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A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta: um sinal pode ser câncer de pele

O alerta da SBD vem após a cantora e apresentadora Kelly Key divulgar que se submeteu a uma cirurgia para retirada de um tumor de pele

15/05/2020 01:59

A cantora e apresentadora Kelly Key publicou esta semana em suas redes sociais posts informando aos seus seguidores sobre o diagnóstico do câncer de pele carcinoma basocelular e sobre a cirurgia para retirada do tumor maligno na pele. Diante da situação, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça: um diagnóstico precoce de câncer de pele é imprescindível para aumentar as chances de cura do paciente. De acordo com Kelly Key, o diagnóstico aconteceu em dezembro de 2019, justamente no mês de combate ao câncer de pele, quando acontece a campanha #DezembroLaranja liderada pela SBD. Na ocasião, ela retirou um fragmento da pele para realizar uma biópsia e, após a confirmação, se submeteu a algumas cirurgias para a retirada das lesões, sendo que o último procedimento aconteceu nesta terça-feira (12/5). Kelly Key continua sendo acompanhada para tratamento.  

Segundo os dados do  Instituto Nacional de Câncer (Inca), espera-se mais de 180 mil casos novos da doença a cada ano. Isso significa que uma em cada quatro novas ocorrências de câncer no Brasil, é de pele. Quase 90% dos casos são de carcinomas, que são divididos em carcinoma basocelular (CBC) e os carcinomas espinocelulares (CEC). Esses tumores têm letalidade baixa, mas provocam cerca de 1.900 óbitos a cada ano no nosso país. Muito menos comum, o câncer melanoma é o tipo mais agressivo de tumor da pele e, por este motivo, determina mais de 1.700 óbitos a cada ano. Para alertar sobre a sua gravidade, maio se tornou o Mês Internacional do Combate ao Melanoma.  

A SBD chama a atenção para a informação de que todos os tipos de câncer de pele estão relacionados à exposição solar. Tanto a exposição solar crônica diária, ou seja, pequena quantidade de sol nas áreas expostas ao longo da vida, quanto episódios de exposição solar intensa e desprotegida, que levam a queimaduras, são fatores de risco para o câncer de pele. Pessoas de cabelos loiros ou ruivos, olhos claros, ou de pele clara, com histórico familiar de câncer de pele, pessoas com multiplas pintas, cicatrizes e feridas crônicas, indivíduos imunossuprimidos e histórico de uso de bronzeamento em câmaras artificiais são outros fatores de risco. 

Para prevenir o câncer da pele, a instituição recomenda o uso de chapéus, blusas e óculos com proteção UV, barracas e de protetores solares com fator de proteção (FPS) 30 ou maior. Também salienta a importância da atenção dos #sinaisdocancerdapele. Ao notar qualquer sintoma suspeito, busque informações oficiais no site do Dezembro Laranja e procure um médico dermatologista aqui no site da SBD.

 

 

 

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