Quando uma criança tem coceira intensa na cabeça, é sinal
que ela pode estar com piolhos – ou pediculose. A pediculose pode ser
confirmada pela presença de lêndeas ou piolhos no couro cabeludo.
As lêndeas são os ovos dos piolhos – aqueles pontinhos brancos
que ficam agarrados aos fios dos cabelos. Já o piolho é o parasita,
aqueles bichinhos pretos que ficam caminhando pelo couro cabeludo.
Quando a criança está infestada de piolhos, a coceira é
tão intensa que pode provocar pequenos ferimentos na cabeça. Por
isso, é preciso retirar as lêndeas com pente fino, pois os medicamentos
só matam os piolhos. Se as lêndeas continuarem nos cabelos, a criança
voltará a ter piolhos.
O tratamento convencional para acabar com os piolhos é com o uso de
xampus e loções, que deve ser repetido após a primeira
semana do tratamento. Outras crianças que conviverem com a infestada
de piolho devem ser observadas, pois o piolho passa de uma pra outra.
Como ocorre o contágio?
A transmissão da infecção se dá através
de contato direto (inclusive relação sexual) ou indireto (escovas
de cabelo, roupas, etc).
Quais os sinais e sintomas da pediculose?
Na pediculose da cabeça, além do prurido intenso, podemos visualizar
o parasita e seus ovos (lêndeas) no couro cabeludo do indivíduo
acometido. Na pediculose do corpo encontramos escoriações, pápulas
("bolinhas"), pequenas manchas hemorrágicas e pigmentação,
principalmente no tronco e na região glútea. Na pediculose pubiana
("chato" pois o parasita responsável tem forma achatada) são
encontradas manchas violáceas, escoriações e crostas hemorrágicas,
além do prurido intenso. Pode ocorrer também infecção
secundária nesta região.
Como é feito o tratamento?
No tratamento da pediculose são utilizados, em geral, os mesmos medicamentos
tópicos usados na escabiose ("sarna").
É fundamental o tratamento dos familiares ou comunicantes do doente.
Raramente é necessário o corte de cabelos de crianças acometidas.