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Geral

Em 10 anos, rede pública de São Paulo atendeu mais de 11 milhões de pedidos de acesso a medicamentos para psoríase

30/10/2020 09:30

Apenas no estado de São Paulo, mais de 11,5 milhões de procedimentos para atendimento de pacientes com psoríase foram realizados por serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 10 anos. Desse total, 97,9% se referem à entrega de medicamentos. O restante se divide em exames de diagnóstico, cuidados clínicos e cirúrgicos e ações complementares de atenção, promoção e prevenção em saúde. Os dados, obtidos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), por meio do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA – SUS), se referem ao período entre janeiro de 2010 e agosto de 2020.

A população com idades entre 50 e 59 anos é a que mais tem utilizado esse serviço disponível na rede pública. Os pacientes nessa faixa representam em torno de 25% do total de ações realizadas no período analisado. Na sequência, aparecem os seguimentos de 60 a 69 anos, com 20%; de 40 a 49 anos, com 18%; e de 30 a 39 anos (12%). Os mais jovens, com até 19 anos, representam apenas 4% do volume total.

Dez mais - Os três municípios com retiradas mais expressivas foram: São Paulo, que somou 33% dos procedimentos; Campinas, com 10,3%; e Santo André, com 7,2%. Na sequência, completando a lista dos dez mais, aparecem Sorocaba, Osasco, Botucatu, Santos, Mogi das Cruzes e Piracicaba.

Ao longo do período analisado, de 2010 a agosto de 2020, o volume de recursos do SUS dispensado para o custeio das ações relacionadas aos pacientes com psoríase, incluindo entrega de medicamentos, somou R$ 30.284.250,92. Para o presidente da SBD, Sérgio Palma, os números confirmam a importância do fortalecimento da política de assistência farmacêutica da psoríase. “As estatísticas apontam o peso que o acesso aos medicamentos, muitas vezes inacessíveis para a população de baixa renda, tem para o controle e monitoramento dessa doença”.

Suporte - Na sua avaliação, a procura significativa por medicamentos, dentre todos os serviços disponíveis, revela que para o paciente contar com o suporte terapêutico no âmbito do SUS é essencial, sobretudo para os grupos mais vulneráveis economicamente. Apesar de reconhecer o impacto dos gastos com a compra das substâncias no orçamento público, Sérgio Palma entende que o Governo – em níveis federal, estadual e municipal – pode avançar. “O bem-estar e a qualidade de vida oferecida pelo uso dos remédios certos não têm preço. Essa conta vale o investimento”, ressaltou.
Como os números referentes aos procedimentos disponíveis se referem apenas a São Paulo, a SBD informa que solicitará ao Ministério da Saúde acesso às informações de outros estados e municípios para permitir a visualização do quadro nacional. Palma alega que o conhecimento desses números permitirá aos gestores entenderem as demandas existentes para oferecerem soluções que as contemplem.

 

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