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Eventos

SBD realiza a 41ª edição do Simpósio de Dermatologia Tropical em Porto Alegre

Para médicos dermatologistas, essa foi uma oportunidade de resgatar a importância das doenças infecciosas na rotina de atendimento e atualizar as novidades sobre o tema

03/06/2019 01:52


Dermatologistas membros dos Departamentos de Doenças Infec. e Parasitárias; Hanseníase; Ist e Aids com pesquisadores e membros da Diretoria da Nacional

Os padrões de ocorrência das doenças tropicais, a interação entre agentes e ambiente, assim como a vulnerabilidade populacional, foram amplamente debatidos no 41º Simpósio de Dermatologia Tropical da SBD (DermaTrop), realizado de 30 de maio a 1º de junho, em Porto Alegre (RS). O encontro reuniu experientes dermatologistas dedicados ao tema, mas também jovens interessados em atualizar seus conhecimentos no tratamento de doenças infecciosas e de caráter endêmico – ainda frequentes no Brasil –, e suas complicações. Na abertura, o presidente Sérgio Palma destacou a importância do envolvimento dos dermatologistas com as doenças tropicais, esquecidas e negligenciadas, e o seu papel social na assistência à saúde da pele, principalmente no âmbito do Sistema Único de Saúde e saúde pública. “É muito bom ver nossa especialidade unida, mobilizada com a essência da dermatologia clínica e sanitária, e interessados em se aperfeiçoar e em transformar realidades”, realçou.
 
Realizado pela SBD Nacional com o apoio da SBD-RS, representada pela presidente Taciana Dal’Forno Dini, o 41º DermaTrop foi coordenado pelos dermatologistas Sinésio Talhari (coordenador nacional do XLI Curso Nacional de Dermatologia Tropical), Heitor de Sá Gonçalves (coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas da SBD) e André Costa Beber (coordenador local do XLI Curso Nacional de Dermatologia Tropical), além de contar com a presença do vice-presidente da SBD, Mauro Enokihara, e dos diretores Flávia Vasques Bittencourt e Egon Daxbacher.


O presidente da SBD, Sérgio Palma, e os médicos dermatologistas Heitor de Sá Gonçalves e Sinésio Talhari

Espaço de diálogo e estudo entre pesquisadores e estudantes, o DermaTrop é um dos encontros mais tradicionais da dermatologia brasileira e que contribui significativamente para a disseminação da informação científica das doenças tropicais negligenciadas. “Em meu nome e dos Professores Sinésio Talhari e André Costa enaltecemos o incisivo apoio dado pela SBD Nacional, sob a presidência do Dr. Sérgio Palma, ao encontro. A dermatologia tropical, aquela que cuida das doenças de grande parte dos brasileiros que não têm acesso ao setor privado da saúde, agradece o empenho, apoio e dedicação ao evento. Também não podemos olvidar do apoio indispensável da SBD-RS, na pessoa da sua presidente Taciana Dal’Forno Dini ", apontou Heitor de Sá Gonçalves.

Para a dermatologista Sandra Durães, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD, o apoio a eventos como o DermaTrop demonstra a preocupação da SBD em desenvolver a sensibilidade social das novas gerações de dermatologistas para o estudo das dermatoses que acometem principalmente as populações negligenciadas. Ratifica a opinião a dermatologista Regina Carneiro, assessora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, que afirmou a necessidade de o dermatologista ter conhecimento sobre essas doenças para oferecer o que há de melhor a seus pacientes. Ela também comentou sobre a a felicidade de ver uma sala cheia de jovens dermatologistas interessados em dermatologia clínica e sanitária e incentivou os jovens dermatologistas a publicarem sobre os temas. 

Conferência inaugural

A médica dermatologista Claudia Elise Ferraz (foto acima), do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), preceptora de residência médica e professora de dermatologia da UFPE, ministrou conferência inaugural sobre dengue, zika e chikungunya, com ênfase nas manifestações dermatológicas. Em sua fala, alertou sobre as perspectivas de surtos e crescimento em número de casos em todo o país. “Sabemos que informar a população sobre as formas de prevenção dessas doenças e sobre seu reconhecimento precoce é tarefa importante, assim como capacitar os profissionais de saúde na determinação dessas arboviroses e habilitar o médico quanto à sua condução, mas é inegável que o contexto social e de desorganização urbana em que vivemos contribui sobremaneira para a perpetuação do vetor e risco de novos surtos”, salienta.
 
Conheça as especificidades da dengue, zika e chikungunya
 
As três arboviroses têm em comum a transmissão pelo mosquito Aedes aegypti, presente em todo o território nacional, e se apresentam com febre e manchas vermelhas no corpo. No entanto, há algumas peculiaridades entre elas.

  • Dengue: febre, mialgia intensa, acompanhada de dor retro-orbitrária e cefaleia, com surgimento de manchas vermelhas em torno do quarto dia da doença. Pode haver manifestações hemorrágicas. “É preciso estar atento aos casos que podem evoluir com choque e dengue hemorrágica, mas a resolução costuma ocorrer em poucos dias, na maioria dos casos”, afirma Claudia Elise.

 

  •  Zika: as manchas estão presentes em mais de 90% dos casos, comumente acompanhadas de prurido e febre; pode haver conjuntivite não purulenta, mialgia e artralgia leves. É comum a infecção subclínica com quadros leves e até assintomáticos.

 

  •  Chikungunya: a febre e os sintomas articulares são extremamente relevantes. A dor é intensa, gerando dificuldade de realizar as atividades diárias. As manchas surgem dois ou três dias após o início dos sintomas e duram pouco tempo. “A grande problemática da chikungunya é que de 65% a 70% dos casos evoluem com quadros reumatológicos crônicos, com impacto significativo na população economicamente ativa. Das arboviroses é a que apresenta maior polimorfismo de manifestações dermatológicas: além das manchas, há quadros de hiperpigmentação centrofacial e flagelada, lesões vesicobolhosas em crianças, aftas em mucosas e dobras cutâneas, assim como a exacerbação de dermatoses preexistentes, como a psoríase, líquen e desencadeamento de reações hanseníase”, explica a médica.

 
Saiba mais: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/combate-ao-aedes
 
 
 

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