Verrugas



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11 de outubro de 2021

A onicomicose é uma infecção nas unhas, causada por fungos, que se alimentam da queratina, proteína que forma a maior parte das unhas. As unhas dos pés são as mais afetadas por enfrentarem ambientes úmidos, escuros e quentes com maior frequência do que as mãos. Esse ambiente é considerado ideal para o crescimento dos fungos.

Veja alguns tipos de micoses de unhas:

Descolamento da borda livre

Forma mais frequente em que a unha se descola, geralmente iniciando pelos cantos. O espaço fica oco, podendo acumular restos de queratina e bactérias, além dos fungos. O aspecto fica amarelado ou esbranquiçado. Nem toda a unha que está descolada sofre de micose. Isso pode acontecer pelo trauma de unhas compridas nos sapatos e em pessoas que correm ou praticam esportes de impacto como tênis e futebol.

Espessamento

Ocorre quando as unhas ficam mais duras e grossas e, geralmente, também escurecem. Pode doer. A micose pode levar a unha a adquirir um aspecto grosso, que chamamos popularmente de “unha de telha” ou “unha de gavião”. Não necessariamente toda a unha com esse aspecto sofre de micose. Isso pode acontecer somente pelo uso de sapatos apertados durante muitos anos.

Leuconíquia

É quando aparecem manchas brancas na superfície da unha. Isso pode ser o início de uma micose ou pode ser decorrente do envelhecimento dos esmaltes sobre as unhas.

Destruição e deformidades

A unha fica frágil e quebradiça e isso pode levar às mais diversas deformidades.

Paroníquia

O “unheiro” geralmente é contaminado por um tipo de fungo que chamamos de Candida. A candidose é a mesma que pode surgir em pacientes com corrimento vaginal. Trata-se de um fungo oportunista que não é o culpado do surgimento desse tipo de problema, mas ele ajuda a piorar o quadro. Inicialmente há inflamação, com dor e vermelhidão da pele ao redor da unha. Isso acaba se tornando crônico e leva à perda da cutícula, que deixa de nascer. Com o tempo, a inflamação cede e há um aumento da pele dessa região, que se torna espessada e endurecida. Nesse momento, começa a ocorrer uma alteração no formato da unha e ela cresce ondulada e com alterações de cor e na superfície.

Essa inflamação da pele ao redor da unha, ou seja, do tecido periungueal, pode ser provocada por fungos e bactérias, mas a principal causa é umidade constante da mão, principalmente em pessoas que manipulam muito a água e produtos de limpeza. Ela é popularmente conhecida como mão de lavadeira ou unheiro.

TRATAMENTO

Os tratamentos podem ser de uso local, sob a forma de cremes, soluções ou esmaltes. Em caso de acometimentos superiores a 30% de uma unha ou várias unhas acometidas ao mesmo tempo é necessário tratamento via oral também. A duração é, em média, de 6 meses, podendo chegar a 1 ano, pois depende do crescimento das unhas, que é lento. A persistência é fundamental para o sucesso do mesmo. O tratamento deve ser orientado por um dermatologista! Evite a automedicação, pois ela pode mascarar sintomas. Não interrompa o tratamento antes do tempo recomendado pelo dermatologista, mesmo que ache que a unha melhorou, pois a infecção pode ainda estar presente e isso pode levar a cura incompleta.

O tratamento da paroníquia pode requerer uma intervenção cirúrgica, por isso é muito importante evitar o contato com água e iniciar o uso de luvas o quanto antes.

As alterações nas unhas podem ser uma manifestação de uma doença sistêmica. Evite tratamentos caseiros e indicações de profissionais não médicos para tratar qualquer lesão ungueal ou periungueal. Procure um dermatologista.

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11 de outubro de 2021

A unha encravada, ou onicocriptose, é uma inflamação causada pelo crescimento de parte da unha em direção à pele, provocando lesão da mesma. Costuma surgir no primeiro dedo, o conhecido dedão do pé. Pode ocorrer em qualquer faixa etária e em ambos os sexos, mas é muito mais frequente dos 10 aos 30 anos, e em homens. Isso porque eles são mais propensos a praticar esportes, como corrida e futebol. Atividades que causam trauma nas unhas dos pés e podem contribuir para o surgimento do problema.

A forma correta de cortar as unhas é o corte reto, sem arredondar os cantos, mas muitas pessoas fazem justamente o contrário. Além disso, outros fatores, como anormalidades na forma da unha podem favorecer o encravamento. O excesso de suor nos pés deixa o ambiente ainda mais úmido e pode machucar a pele ao redor das unhas, contribuindo para o surgimento do problema. Sapatos apertados e meias sintéticas também ajudam no aparecimento do quadro.

O tratamento da unha encravada pode ser feito sem cirurgia, caso o quadro seja muito inicial. Nos casos mais simples, a aplicação de órteses ou chumaços de algodão para separar a espícula de unha da pele ao redor, podem resolver o problema. Em outros casos, podemos indicar o uso de banhos de imersão do pé envolvido em soluções contendo antissépticos e agentes secativos, como o permanganato de potássio. Água quente e sal também podem ajudar a reduzir a inflamação.

O granuloma piogênico é uma complicação da unha encravada e é popularmente conhecido como “carne esponjosa”. Além de provocar dor, essa lesão sangra facilmente. Esse tipo de problema deve ser tratado pelo dermatologista no consultório, com aplicações de ácidos fortes na lesão ou crioterapia, e antibioticoterapia tópica domiciliar. Caso isso não resolva o quadro, está indicada a cirurgia.

A extração completa da unha deve ser evitada, pois ela, certamente, encravará de novo quando crescer. O tratamento cirúrgico visa desobstruir a passagem da unha, retirando até sua matriz e o canto que encrava, que poderá, então, crescer livremente. Há diversas técnicas, utilizando o fenol ou não, com ou sem pontos para fechar o defeito criado. Cada caso deve ser estudado em particular para que seja indicada a melhor opção de cirurgia. Quando a intervenção é bem indicada e realizada nas condições ideais, as taxas de recidiva são baixas, desde que o paciente evite os hábitos que o levaram a desenvolver o problema.





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