80% dos adolescentes têm acne



80% dos adolescentes têm acne

22 de agosto de 2010

Acne e adolescência praticamente andam juntas, mas não pense que esse é um transtorno que acomete apenas os mais jovens. Muitos adultos sofrem com as espinhas e cravos tardios. A doença – considerada assim pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – causa o mesmo incômodo em qualquer fase, entretanto são os adolescentes que mais sofrem psicologicamente com o fato, já que estão no momento da valorização da estética. As causas, assim como os tratamentos variam de pessoa para pessoa, conforme idade, sexo, alimentação e estilo de vida. O importante, para combater a acne, é procurar ajuda profissional o quanto antes para impedir que o problema se torne crônico e para evitar equívocos que possam piorar a situação ou causar cicatrizes permanentes, até mesmo comportamentais.

De acordo com o Censo Dermatológico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), realizado com mais de 54 mil pacientes do setor público e de clínicas privadas, a acne está na pele de cerca de 80% dos adolescentes em todo o mundo. O problema é que as consequências da acne não se restringem apenas à aparência, interferindo até mesmo nos relacionamentos sociais. Um estudo realizado pela IPSOS, grupo francês de pesquisas, patrocinado pela companhia farmacêutica Galderma, fez um levantamento com 1.200 jovens, entre 12 e 22 anos, para compreender os efeitos emocionais causados pela acne.

Descobriu-se que a doença influencia diretamente a vida social dos pacientes e chega a provocar efeitos negativos na autoestima do jovem, que passa a temer situações constrangedoras entre os colegas. Outro fator observado é que os jovens têm dificuldade de falar sobre o assunto com os pais, o que atrapalha o tratamento inicial, levando a escolha de soluções mágicas apresentadas por colegas e pela internet, desconsiderando o fator individual que deve ser levado em conta na definição dos cuidados.

AJUDA PROFISSIONAL

É comum que os adultos que não tenham enfrentado ou não enfrentem problemas com acne não entendam exatamente o conflito que representa para os jovens e encarem o surgimento de cravos e espinhas apenas como algo natural da idade, pensando que logo possam sumir. Se o problema estiver interferindo no comportamento do jovem por conta de uma baixa autoestima – pois a adolescência é momento de grande preocupação com o visual – o apoio de um psicólogo pode ajudar a superar todo o processo.

Tão importante quanto buscar apoio psicológico é buscar a solução para o problema biológico. O correto é sempre buscar a ajuda de um dermatologista, o profissional especializado. Antes de mais nada, porém, é importante que o paciente entenda que o tratamento de acne – seja na adolescência ou na fase adulta – exige paciência, já que não é de um dia para o outro que a doença desaparece. Tolerar efeitos colaterais dos medicamentos que precisam ser ingeridos é mais uma etapa do tratamento a ser suportada.

Segundo Maria Cecília…





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