Você sabia que manchas na pele podem ser características de algumas
doenças? Observe sempre a sua pele para identificar algumas dessas doenças.
Lupus
O lúpus eritematoso cutâneo é uma doença que afeta
principalmente as mulheres, na idade entre 20 e 40 anos. São manchas vermelhas
que aparecem nas áreas expostas ao sol, como o rosto, a região do
decote, os braços e o couro cabeludo.
Essas manchas apresentam descamação e crescem lentamente. No centro
das manchas, parece que se forma uma cicatriz. Elas podem mudar de cor, variando
para marrom ou branca. E raramente há comprometimento de outros órgãos.
O diagnóstico do lúpus eritematoso é feito através
de biópsia da pele. É importante que os pacientes evitem a exposição
ao sol, pois as lesões podem aumentar e piorar. Além disso, devem
usar filtro solar diariamente, roupas de mangas longas (sem decotes), chapéus
e bonés. O tratamento completo deve ser prescrito pelo dermatologista.
Nevos
Os dermatologistas chamam de nevos o que popularmente conhecemos como “pintas”
ou “sinais”. Os nevos podem ter vários aspectos, variando de
cor e tamanho em cada pessoa. Geralmente são marrons, e aparecem em qualquer
lugar do corpo. Cada nevo tem o seu padrão de desenvolvimento; com o tempo,
podem crescer e apresentar pêlos no local.
Normalmente os nevos aparecem até os 20 anos de idade. No entanto, a
exposição solar está diretamente ligada ao seu aparecimento
no corpo. Quanto mais exposto ao sol, maior o número de sinais. E quanto
maior o número de queimaduras na pele decorrentes da exposição
solar, maior o risco de se desenvolver um câncer de pele. Por isso, as
pessoas de pele clara ou ruivas devem ter cuidado redobrado. Todas as mudanças
nos nevos devem ser observadas e mostradas a um dermatologista.
As pessoas que têm mais de 100 nevos na pele têm maior risco de
desenvolver o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Os nevos
congênitos são aqueles presentes no corpo quando nascemos –
1 em cada 100 pessoas têm nevos congênitos. Essas pessoas também
têm maior predisposição de desenvolver o melanoma. Por isso,
as mães devem observar seus bebês e protegerem adequadamente sua
pele do sol.
Os nevos maiores, com formas irregulares e variações de marrom
devem procurar um dermatologista e observar sempre as mudanças nesse
nevo. Esses nevos atípicos têm maior risco de se transformar em
um câncer de pele.
A maioria dos nevos é benigna, mas os que apresentam alterações
devem ser retirados para evitar complicações futuras.
Psoríase
A psoríase é uma doença de pele muito freqüente,
de causa desconhecida e comum em pessoas da mesma família. Não
é uma doença contagiosa, e pode ser tão discreta que o
paciente não sabe que tem a doença. Em outros casos, pode ser
muito severa e atingir grandes partes do corpo – nesses casos, é
preciso calma e paciência para que o tratamento tenha sucesso.
A doença é caracterizada pelo aparecimento de manchas ou placas
vermelhas no corpo com descamação intensa. As principais áreas
que manifestam a doença são: joelhos, cotovelos, couro cabeludo
e dorso. A psoríase inflama a pele, que fica bem vermelha e com aspecto
espesso como escamas.
O dermatologista faz o diagnóstico de psoríase examinando a pele,
as unhas e o couro cabeludo do paciente. Se existe dúvida no diagnóstico
pode ser feita uma biópsia de pele. O tratamento é baseado na
idade, no estilo de vida do paciente e na severidade do quadro de psoríase.
Acesse nosso site da campanha!
Vitiligo
O vitiligo é uma doença que destrói as células
que contém o pigmento responsável pela cor da pele; por isso,
aparecem manchas brancas no local. A causa da doença ainda é desconhecida,
e na grande maioria dos casos não há nenhum prejuízo para
a saúde. O vitiligo não é contagioso e nem hereditário,
apesar de em alguns casos serem encontrados antecedentes familiares com a doença.
Os locais mais afetados são as mãos, pés, punhos, cotovelos,
joelhos, rosto e região genital. Certos fatores podem desencadear o vitiligo
em algumas pessoas, como ferimentos e inflamações na pele, queimaduras
solares e estresse.
Dependendo da localização, da extensão e do tempo em que
o vitiligo apareceu no corpo, a doença pode ser curada. No entanto, a
ciência ainda não descobriu quais os fatores que determinam a possibilidade
de cura. Assim, alguns pacientes conseguem resultados positivos, outros não.
Ou seja: existe um fator próprio em cada pessoa que determina a reação
do corpo à doença. Os mesmos medicamentos utilizados em alguém
que se curou podem não funcionar em outra pessoa. Não se sabe
que fator é esse, e não se pode prever quem será curado
ou não. Todo tratamento é uma tentativa.
O que sabemos é que o estado emocional influencia na manifestação
e no tratamento da doença. Pessoas muito tensas, preocupadas, ansiosas
e depressivas têm maior probabilidade de serem atingidas por novas manchas
de vitiligo. Portanto, é necessário que o paciente tente aliviar
as tensões emocionais para melhores resultados.
O tratamento do vitiligo pode variar desde o uso de medicamentos locais e por
comprimidos, até a indicação de técnicas cirúrgicas,
radiação ultravioleta ou laser. O dermatologista deverá
indicar o melhor tratamento para o paciente, observando o tipo e o estágio
do vitiligo. Geralmente o tratamento tem longa duração e exige
disciplina e persistência, pois o resultado depende da capacidade de reação
do organismo. No entanto, na ausência de tratamento, o vitiligo tende
a aumentar e comprometer outras partes do corpo.