Antes que o tempo passe



Antes que o tempo passe

22 de junho de 2010

Temor de manchas e rugas faz com que jovens antecipem o início de tratamentos estéticos

Envelhecer deixou de ser uma tendência natural da vida. Cada vez mais pessoas temem que as marcas do tempo sejam expostas em seu principal cartão de visitas: o rosto. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Rio Grande do Sul, Gustavo Pinto Corrêa, pacientes procurando informações sobre como prevenir o envelhecimento e ter uma aparência melhor representam hoje cerca de 70% das consultas.

Preocupações como essa fizeram a modelo fotográfico e estudante de Direito Tainá Moreira Vidal, 26 anos, de Porto Alegre, começar a cuidar da pele aos 15 anos. Agora, ela se cerca de todos os artifícios para se manter linda e jovem e não dorme sem passar um creme antissinais de idade. Tainá não é exceção.

Dermatologistas afirmam que a busca por se manter jovem tem começado aos 20 anos. Rugas, manchas e pés de galinha são as preocupações da maioria. No caso de Tainá, a vaidade se confunde com a exigência da profissão. Aos 23 anos, fez a primeira aplicação de laser para retirar manchas provocadas pelo sol.

– Quero me manter jovem e bonita. Não me importaria de aplicar toxina botulínica, mas ainda acho que não é a hora – declara a modelo, referindo-se ao método que ameniza rugas.

De acordo com Corrêa, a grande oferta de produtos gera ansiedade:

– Cada vez mais pessoas jovens procuram o consultório em busca de um creme milagroso que afaste rugas e retire imperfeições. É importante que haja um estudo sério de cada caso, com profissionais que tenham formação adequada. Médico e paciente têm de saber aonde querem chegar e até onde podem ir para atingir esse objetivo.

O médico explica que as pessoas têm vivido mais e querem uma melhor qualidade de vida, e essa preocupação vem começando cada vez mais cedo. No Rio Grande do Sul, a expectativa de vida é de 72 anos para os homens e de 79 anos para as mulheres, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a pesquisas feitas em 2008.

Se houve um tempo em que a valorização da aparência era vista como futilidade, agora é tida como uma necessidade pela sociedade, destaca a dermatologista Doris Hexsel:

– Estudos mostram que pessoas mais bonitas têm salários mais altos. O cuidado com a aparência é importante também no contexto profissional.





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