SBD anuncia data de abertura da inscrição de chapas para a diretoria executiva da entidade na Gestão 2023-2024




16 de setembro de 2021 0

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informa que na segunda quinzena de setembro estarão abertas as inscrições para as chapas candidatas aos cargos da diretoria executiva da SBD. O registro deverá ser realizado apenas nos dias úteis, das 9h às 17h, na sede da SBD, no Rio de Janeiro. 

A chapa deverá ser composta pelos seguintes cargos: presidente, vice-presidente, secretário-geral, tesoureiro, primeiro-secretário e segundo-secretário. Para solicitar a inscrição da chapa, um de seus integrantes deverá entregar na sede da SBD (Avenida Rio Branco, nº 39, 17º e 18º andares, Centro, Rio de Janeiro – RJ) um documento no qual contempla a sua composição, o qual deve estar assinado por todos os membros. 

Além disso, será aceito também documento assinado pelo candidato a presidente da chapa contendo a relação de todos os integrantes da mesma, com seus respectivos cargos, ao qual deverão estar anexadas declarações assinadas de cada um dos membros candidatos da chapa, informando que integram a mesma, descrevendo a sua composição e mencionando o cargo que ocupará.

Entre os requisitos para os cargos da diretoria executiva estão: ser associado titular há mais de dez anos; ter desempenhado cargo diretivo na SBD ou em suas Regionais (para os cargos de presidente e vice-presidente); ser associado titular há mais de cinco anos (para os demais cargos da diretoria executiva); e estar em dia com suas obrigações sociais. O tesoureiro deve residir nas cidades do Rio de Janeiro ou Niterói.

A Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD é a responsável por supervisionar e conduzir o processo eleitoral. Ela verificará o preenchimento dos requisitos das chapas inscritas. 

Importante ressaltar também que pelo disposto nos parágrafos 6º e 7º do artigo 40 do Estatuto da SBD, os membros da diretoria executiva da SBD não poderão, durante a vigência do mandato, acumular cargos de diretoria em outras sociedades médicas, incluindo as Regionais de outras sociedades e da SBD. 

Fica também vedado aos membros da diretoria executiva da SBD, durante a vigência do mandato, atuar como board (conselheiro) ou speaker (porta-voz) da indústria farmacêutica, cosmética e de laser e tecnologias, bem como promover cursos privados com patrocínio da indústria ou figurar como proprietário/sócio de referidos cursos, seja na condição de pessoa física ou jurídica.


16 de setembro de 2021 0

Com o crescimento do uso das redes sociais pelos profissionais médicos, a publicidade nessa área se tornou uma questão extremamente atual e relevante. Dúvidas sobre o que o médico pode publicar em suas redes sociais suscitam indagações a respeito do assunto. Para esclarecer alguns tópicos relacionados ao tema, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou uma cartilha com dicas práticas sobre como dar visibilidade à atuação profissional sem desrespeitar as regras da Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que trata da publicidade médica.

Os quesitos abordados no documento, apresentado aos especialistas durante edição especial do Conexão SBD "Fronteiras da publicidade médica”, trazem orientações simples e objetivas sobre a relação com os veículos de comunicação (jornais, revistas, TVs e rádios), a divulgação de habilidades, o anúncio de equipamentos e a exibição de imagens nas redes sociais. 

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A CARTILHA

Especialistas – Durante a transmissão moderada pelo presidente da SBD, Mauro Enokihara, e pelo 1º secretário da SBD, Geraldo Magalhães, e com a participação de especialistas na área, os dilemas da publicidade médica foram destrinchados. "A população necessita de informações e é função dos médicos trazerem isso. É fundamental que as sociedades médicas ocupem esse espaço, pois o mau uso da publicidade – pela sua ausência ou excesso – leva ao oportunismo de terceiros, à invasão das áreas de atuação, à redução da confiabilidade. Isso demonstra a importância de passar a informação com ética", apontou Marcelo Versiani Tavares, vice-corregedor do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), em sua palestra sobre "Limites legais da publicidade médica".

CLIQUE AQUI E ASSISTA AO CONEXÃO NA ÍNTEGRA

Por sua vez, Sergio Palma, coordenador Médico do Jornal da SBD e membro da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do Conselho Federal de Medicina (CODAME/CFM), ao abordar o tema "Limites éticos da publicidade médica", ressaltou o trabalho realizado para combater as tentativas de invasão de competências na medicina, em especial na dermatologia. Segundo ele, "a SBD tem sido proativa, lutando em todas as esferas — no Judiciário, Congresso Nacional e Executivo — contra esses abusos, em prol do ato médico, sobretudo para oferecer segurança aos pacientes e à saúde pública”. 

Modernização – Cláudia Pires Amaral Maia, da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD, lembrou em sua exposição, “Perspectiva da Dermatologia", dos aspectos filosóficos relacionados ao tema. "Podemos ter uma modernização em publicidade médica, mas sem esquecer das questões éticas: há que se ter bom senso, evitar a banalização e sempre se pautar pela ciência". De forma complementar, Adriano Sérgio Freire Meira, conselheiro federal de medicina e membro da CODAME/CFM, enfatizou a importância do apoio das sociedades médicas na fiscalização do que os profissionais publicam nas redes. "Precisamos da ajuda das sociedades. Nosso silêncio faz a vitória do mal. Precisamos ecoar a voz do que é ético, necessário e plausível para que seja feito na medicina, e lutar por isso para que os equívocos não sirvam de parâmetros nas nossas relações", disse, ao abordar “Os desafios do CFM na atualização da Resolução sobre a Publicidade Médica". 

Seara – Finalmente, Mauro Enokihara enfatizou o papel dos indivíduos. “As questões éticas e morais não serão regidas por lei, mas pela consciência de cada um", destacou, apontando ainda detalhes do trabalho realizado pela SBD nesta seara, como a promoção de eventos sobre publicidade médica e a participação ativa em reuniões da CODAME e do CFM. 

“A responsabilidade pela regulamentação das normas da publicidade e propaganda médicas cabe ao CFM. Atualmente, o Conselho está trabalhando na revisão do documento em vigor (Resolução nº 1.974/2011), assim como de outras normas que também abordam o assunto em aspectos específicos (Resoluções nº 2.126/2015 e nº 2.133/2015)”, explicou Geraldo Magalhães. 

 


16 de setembro de 2021 0

Estimular o conhecimento, o aprendizado e a interação entre os dermatologistas associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Esses são alguns dos objetivos do novo perfil no Instagram criado pela SBD exclusivamente para os sócios da entidade. 

No ar desde 1º de julho deste ano, o @associadosbd é uma conta privada na rede social por onde os inscritos têm acesso à informações sobre as atualidades da medicina e ações da entidade, discutem artigos científicos e casos clínicos, incrementam o networking, e acompanham a cobertura de eventos científicos.

Formulário – Para se inscrever, é preciso acessar o perfil @associadosbd no Instagram, preencher o formulário para identificação do interessado e clicar em seguir a página. Para informar os dados solicitados, deve-se acessar o link que se encontra na bio da conta. Somente após a verificação do cadastro, que visa confirmar se a pessoa é mesmo um dermatologista ou residente associado à SBD, que entrada no grupo será autorizada.

A criação do Instagram exclusivo para associados é uma iniciativa da Gestão 2021-2022, que tem desenvolvido uma série de outras iniciativas em benefício da especialidade, como a organização de eventos de atualização científica, o lançamento de plataformas de educação continuada, como o SBDcast, e o apoio às publicações da entidade.
 


8 de setembro de 2021 0

Já está no ar o novo site da revista Surgical & Cosmetic Dermatology (S&CD), publicação científica da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A plataforma entra em funcionamento com um novo layout, mais moderno, e novas funcionalidades, com área de notícias e busca avançada de artigos. Uma inovação importante é que tudo estará em formato responsivo, ou seja, com visualização adaptada automaticamente a celulares, tablets e smartphones. O acesso à ferramenta, em português e inglês, pode ser feito pelo endereço www.surgicalcosmetic.org.br.

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O NOVO SITE DA S&CD

Outro ganho que chega com a reestruturação do site é a possibilidade de publicação de um fluxo contínuo de artigos ao longo do ano. Anteriormente, isso ocorria apenas a cada trimestre. “Isso permitirá acesso a textos recentes, sem a necessidade de aguardar três meses por uma nova edição. Esse formato é adotado por diversas revistas reconhecidas internacionalmente, ou seja, estamos em sintonia com as melhores práticas do meio científico”, explica Hamilton Ometto Stolf, editor científico da Surgical.

Audiência – Ele acrescenta ainda que as mudanças implementadas permitirão que os novos artigos sejam localizados por meio da busca do Google pelo nome, o que facilita a localização e aumenta significativamente a audiência do site. “Haverá acesso interativo dos textos, sendo que os mais recentes aparecerão entre os destaques na página inicial do site", ressaltou. 

Os ajustes na interface do site, bem como o incremento das funcionalidades, foram desenvolvidos pela percepção de que a plataforma anterior era pouco atrativa e não contribuía com a meta da revista de ampliar seu alcance. Na avaliação de Stolf, a partir de agora, com esta nova ferramenta, S&CD poderá conquistar novas indexações, aumentar o recebimento de artigos e ganhar maior destaque internacional. 

Resultados – "Produzir uma revista científica de alta qualidade e relevância é o que move a equipe editorial da Surgical há mais de 10 anos. Os desafios são enormes, porém os resultados a cada ano mostram que isso é possível, sobretudo com a participação ativa da SBD. Assim, vamos continuar a estimular o aperfeiçoamento de procedimentos cirúrgicos e cosmiátricos, bem como o estudo da oncologia cutânea", afirmou o editor. O trabalho de reestruturação do site contou com a participação e esforço do editor-científico, da co-editora, Bogdana Victoria Kadunc, de todo o corpo editorial e da equipe técnica da SBD.

O presidente da SBD, Mauro Enokihara, considera que a revista está seguindo o exemplo das melhores práticas editoriais, o que traz vantagens para a especialidade e os associados. “Como apoiadores desta iniciativa, buscamos constantemente oferecer aos pesquisadores e profissionais científicos um veículo de comunicação ágil e de qualidade, atendendo aos interesses de todos, independentemente de onde atual, no Brasil e no exterior”, complementou.
 


15 de julho de 2021 0

Evitar a exposição do paciente a procedimentos desnecessários ou que podem causar danos à saúde e dar suporte aos médicos na escolha das opções terapêuticas para diferentes problemas de saúde que afetam a pele. Esses são os objetivos de uma série de dez recomendações que estão sendo divulgadas pelo projeto Choosing Wiley Brasil, que conta com o apoio e participação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

ACESSE AQUI O CONJUNTO DE RECOMENDAÇÕES

A campanha é uma iniciativa da American Board of Internal Medicine Foundation (ABIM Foundation), dos Estados Unidos, que, desde 2012, já rendeu parcerias com entidades médicas de 25 países. Em 2020, a SBD foi convidada a analisar uma série de procedimentos e abordagens clínicas para identificar aquelas que podem representar risco nos tratamentos ou possuem baixo valor terapêutico.

O presidente da SBD, Mauro Enokihara, considera este projeto relevante ao divulgar de forma ampla critérios que ampliam a segurança e a eficácia nos cuidados oferecidos aos pacientes. “Além disso, fica fortalecido o papel de uma sociedade médica – como a de dermatologia – como fonte confiável de informação. Trata-se de uma contribuição para qualificar a assistência em saúde para a população”, ressaltou.

Benefícios – Nesta primeira participação da SBD, o foco recaiu sobre tratamentos e condutas referentes à dermatologia clínica. Entre as recomendações estão: não prescrever antibióticos tópicos como monoterapia para o tratamento de acne e não usar antibiótico sistêmico para eritema e edema bilateral de membros inferiores sem evidência de infecção.

Além disso, há outras sugestões úteis à clínica dermatológica. Por exemplo, no caso da condução da acne, se necessário, o uso de antibiótico tópico deve ser associado a agentes como retinoides e peróxido de benzoíla, por curto período. Psoríase vulgar, hipovitaminose D, tínea do couro cabeludo, herpes zoster, rosácea e úlceras crônicas são outras doenças abordadas pelas recomendações da campanha.

Riscos – Para chegar à lista de dez recomendações, 13 especialistas convidados pela SBD se dedicaram nos últimos meses a avaliar os temas que compõem o relatório final a partir das percepções de médicos e pacientes sobre as práticas analisadas. O processo foi rigorosamente documentado, com prioridade a testes, procedimentos ou tratamentos utilizados com bastante frequência.

Na primeira fase do trabalho, o grupo de especialistas – que contou com dermatologistas de todo o país, bem como residentes dos Serviços de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba e do Rio Grande do Sul – elaborou uma lista com 50 recomendações. Posteriormente, essa relação foi submetida à avaliação dos associados da SBD por meio de votação aberta, restando as dez que estão sendo divulgadas.

O grupo teve a coordenação do médico dermatologista Hélio Miot e participação dos seguintes especialistas: Andrea Ramos (Minas Gerais), Clívia Carneiro (Pará), Paulo Criado e Luciana Abbade (São Paulo), Caio de Castro (Paraná), Magda Weber e Renan Bonamigo (Rio Grande do Sul), Mayra Ianhez (Goiás) e Pedro Dantas (Sergipe).

Também participaram os residentes Camila Saraiva Almeida, do Serviço de Dermatologia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Paula Hitomi Sakiyama e Thiago Augusto Ferrari, ambos do Serviço de Dermatologia do Hospital Santa Casa de Curitiba.

“O trabalho foi feito com muito critério. Todos devem colaborar com este trabalho, divulgando as orientações entre médicos e pacientes. Desta forma, teremos uma melhor assistência para toda a população”, concluiu Mauro Enokihara.


15 de julho de 2021 0

A saúde do seu consultório ou clínica também é uma preocupação da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que tem buscado negociar com fornecedores de produtos e serviços benefícios para seus associados. Um dos acordos em vigor que vale a pena conhecer é o mantido com a Cielo. Neste momento de retomada do fluxo normal de atendimentos, as vantagens oferecidas podem ser úteis.

Pela parceria firmada, o associado tem acesso a condições e tarifas especiais para pagamentos em débito e crédito parcelados em até 12 vezes, bem como para o aluguel dos aparelhos.  A vantagem cobre as principais bandeiras em operação no Brasil e do mundo.

Além das taxas diferenciadas, a Cielo garante maior facilidade na hora de resgatar valores por serviços prestados. Para facilitar ainda mais a vida do médico dermatologista, a SBD negociou com a empresa a abertura de uma linha de atendimento especial para a categoria.

Os associados interessados em conhecer mais sobre os serviços da Cielo podem acessar os seguintes canais: pelo e-mail sbdassociados@cielo.com.br ou pelos telefones 11 3003-9949 (informações, dúvidas e solicitações) e 11 2860-1051 (antecipação de recebíveis).

Por meio desses canais de contato, é possível ter detalhes sobre credenciamento, negociações, aluguéis de máquinas ou troca de taxas.

Para facilitar ainda mais sua rotina, a seguir, confira as principais condições oferecidas.

 

Taxas

Bandeiras de cartões

Serviço de aluguel

Amex

Elo

Hipercard

Mastercard

Visa

Crédito

3,10%

2,03%

3,10%

2,03%

2,03%

Pós GPRS

R$50,00

Débito

 

1,22%

 

1,22%

    1,22%

Parcelado 6x

3,50%

2,15%

3,50%

2,15%

    2,15%

LIO

R$ 69,90

Parcelado 12x

3,70%

2,35%

3,70%

2,35%

  2,15%

 

 

 

 


14 de junho de 2021 0

Cerca de 1 mil médicos e profissionais da Atenção Primária de sete estados brasileiros, além de dermatologistas de todo o País, serão beneficiados por um programa de capacitação em hanseníase promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com o Ministério da Saúde, a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e a DAHW Brasil, uma organização não-governamental de origem alemã. O projeto é totalmente online, devido às limitações impostas pela pandemia de covid-19.
Os módulos preparados por médicos dermatologistas da SBD estão sendo exibidos à distância, em atividades mediadas por outros especialistas convidados. Nas dinâmicas, além da apresentação das aulas pré-gravadas, há interação com os participantes nos estados, que têm suas dúvidas respondidas em tempo real. Nesta fase, o público é composto por médicos, enfermeiros e agentes da Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Julho – Os encontros com os profissionais da Atenção Primária da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Pernambuco e Tocantins devem se suceder até a primeira quinzena de julho. Em cada oportunidade, são apresentadas seis aulas, que abordam diferentes tópicos sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de casos de hanseníase. Até o momento, já foram realizadas cinco transmissões dessa série. Nesta semana, acontecerão outras seis.

Em julho, serão realizados três grandes encontros para os dermatologistas e residentes dos Serviços credenciados da SBD. As inscrições para essa atividade, que será gratuita, serão abertas nas próximas semanas. No grupo de professores envolvidos com este projeto de capacitação em hanseníase, estão Egon Daxbacher (RJ), Lúcia Martins Diniz (ES), Maria Araci Pontes (CE), Maria Eugenia Noviski Gallo (RJ), Maria Katia Gomes (RJ), Maria Leide Wand Del Rey de Oliveira (RJ), Maurício Nobre (RN) e Sérgio Palma (PE). Além deles, há ainda Heitor de Sá Gonçalves (CE) e Sandra Durães (RJ), responsáveis pela coordenação geral.

Indicadores – Dados epidemiológicos revelam a pertinência da iniciativa da Gestão 2021-2022 da SBD. No Brasil, foram diagnosticados 312 mil novos casos de hanseníase, entre 2010 e 2019. Os números do Ministério da Saúde indicam uma média de 30 mil registros por ano, um número que vem mantendo discreta queda, mas não ainda significativa para sugerir o controle ou declínio da doença no País. Independentemente disso, o Brasil continua na segunda posição no ranking mundial da hanseníase, atrás apenas da Índia.

Do total dos 312 mil novos registros, no período analisado, 30% foram diagnosticados já com algum grau de incapacidade física, ou seja, apresentavam perda de força ou da sensibilidade em mãos, pés ou olhos, e 10% já manifestavam deformidades visíveis, com impacto na vida dos pacientes em situações de trabalho e na realização de atividades do dia a dia.

A maior incidência da hanseníase no Brasil está nas áreas com menor índice de desenvolvimento humano (IDH). O Nordeste é a região que mais identificou casos novos, entre 2010 e 2019 (43% do total, o equivalente a 132,7 mil). Em seguida, vêm o Centro-Oeste, com 20% dos casos; o Norte (19%); e o Sudeste (15%). Apenas 4% dos novos pacientes registrados são do Sul do País.

Precoce – “Um dos principais problemas relacionados à assistência aos pacientes com a hanseníase é a dificuldade de se obter o diagnóstico e o tratamento precoces para a doença. Apesar de ser possível alcançar a cura e minimizar sequelas, nem todos os serviços da rede pública, em especial os da Atenção Primária, contam com médicos, enfermeiros e agentes capacitados para atuar na detecção e encaminhamento dos pacientes”, explica Heitor de Sá Gonçalves, que também é vice-presidente da SBD.
Com o objetivo de suprir essa demanda a SBD idealizou este projeto, conta Sandra Durães, que ocupa a Coordenação do Departamento de Hanseníase da entidade. Com a mudança da abordagem da capacitação de presencial para online, ela afirma que a iniciativa ganhou folego e amplitude. O número de estados beneficiados dobrou e, com isso, mais profissionais receberão as orientações sobre o tema.

“A queda nos indicadores de hanseníase no Brasil conta com a participação efetiva dos dermatologistas, que colaboraram com a estratégia de descentralização da assistência e têm capacitado profissionais da Atenção Primária nos últimos anos. Com o apoio da atual gestão da SBD, nossos especialistas poderão amplificar esta contribuição para reduzir o surgimento de novos casos. Assim, com a qualificação das equipes e a realização de campanhas de conscientização, como a do Janeiro Roxo, nossa meta ficará mais próxima”, ressalta Sandra Durães.


10 de junho de 2021 0

Os associados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) contam com uma nova plataforma exclusiva de acesso à informação e pesquisa científica na área da especialidade. Trata-se da EBSCO, cuja base de dados oferece, de forma gratuita e ilimitada, uma série de recursos para atender às necessidades de busca por conhecimento e de desenvolvimento profissional dos dermatologistas.

A novidade acaba de ser anunciada pela Gestão 2021-2022. Para usufruir, basta entrar no site da SBD e fazer login na área restrita. O serviço pode ser acessado pelo desktop ou por meio de dispositivos móveis. O conteúdo disponível na EBSCO fornece informações necessárias para o aprimoramento do dermatologista, avaliam especialistas em ensino e pesquisa.

ACESSE A PLATAFORMA EBSCO NA ÁREA RESTRITA

“Convidamos nossos associados que se dedicam à investigação clínica e que procuram se manter atualizados a respeito da produção científica em dermatologia a utilizarem essa nova plataforma. Essa é uma importante ferramenta de atualização profissional que objetiva também promover o atendimento de excelência ao paciente”, ressalta a coordenadora da Biblioteca da SBD, Clívia Oliveira.

Educação médica – A decisão de mudança representa uma ampliação nos investimentos em educação médica continuada para o associado, sobretudo por meio do compartilhamento de conteúdo científico de qualidade. Dentre os inúmeros recursos oferecidos pela EBSCO está o Dynamed, portal de medicina baseada em evidências, que reúne mais de 3 mil respostas rápidas e precisas para auxiliar o médico dermatologista nas decisões clínicas.

A plataforma também disponibiliza o Medline Complete, que dá acesso aos principais periódicos da área da saúde. Dentre eles, estão mais de 2,4 mil indexados na Medline.  Para orientar a pesquisa acadêmica, a EBSCO conta ainda com os e-books Clinical Collection. Esta coleção soma número superior a 4,1 mil títulos de diferentes especialidades médicas e mais de 5 mil periódicos completos e indexados, como o JAAD, British Journal e Jama Dermatology.

Detalhamento – A seguir, uma lista de serviços, produtos e funcionalidades oferecidos pela EBSCO:

•    Portal Médico com e-books, periódicos, teses, dissertações e ferramenta para tomada de decisão clínica;
•    Pesquisa integrada com portais de acesso aberto como ScieLo, DOAJ, PubMed, BDTD;
•    Biblioteca com mais de 4 mil livros eletrônicos;
•    Acesso a mais de 5 mil periódicos pela assinatura com editor;
•    Base com importante revistas dermatológicas (Journal of Drugs in Dermatology, Journal of Cosmetic Dermatology, Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, British Journal of Dermatology, e International Journal of Dermatology);
•    Calculadora Médica;
•    Ferramenta para compatibilidade de fármacos;
•    Ferramenta para interação medicamentosa;
•    Ferramenta para busca de fármacos;
•    Criação de alerta de pesquisa;
•    Criação de pasta;
•    Utilização de aplicativos;
•    Tradução de artigos em HTML;
•    Ahead of print disponível;
•    Créditos em educação médica continuada;
•    Formatos de citação: ABNT, Vancouver etc.


6 de fevereiro de 2020 0

JSBD – Ano 23 – N.06 – 01 – DEZEMBRO-FEVEREIRO

Com quase 10 mil dermatologistas em atividade, cuidando da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o Brasil, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançou, nesta quarta-feira (5/2), um minidocumentário que destaca a formação profissional e ética desses especialistas comprometidos com a qualidade do atendimento em diferentes frentes da dermatologia como a clínica, a cirurgia e a cosmiatria.

O vídeo faz parte das comemorações pelo Dia do Dermatologista (5 de fevereiro). O presidente da SBD, Sérgio Palma, destacou que a homenagem reforça a boa formação em dermatologia, em que o uso da tecnologia não implica em “esquecer o lado humano” da relação médico-paciente. “A gente precisa desse olhar, dessa atenção ao ser humano. Então, é esse dermatologista do futuro que eu desejo”, ressaltou. 

Atualmente, há cerca de três mil doenças dermatológicas catalogadas e uma demanda crescente por cuidados cosmiátricos. Como reafirmou o presidente da SBD no vídeo, “cabe ao dermatologista cuidar para que essas patologias não evoluam de uma forma mais agressiva, assim como minimizar, aliviar o sofrimento dos pacientes e, claro, buscar sempre o avanço tecnológico de ponta. Isso tanto no serviço público quanto no serviço privado”.

Os outros especialistas que participaram do vídeo, de forma geral, destacaram em suas participações a necessidade de que os dermatologistas passem por uma formação ampla, o que inclui uma carga horária com foco na prática. Atualmente, a SBD mantém 89 Programas de Residência Médica credenciados em 24 estados. No total, são 826 residentes em formação. Todos são obrigados a seguir os parâmetros de excelência da SBD e da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

A partir deste ano, com as mudanças na matriz curricular da residência em dermatologia, esses programas vão oferecer 8.640 horas de treinamento prático e teórico. “Não é em um curso de fim de semana que alguém se transforma em bom dermatologista”, destacou em sua entrevista a editora da Surgical & Cosmetic Dermatology, Bogdana Victoria Kadunc. 

No vídeo, além da importância da boa formação, os entrevistados abordam aspectos éticos que devem ser observados na relação com os pacientes, com os outros médicos e com os profissionais da saúde em geral. 

“A SBD é uma das maiores instituições médicas do mundo relacionadas à pele e a gente tem certeza de que está indo em bom caminho nessa entrega de qualidade de um bom profissional à população”, finalizou Palma no vídeo dirigido aos colegas de profissão.
 

 


6 de setembro de 2019 0

JSBD – Ano 23 – N.03 – 04

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) foi apontada por outras entidades médicas como referência na luta contra a invasão de competências promovida por profissionais de outras áreas da saúde. O elogio público ocorreu durante reunião do Conselho Deliberativo da Associação Médica Brasileira (AMB), realizada em junho, em Fortaleza (CE), onde o trabalho realizado pelos dermatologistas no campo da defesa profissional mereceu destaque. A menção coroa o êxito das estratégias adotadas pela atual diretoria em seus primeiros seis meses de gestão.

Entre as estratégias que chamaram a atenção dos participantes do encontro está a atuação parlamentar, ou seja, a presença ativa de membros da atual gestão da SBD e seus colaboradores no Congresso Nacional na tentativa de sensibilizar os políticos em torno de propostas de interesse da categoria.

Também foram citadas as ações promovidas no âmbito do Judiciário, com a apresentação de quase mil denúncias contra profissionais não médicos no campo da estética, com a usurpação de atos exclusivos da medicina. Relatório produzido pela Assessoria Jurídica da SBD sobre o tema chegou a ser entregue ao Ministério Público Federal, em Brasília (DF), com pedido de apoio à apuração das denúncias.

Segundo dados levantados pela entidade em agosto, no período de 2017 a 2019, foram apresentadas 830 representações, sendo 351 em 2017; 371 em 2018; e 111 em 2019. Do ponto de vista da distribuição pelos estados, os dez maiores destaques ficam com São Paulo, com 199 denúncias; Minas Gerais (94); Rio de Janeiro (88); Santa Catarina (85); Paraná (55); Rio Grande do Sul (51); Espírito Santo (48); Goiás (45); e Bahia (28).

Congresso Nacional – O vice-presidente da AMB, Diogo Sampaio, elogiou a Diretoria da SBD pela firme atuação na defesa do Ato Médico. “Trata-se de uma das entidades mais presentes junto ao Congresso Nacional, sendo referência para as demais sociedades de especialidades na luta contra  pressão que outras categorias profissionais fazem junto a senadores e deputados”, destacou.

Para Sampaio, o trabalho da SBD é fundamental nesse processo de enfrentamento às entidades reguladoras de outras profissões que ferem a Lei do Ato Médico, atribuindo competências a profissionais não-médicos para realização de diagnósticos, prescrição de tratamentos e realização de procedimentos que exigem formação médica.

No encontro, o vice-presidente da AMB lembrou ainda a importância de que todas as sociedades de especialidades reforcem sua atuação junto aos legislativos (federal, estadual e municipal), como a SBD, para que os interesses da medicina e da saúde brasileira não sejam ultrajados. “Tivemos um grande avanço com a criação da Frente Parlamentar da Medicina para atuar nas grandes causas junto ao Congresso, sendo que a AMB incentivou recentemente a criação das comissões dentro de cada federada”, frisou.

Comunicação – Outro ponto bem avaliado pelos participantes do encontro, que ocorreu em 14/6, foi o plano de comunicação colocado em prática pela Sociedade, que tem conseguido estabelecer canais de diálogo dinâmicos com a população em geral e com os seus sócios, fortalecendo o elo dentro do segmento no que se refere à esfera da defesa profissional.

Ao mostrar em detalhes o trabalho conduzido pela SBD na atual gestão, o presidente da entidade, Sérgio Palma, comemorou a receptividade das outras instituições. “Isso representa a validação externa às iniciativas da diretoria. Mostra que estamos no caminho certo, não só porque fazemos a lição de casa, mas porque somos considerados por outros grupos como um exemplo a ser seguido. O importante é avançar ainda mais para continuar a fortalecer a dermatologia no país”, disse.

Segundo ele, um tema que deve ganhar espaço na agenda da SBD é o estabelecimento de uma parceria com o Ministério da Educação para fazer a vistoria dos programas de Residência Médica cadastrados. Essa iniciativa está sendo articulada pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES/MEC), coordenada por Rosana Leite de Melo, conforme previsto na Portaria MEC nº 25/2019. Ela acompanhou a reunião e afirmou que espera contar com a apoio das sociedades médicas, como a SBD, para verificar as condições e a qualidade do sistema formador em pós-graduação.

Lato sensu – Sérgio Palma ressaltou o interesse da SBD em participar desse processo e alertou à AMB sobre a necessidade de tomar providências com respeito a outro tópico no campo da educação médica: a proliferação de cursos de pós-graduação lato sensu, considerando-se que a oferta desses programas vem com direito a distorções.

“Muitas dessas escolas afirmam que a conclusão de um curso desse tipo dá direito ao aluno a portar um título de especialista. Isso é mentira: todos sabem que os únicos caminhos para obter essa certificação são passar por uma residência médica ou ser aprovado em exame em sociedade médica”, afirmou.

Ao fim da reunião, os participantes ainda aprovaram uma moção de apoio à manutenção dos termos da moratória das escolas médicas, prevista na Portaria nº 328/2018 (Ministério da Educação). A posição expressa a preocupação dos médicos com um possível retrocesso no tema, o que trará impacto direto sobre a qualidade da formação médica no Brasil. O texto foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Deliberativo e pela Diretoria da AMB.

A preocupação com o tema é antiga e motivou, em 2018, a AMB a propor no Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem) a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina diante do cenário pós abertura indiscriminada de escolas médicas e pelo desempenho aquém do desejado de egressos dos cursos de medicina.

Os participantes da reunião aprovaram ainda a criação da Comissão Jurídica em Defesa do Ato Médico, no âmbito da AMB, para militar contra a invasão de profissionais na realização de diagnóstico e prescrição de tratamentos em áreas que exigem a necessidade de formação médica. A SBD empenhou apoio à iniciativa e encaminhará representantes para subsidiar as discussões e estratégias.

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