Simpósio de Cabelos e Unhas promove cursos de aprofundamento sobre alopecia androgenética feminina e masculina



Simpósio de Cabelos e Unhas promove cursos de aprofundamento sobre alopecia androgenética feminina e masculina

24 de maio de 2021
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Entre 27 e 29 de maio, acontece em formato totalmente online o VI Simpósio de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e IV Simpósio de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP). Além das conferências, a programação conta também com uma série de cursos teóricos, com inscrições a parte e limitadas. Dentre eles, um dos temas abordados será a alopecia androgenética, nos módulos: “Aprofundamento em alopecia androgenética masculina e transplante capilar” e “Aprofundamento em alopecia androgenética feminina”, ambos no dia 28 de maio.

Cabelos – Fabiane Andrade Mulinari Brenner, coordenadora do Simpósio e do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, afirma que o critério para a escolha dos assuntos abordados foi a recorrência de dúvidas que surgem na prática dos consultórios. “Nos últimos 20 anos, a área de cabelos foi a segunda que mais cresceu na dermatologia, tanto em interesse quanto em estudos. Por isso é essencial que tragamos essas temáticas. O nosso objetivo é promover discussões mais interativas, nas quais os participantes possam apresentar as dúvidas que surgem quando estão diante dos seus pacientes. Desta forma, cada curso será único, pois os inscritos, com as suas questões, conduzirão o debate”, analisa.

A médica destaca que os principais pontos que suscitam questões sobre a alopecia androgenética são a respeito do diagnóstico precoce, tratamentos e investigação da causa. “Falaremos sobre a importância de diagnosticar precocemente. Além disso, discutiremos sobre novos tratamentos, alertando sobre a relevância do embasamento científico. É essencial compreender que precisamos ser extremamente claros e honestos com os pacientes, para que eles entendam a importância de basear o tratamento em dados científicos e os riscos que tratamentos alternativos podem representar”, frisa Fabiane.

Mulheres – Sobre a alopecia androgenética feminina, a dermatologista destaca um dos principais impactos da doença, o abalo na qualidade de vida das pacientes. “Cerca de 50% delas tem idade acima dos 50 anos. Este fator não mudou nos últimos anos, porém a realidades dessas mulheres, sim. Antes, elas ficavam mais em casa sem atividades laborativas. Hoje, são mulheres ativas em todos os âmbitos sociais. E, segundo estudos, para muitas a alopecia androgénetica é um fator que faz com tenham dificuldades de relacionamento e percam, inclusive, oportunidades de emprego”, detalha.

Já na área masculina, Fabiane analisa que o ponto mais preocupante e recorrente na prática do consultório se refere ao tratamento. “A maior dificuldade que enfrentamos diz respeito aos efeitos colaterais, especialmente relacionados aos bloqueadores hormonais. Não há evidências contundentes na literatura sobre isso, mas há toda uma crença popular de que esses medicamentos possam provocar questões como: infertilidade, depressão e baixa de libido. Por isso, muitos pacientes assim que chegam no consultório se negam a aceitar determinados tratamentos. É essencial que o dermatologista tenha paciência para ouvi-los e para apresentar os reais riscos, com base em dados científicos”.

 





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