NOVA MATRIZ DE COMPETÊNCIAS: UM PASSO HISTÓRICO PARA A DERMATOLOGIA BRASILEIRA



NOVA MATRIZ DE COMPETÊNCIAS: UM PASSO HISTÓRICO PARA A DERMATOLOGIA BRASILEIRA

28 de agosto de 2026
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Após dois anos de trabalho institucional, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) celebra a aprovação da nova Matriz de Competências dos Programas de Residência Médica em Dermatologia pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Em carta aos associados, o presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, destaca a importância da conquista para a formação dos futuros especialistas e para a defesa profissional da Dermatologia.

Confira a íntegra abaixo:

Caras Associadas, caros Associados,

É com enorme satisfação que comunico a aprovação, pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), da nova Matriz de Competências dos Programas de Residência Médica em Dermatologia.

Esta era uma das principais metas da nossa gestão e é resultado de um intenso trabalho institucional desenvolvido ao longo dos últimos dois anos. Mas, para compreender a dimensão dessa aprovação, vale responder a uma pergunta: por que uma matriz de competências é tão importante?

A matriz é o documento oficial que estabelece o que médicas e médicos em formação precisam saber, saber fazer e demonstrar para se tornarem especialistas. É o mapa da formação em Dermatologia no Brasil, orientando os programas de residência, a avaliação e a qualificação das futuras gerações de especialistas.

Sua importância, porém, vai muito além da residência médica.

Ao estabelecer oficialmente as competências que integram nossa formação, a matriz também se torna uma referência institucional sobre a amplitude da Dermatologia. É justamente aí que formação e defesa profissional se encontram.

A matriz de 2019 já definia nossa formação como Dermatologia Clínico-Cirúrgica e sanitária. A nova matriz avança ao explicitar, de maneira muito mais objetiva, as dimensões clínica, cirúrgica, cosmiátrica e tecnológica da formação do dermatologista.

Na área cirúrgica, estabelece uma progressão ao longo dos três anos, chegando a excisões, suturas, retalhos, enxertos e manejo de complicações. Centros cirúrgicos de pequeno e médio porte passam a constar expressamente como ambientes de formação. A cirurgia micrográfica, incluindo a técnica de Mohs, aparece pela primeira vez nominalmente na matriz.

Outras áreas também ganham maior clareza. A Tricologia passa a constituir competência própria, incluindo tricoscopia e noções básicas e indicações das técnicas de implante capilar. São detalhadas competências em cirurgia ungueal e Cosmiatria, incluindo toxina botulínica, preenchedores, bioestimuladores e LASER. A matriz contempla ainda dermatoscopia com emissão de laudos, mapeamento corporal e ultrassonografia dermatológica, quando disponível.

Por que isso importa para quem já é dermatologista?

Porque, quando nossas competências são questionadas, seja no credenciamento institucional, no acesso a determinados ambientes de prática, na realização de procedimentos ou nas interfaces com outras áreas, é fundamental demonstrar de forma objetiva aquilo que integra nossa formação.

A nova matriz não cria uma nova Dermatologia nem amplia, por si só, o campo legal de atuação da especialista ou do especialista. Ela faz algo essencial: registra, em um documento oficial da formação médica brasileira, com muito mais precisão, a amplitude da formação dermatológica contemporânea.

Por isso, a nova matriz é também uma ferramenta essencial de defesa profissional.

Chegar até aqui exigiu dois anos de trabalho técnico, diálogo e articulação junto ao MEC, à CNRM, à AMB e ao CFM. Foi um trabalho coletivo e persistente, realizado por pessoas profundamente comprometidas com a formação e com o futuro da nossa especialidade. A todas elas, o reconhecimento e a gratidão da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Ao nos aproximarmos do encerramento desta gestão, é particularmente gratificante ver uma de nossas principais metas se transformar em algo concreto e duradouro.

Mais do que atualizar a formação das próximas gerações, a nova matriz deixa para todas as dermatologistas e todos os dermatologistas brasileiros uma base institucional mais sólida para a valorização da especialidade e a defesa de nossas competências.

É formação. É valorização. É defesa profissional.

É um legado para a Dermatologia brasileira.

Grande abraço,

Carlos Barcaui
Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia 25-26

 

 

 

 





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