ACT faz campanha para doação de cadeira de rodas para um dos símbolos do controle do tabaco no Brasil



ACT faz campanha para doação de cadeira de rodas para um dos símbolos do controle do tabaco no Brasil

19 de julho de 2011

A Aliança de Controle do Tabagismo – ACT, parceira da Sociedade Brasileira de Dermatologia, está fazendo uma campanha para a compra de uma nova cadeira de rodas para o aposentado José Carlos Carneiro, que teve suas pernas amputadas devido a uma doença cuja causa é o tabagismo: a tromboangeíte obliterante.

José Carlos ficou conhecido ao ter sua imagem estampada nas advertências sanitárias dos maços de cigarros, em 2004. Hoje, aos 64 anos, ele é um símbolo nas campanhas antitabagismo.

O valor de uma cadeira de rodas elétrica está em torno de R$ 7 mil. Na campanha da ACT, você pode doar qualquer valor, não há uma quantia mínima. Doações a partir de R$ 50,00 têm direito a uma camiseta “Largue o Cigarro Correndo” ou “Diga Não à Propaganda de Cigarros”.

Sua doação pode ser efetivada através de depósito em conta, boleto bancário, transferência eletrônica ou cartão de crédito. Acesse a campanha em http://www.actbr.org.br/comunicacao/campanha-ze-carlos.asp e participe.

QUE RESPONSABILIDADE SOCIAL É ESSA?

Ex-trabalhador da área de segurança, aposentado por invalidez permanente aos 45 anos e recebendo um salário mínimo mensal, José Carlos fumava desde a adolescência, como acontece com 90% dos fumantes: “Fumava de brincadeira, quando vi estava viciado no cigarro, mas não sabia que era dependente químico. Depois desse começo, passei a fumar um maço por dia de Continental sem filtro”.

Em 1976, aos 30 anos, começou a sentir os pés dormentes, mas nenhum médico diagnosticou a doença. Aliás, ninguém fazia uma pergunta básica: se ele era fumante. Em 1981, finalmente teve o diagnóstico de tromboangeíte obliterante, quando formam-se coágulos nas artérias, impedindo a circulação sangüínea e cuja causa é o tabagismo. O membro atingido passa a ter isquemia, ou seja, morte dos tecidos por falta de circulação. Por isso, José Carlos teve que amputar a perna direita.

Com a volta para casa, bateu uma depressão: “Fiquei profundamente deprimido. Tinha parado de fumar durante a internação e nessa época voltei a fumar pesado, uns três maços por dia”.

Em 1983, a perna esquerda começou a apresentar os mesmos problemas e também teve que ser amputada.

Em 1998, José Carlos entrou com um processo contra a Souza Cruz, empresa fabricante da…





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