Novas estratégias para o fortalecimento da comunicação institucional são destacadas pelo 2º secretário da SBD



Novas estratégias para o fortalecimento da comunicação institucional são destacadas pelo 2º secretário da SBD

23 de março de 2021
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Entrevista

Ampliar o diálogo com os associados e o público em geral é um dos compromissos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), de acordo com Beni Grinblat, 2º secretário da instituição. Em entrevista ao Portal da SBD, ele salientou a importância da comunicação para o crescimento da especialidade, além do objetivo de estreitar a proximidade com os dermatologistas. “É fundamental que o associado se sinta acolhido e parte integrante, porque a SBD realmente é de todos”, afirmou.

Ele evidenciou ainda o papel educativo da entidade em levar informações à população e proporcionar um diálogo acessível com o público sobre doenças e cuidados com a pele. Essa estratégia, segundo o 2º secretário, que é responsável pela área de comunicação da entidade, contribui com o fortalecimento da defesa profissional da dermatologia e beneficia a consolidação da imagem da instituição frente aos especialistas e ao público leigo.

Beni explicou também que entender o perfil dos públicos da SBD é um caminho para a construção de uma comunicação mais assertiva. Um exemplo destacado pelo 2º secretário é o projeto SBDCast, que busca promover debates exclusivos para os associados com a participação de especialistas na área. A iniciativa proporciona a atualização em diversos temas de interesse dos membros da entidade, e aumenta a visibilidade da SBD e da dermatologia.

Confira, a seguir, a entrevista na íntegra com Beni Grinblat.

Portal da SBD: Quais são os principais desafios da comunicação da SBD?
Beni Grinblat:  São vários, mas o principal – e não é algo exclusivo da comunicação da SBD – é essa dificuldade de conseguir comunicar aquilo que se deseja para o público que foi determinado como alvo. Hoje somos bombardeados com informação em excesso, de todos os lados, o que gera uma concorrência enorme. São muitos os “comunicadores”.  Além da disputa com as fontes tradicionais de informação, há blogueiros, youtubers e o problema crescente das fake news. Então, o desafio é conseguir chamar a atenção do nosso público, nesse cenário múltiplo em opções, e se comunicar de forma efetiva.

Portal da SBD: É importante estabelecer um canal de comunicação com o público leigo ou manter esse diálogo apenas com os associados da entidade?
BG: O papel da SBD é reforçar os dois modelos de comunicação. Obviamente, há o foco intenso sobre o associado, mas agora também é fundamental conversar com o público em geral. As nossas regionais já começaram a entender isso também. Acho que é um desafio, porque apesar de serem duas formas de comunicação teoricamente diferentes elas constantemente vão se imbricar. Óbvio que a gente precisa comunicar aos associados as ações e eventos da SBD, mas para o público leigo isso é muito distante se não existir uma tradução dessas iniciativas. É preciso enfatizar a educação em saúde, sempre alertando sobre doenças e cuidados da pele. Além disso, há uma necessidade de explicar propriamente o que é a dermatologia. Algo que já entra na esfera de defesa profissional.

Portal da SBD: O que o público em geral precisa saber sobre a dermatologia?
BG: A população precisa entender o que diferencia um dermatologista de outros profissionais, qual a sua formação e suas competências. Muita gente não compreende essas informações e nosso papel também é educar essa população. Então, sobre o que comunicar ao público leigo, eu acho que há dois focos: esse mais voltado à educação em saúde e outro sobre a especialidade.

Portal da SBD: Como estreitar a relação entre a instituição e os associados?
BG: Em relação ao associado, obviamente precisamos insistir na divulgação dos eventos e demais ações da SBD. Mas acho que a gente também tem que funcionar como um canal próximo de interlocução, de modo que o associado se sinta acolhido e parte integrante. Esse pertencimento é fundamental, porque a SBD realmente é de todos, é dos dermatologistas e para os dermatologistas. Para estreitar essa relação, não adianta entender o que precisa ser comunicado, se a gente não sabe como fazer isso de forma adequada. É imprescindível estabelecer essa comunicação através dos meios nos quais ele está inserido e corriqueiramente acessa. O projeto de desenvolvimento do SBDCast é justamente isso: mais uma forma de se aproximar desse perfil de associado que hoje está integrado ao universo dos podcasts. Para gente chegar próximo ao associado, esse mapeamento das ferramentas disponíveis é um primeiro passo, que abre possibilidades mais assertivas para alcançarmos o nosso público.

Portal da SBD: Quais os diferenciais das comunicações para cada público?
BG: A comunicação para o público leigo e para associados são independentes, mas elas também se relacionam. Por exemplo, vamos fazer uma peça em rede social para o público leigo. É importante que esse conteúdo também chegue ao profissional para que ele também seja um ótimo replicador do que a gente está divulgando para a população. Se eu coloco um post no Instagram focado em proteção solar, se o meu público associado também replica esse post, muito mais gente vai: em primeiro lugar, aprender, ser educada, receber informação de qualidade e confiança; em segundo lugar, muito mais gente vai saber que existe a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Então, fortalece das duas maneiras, ajuda a educar e também fortalece a sociedade e a nossa especialidade. Por isso que são comunicações teoricamente diferentes, mas muitas vezes se imbricam.

Portal da SBD: Quais os principais objetivos estabelecidos pela SBD em sua comunicação?
BG: Para o público leigo, nosso objetivo é que as pessoas entendam que existe uma sociedade forte da especialidade e o que é essa especialidade. Perante os associados, temos que mostrar a nossa força, e a comunicação ajuda nisso. Outra coisa que é muito importante na comunicação é a assessoria de imprensa. A gente vê que, por incrível que pareça, nem sempre os dermatologistas serem contatados para falar de assuntos dermatológicos. É preciso educar a imprensa de que existe uma Sociedade Brasileira de Dermatologia e a importância da entidade como porta-voz dos assuntos dermatológicos.





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