia do rosto ou do corpo e possíveis reações adversas que podem decorrer do seu uso. Considerando-se que mesmo se todos os cálculos forem corretos, a paciente ainda pode sofrer uma reação (mais ou menos grave) e o dermatologista está preparado para uma intervenção imediata de emergência para garantir a vida e a integridade de quem ele trata. A ação de não-médicos deve ser combatida pelas autoridades, pois traz insegurança a pacientes e seus familiares”, conclui o Sérgio Palma.

Participaram do encontro os especialistas da SBD, Sérgio Palma (presidente), Alessandra Romiti (coordenadora do Departamento de Cosmiatria), Meire Parada (médica dermatologista da SBD), Patrícia Ormiga (assessora do Departamento de Cosmiatria) e Bruna Duque Estrada (assessora do Departamento de Cabelos e Unhas). Também estiveram presentes Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); José Fernando Maia Vinagre, corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM); e Simone Braga, gerente da Coordenação de Vigilância em Saúde do Município do Rio; além dos artistas Luiza Brunet; Alexandra Richter, Paulo Ricardo e Cris Vianna.

Fotos: Eduardo Uzal/G.Lab


3 de maio de 2019 0

Estão abertas as inscrições para o 3º Simpósio Nacional de Imunobiológicos e XI Simpósio Nacional de Psoríase. Até o dia 15 de maio, o associado garante valores diferenciados. 

Além de renomados experts nacionais, dois convidados estrangeiros participarão do encontro deste ano: Pablo de la Cueva (ESP) falará sobre anti-IL23 no tratamento da psoríase: eficácia e segurança e Enrique Rivas (GUA) abordará em sua apresentação a importância do perfil de paciente nos estudos de secuquinumabe.

Acesse a programação completa na página do evento aqui no site da SBD e saiba mais.

O encontro será realizado no dia 4 de julho, em São Paulo.

 


2 de maio de 2019 0

O GLOBO – As possibilidades de tratamentos estéticos para o envelhecimento saudável da pele e dos cabelos são variadas — lasers, radiofrequência, preenchedores, toxina botulínica, ultrassom e bioestimuladores, por exemplo. Todas, porém, têm um ponto em comum: precisam ser acompanhadas por dermatologistas. Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que vem aumentando o número de denúncias de exercício ilegal da medicina recebidas pelo órgão. De janeiro de 2017 até agora, a SBD registrou 830 representações em diferentes instâncias da Justiça e de órgãos de fiscalização em defesa do cumprimento da lei federal e da segurança dos pacientes. Se em 2017 foram registradas 351 ações, no ano passado o número subiu para 394. Só este ano já são 85 representações.

Para debater os novos desafios que se abrem com os avanços na área da beleza será realizado o Seminário Cosmiatria e Laser, beleza à luz da medicina, no dia 7 de maio, a partir das 9h, no Auditório do GLOBO. O encontro reunirá dermatologistas, psiquiatra, jornalistas, atrizes e representantes do Conselho Federal de Medicina e da Subsecretaria de Vigilância Sanitária para discutir novas tecnologias, ética, limites e riscos de tratamentos aplicados por profissionais não habilitados e em locais inadequados.

— Não são procedimentos simples e é isso que vamos debater e esclarecer no simpósio aberto ao público. Graças aos avanços tecnológicos, é possível envelhecer bem, e um dos papéis do dermatologista é contribuir para melhorar a autoestima do paciente com segurança e ética — diz Sérgio Palma, presidente da SBD.

O simpósio terá a mediação da Diretora de Redaçãoda Revista Ela, Marina Caruso. A abertura ficará por conta da jornalista Priscila Aguiar, que dará seu depoimento sobre como enfrentou uma complicação após uma aplicação de ácido hialurônico no nariz por um profissional não médico. Em seguida, os assuntos vão ser divididos em três mesas, com os seguintes temas: "Beleza e saúde da pele: dermatologia no centro da atenção", com a presença de Sergio Palma, presidente da SBD, e da atriz Luiza Brunet, entre outros especialistas; "A era dos injetáveis: habilitação e segurança dos procedimentos" e  "Tratamentos e cuidados dermatológicos: o futuro é agora".

O evento é gratuito, e o público poderá fazer perguntas e tirar dúvidas com os participantes sobre o que há de mais avançado na área da Cosmiatria. Veja a programação completa e se inscreva pelo site seminariocosmiatriaelaser.com.br . As vagas são limitadas. O auditório do jornal O GLOBO fica na Rua Marquês de Pombal 25, Cidade Nova.

 

 


28 de abril de 2019 0

Dirigentes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) gestão 2019/2020 estiveram reunidos com os presidentes das Regionais na manhã deste sábado (28/4) para a discussão e troca de ideias sobre o trabalho conjunto em desenvolvimento este ano. O encontro ocorreu na sede da SBD, no Rio de Janeiro, e foi uma oportunidade para os representantes tirarem suas dúvidas sobre pontos importantes da Sociedade e de suas atividades científicas. Após a abertura, o presidente da SBD Sérgio Palma, convidou os presentes para compartilhar suas experiências.  

Entre os assuntos abordados, estavam o calendário de eventos das Regionais e Nacional; o trabalho político e jurídico da SBD em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM); as ações de defesa profissional e de divulgação da dermatologia para o público leigo; a assessoria jurídica das Regionais e a matriz de competências da dermatologia.

O encontro contou com a presença do representante jurídico da SBD Carlosmagnum Nunes que apresentou os processos em andamento e as 827 denúncias encaminhadas pela SBD para os órgãos de fiscalização entre 2017 e 2019. Segundo o advogado, é importante que as denúncias enviadas pelo associado ao Jurídico (defesaprofissional-juridico@sbd.org.br) sejam fundamentadas. Ressaltou que o Departamento Jurídico da SBD monitora diariamente quaisquer resoluções de entidades de não médicos que infrinjam a Lei do Ato Médico e imediatamente adota medidas pertinentes em defesa da classe e da saúde da população. Além de encaminhar as denúncias, o Jurídico também faz trabalho de conscientização visitando os órgãos conforme o caso. 

Após explicar a importância do cumprimento da Lei do Ato Médico (12.842/2013), Nunes lembrou ao associado da necessidade de que todas as publicações feitas nos perfis profissionais nas redes sociais sejam acompanhadas do nome, do número da inscrição no CRM local, bem como do RQE. 

Membros da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD, coordenada por José Ramon Varella Blanco, também estiveram presentes. A dermatologista Débora Ormond esclareceu algumas dúvidas sobre questões éticas e informou que no dia 21 de maio haverá reunião entre a SBD com a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) para tratar sobre assuntos da publicidade médica e orientações relacionadas à dermatologia. 

“A troca de experiências realizada hoje aprimorará nossos projetos comuns. As prioridades da gestão têm como foco na Defesa Profissional e no desenvolvimento científico da dermatologia e conta com o envolvimento das Regionais, que são a nossa extensão em cada estado brasileiro, para que possamos ser cada vez mais fortes e atuantes”, afirmou o presidente Sérgio Palma. Ele adiantou que está sendo criado novo canal do Jurídico no site da SBD para o recebimento das denúncias relativas ao exercício ilegal da profissão.





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