Caiu na rede é fake?



Caiu na rede é fake?

22 de agosto de 2018
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Não é só na política que as chamadas "fake news" causam estragos. Na área da saúde, as redes sociais se tornaram terreno fértil para a propaganda de tratamentos estéticos duvidosos que oferecem resultados fabulosos e a preços baixos. Não por acaso, crescem também os problemas por procedimentos realizados por pessoas não habilitadas e em locais e condições inadequados. Uma combinação perigosa que pode trazer sérios riscos para quem se aventurar por um desses tratamentos "milagrosos", oferecidos atualmente em larga escala na internet.

 "Desconfie sempre dos exageros na publicidade de tratamentos estéticos, sobretudo em mídias socials", avisa a médica dermatologista, integrante da Câmara Técnica de Dermatologia do CFM (Conselho Federal de Medicina), Débora Ormond.

"Existem pessoas que publicam reiterados elogios e fotos de resultados cirúrgicos estéticos de determinado profissional por ganharem descontos nos procedimentos." Na opinião da médica, não existe problema em divulgar o trabalho médico, desde que seja de caráter informativo, com clareza e feita de maneira honesta.

"O sensacionalismo e a autopromoção são totalmente proibidos pelo CFM justamente como forma de proteção ao próprio paciente", afirma Ormond.

Para realizar o tratamento com segurança, alguns cuidados básicos devem ser tomados. Procedimentos invasivos estéticos devem ser realizados por médicos dermatologistas ou cirurgiões plásticos com registro de qualificação profissional, observa e presidente da SBD do Rio Grande do Sul, Clarissa Pratti. "Além disso, é importante que estes procedimentos sejam realizados em estabelecimentos habilitados pela Vigilância Sanitária e equipados com materiais para atendimento de emergências médicas, a fim de reduzir os riscos na assistência ao paciente", reitera a médica.

Cuidado com as contraindicações

A demanda em consultórios dermatológicos por complicações de procedimentos estéticos realizados por profissionais não habilitados vem aumentando bastante, ressalta a médica dermatologista Débora Ormond. "Os problemas vão desde queimaduras superficiais, resultando em cicatrizes permanentes a perdas teciduais com graves deformidades decorrentes de necrose de nariz e lábios, e ainda os casos extremos, como óbitos decorrentes de preenchimentos em glúteos, fatalidade que pode ser evitada."

Outro aspecto que demanda cuidado são as possíveis contraindicações que tratamentos podem apresentar por razões diversas e que, segundo Ormond, variam de acordo com perfil de cada pessoa.

“A característica da pele (cor do paciente) contraindica determinados ácidos utilizados em peelings químicos, como alguns tipos de lasers", informa a médica.

A especialista acrescenta a importância de saber diagnosticar lesões pré-cancerosas ou mesmo um melanoma entre as manchas na pele onde o paciente deseja tratar.

A lista de cuidados não termina aí: algumas doenças, o uso de certos medicamentos e a presença de infecções no local a ser tratado são fatores que demandam atenção.

Por isso, a dica é: procure sempre um profissional qualificado, que saiba fazer um diagnóstico corretamente e que tenha condições de tratar possíveis complicações decorrentes do procedimento.

Fonte: Jornal Metro





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