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Empresa informa à SBD que já foram resolvidos os problemas que atrasaram entrega de medicamentos contra a hanseníase ao Brasil

29/01/2021 11:34

O laboratório Novartis, responsável pela produção do medicamento poliquimioterapia (PQT), utilizado no tratamento da hanseníase em nível global informou nesta quinta-feira (29/1) que já foram superados os problemas que atrasaram a entrega de novos lotes da droga ao Brasil. Esta foi uma resposta formal ao pedido de esclarecimentos feito à empresa pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que tem sido alertada por especialistas de vários estados sobre o desabastecimento da substância nas unidades da rede pública.

LEIA A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO

“A resposta dessa empresa sinaliza respeito por aqueles que sofrem com essa doença e aqueles que lutam contra sua propagação. A transparência é fundamental na execução das políticas públicas. É uma condição necessária ao planejamento das ações, em especial no campo da saúde, onde a descontinuidade de acesso a medicamentos pode trazer prejuízos aos pacientes”, afirmou o presidente da SBD, Mauro Enokihara.

Segundo informou a Novartis, que a demora decorreu da necessidade de verificar a adequação da produção do medicamento poliquimioterapia (PQT), distribuído gratuitamente à Organização Mundial da Saúde (OMS), em razão das novas diretrizes de padrão e limite toxicológico de qualidade impostos pelo FDA (Food and Drug Administration - agência reguladora dos EUA).

Demora – Na explicação encaminhada à SBD, a empresa atribuiu a esse processo a demora do embarque de novos lotes do PQT. “Entendendo a necessidade do medicamento para o tratamento da doença no Brasil, a Novartis tem colaborado com o Ministério da Saúde para encontrar soluções logísticas junto à OMS que possam suprir essa demanda”, cita o ofício.

A Novartis relatou ainda a entrega ao Ministério da Saúde do Brasil mais de 145 mil blisters, em 2020, e de outros 51 mil blisters, em janeiro de 2021. Há, ainda, 103 mil blisters adicionais aguardando a aprovação da autoridade sanitária para embarque até março de 2021. A empresa também acrescentou que vem tratando com a OMS sobre a possibilidade de fornecimento de quantitativos adicionais à Organização e à programação regular de entrega anual aos países aderentes ao programa de distribuição da droga sob sua responsabilidade.

“Essa é uma informação importante e que traz alivio para milhares de médicos e pacientes. A falta desse medicamento, conforme relatos que chegaram de várias localidades, era uma ameaça aos tratamentos em curso, assim como a meta de se reduzir o surgimento de novos casos. Confiamos que a solução está encaminhada, mas continuaremos em alerta para defender os interesses da luta contra a hanseníase no Brasil e no mundo”, ressaltou o vice-presidente da SBD, Heitor de Sá Gonçalves.

Carreta – De acordo com o vice-presidente, no contato com a Novartis também se abordou a continuidade da Carreta Novartis da Saúde, inciativa do laboratório no Brasil e única no mundo, disponibilizada ao Ministério da Saúde e em parceria com este, há 10 anos. Trata-se de um dos principais projetos para erradicar a hanseníase no Brasil, sendo peça central no Projeto Roda-Hans, o qual tem recebido apoio institucional da SBD.

O Roda-Hans já passou por cerca de 500 municípios, distribuídos em 18 estados, e realizou mais de 70 mil atendimentos gratuitos. Por meio das equipes, foi possível fazer o diagnóstico de 25% dos novos casos de hanseníase no Brasil, em 2018. No documento assinado por Roberto Tunala diretor Médico de Imunologia, Hepatologia e Dermatologia (IHD) Novartis Brasil, é citado que a “Carreta Novartis da Saúde, tem contribuído para a capacitação de profissionais de forma a manter o conhecimento sobre diagnóstico e tratamento da hanseníase onde mais interessa: nos municípios”.

 

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