Cuidados ao escolher o especialista



Cuidados ao escolher o especialista

2 de outubro de 2018
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Em tempos de Dr. Bumbum e outros casos em que a busca por cuidados estéticos acaba em tragédia ou numa delegacia, é preciso redobrar os cuidados na hora de realizar um procedimento estético. Muito além do preço cobrado ou da popularidade em redes sociais, é preciso verificar se o profissional que está oferecendo o atendimento é realmente capacitado para fazê-lo. Felizmente, dizem especialistas, os passos para garantir esse mínimo de segurança são simples. O dermatologista Joaquirn Mesquita Filho, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, diz que o passo inicial é buscar a validação das especializações do profissional na Associação Médica Brasileira e no Conselho Regional de Medicina.

– Basta entrar no site do Conselho Regional de Medicina e procurar pelo norne do médico. Na ficha dele no site, tem que constar o chamado RQE, que é o Registro de Qualificação em Especialidade – explica. O dermatologista ressalta que uma pós-graduação em uma especialidade médica não necessariamente credencia o médico a atender.

– É raro que uma pós-graduação seja reconhecida por alguma sociedade médica, porque elas normalmente têm uma carga horária de estudos e atividades muito abaixo do mínimo exigido. Não é toda pós-graduação em uma especialidade que garante que aquele médico seja um especialista – frisa.

Outro caminho possivel é procurar o profissional através das sociedades de medicina reconhecidas. Bruno Herkenhoff, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que as especializações chanceladas pelas sociedades têm uma carga horária maior de residência médica: – Na cirurgia plástica, por exemplo, o médico precisa fazer dois anos de residéncia em cirurgia geral, e depois fazer mais três anos de residência em cirurgia plástica. E os cursos precisam ser reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Segundo o cirurgião, os cursos reconhecidos pelas entidades cumprem alguns requisitos básicos, como horas mínimas de residéncia e de aulas teóricas, boa infraestrutura de atendimento ambulatorial e uma equipe de profissionais monitorando as atividades dos residentes.

Entre os muitos riscos, Herkenhoff alerta que ser atendido por um profissional sem credencial pode resultar em necroses e perfurações de órgáos quando o paciente se submete a procedimentos bastante procurados, como a lipoaspiração.

Na dermatologia, a oferta de procedimentos por médicos sern especializaçáo é ainda mais comum, diz ele: – Um preenchimento de face malfeito pode resultar até em cegueira, e, em qualquer outra parte do corpo, há risco de morte por embolia. Seja qual for o atendimento que o paciente procura, é preciso ter cuidado ao escolher um profissional de saúde.

Fonte: O Globo – RJ – 30/09/2018





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