Cravos, espinhas, cistos, caroços e cicatrizes. Não chamamos uma
única espinha de acne, mas, sim, o conjunto dessas manifestações
muito comuns na adolescência. O maior responsável pelo aparecimento
da acne é a glândula sebácea, que produz a oleosidade da pele.
Durante a infância esta glândula permanece inibida, pequena e não
produz nenhum sebo, razão pela qual as crianças têm pele lisa,
homogênea e sem oleosidade. A acne aparece na puberdade induzida pelo início
da produção de hormônios femininos (estrógenos) e masculinos
(andrógenos).
Nas moças, a acne é mais freqüente dos 14 aos 17 anos. Nos
rapazes, pode chegar um pouco mais tarde, com maior freqüência entre
os 16 e 19 anos. Outro consolo: a maioria dos casos de acne se resolve espontaneamente
na segunda década da vida. Mas sempre há exceções:
algumas pessoas continuam apresentando os sintomas durante a vida adulta, até
cerca de 35 anos. Elas representam apenas 1% da população masculina
e 5% da feminina.
A acne aparece com maior freqüência no rosto, peito e dorso, onde
o número de glândulas sebáceas é maior. Se desenvolve
em pessoas com tendência hereditária; isto significa que um jovem,
cujo pai e cuja mãe tiverem acne, tem maior chance de apresentá-la.
No entanto, você pode ser o primeiro a ter espinhas em sua família,
assim como todos os irmãos ou somente um deles pode apresentar pele acneica.
Durante a adolescência a acne pode apresentar graus variados com maior
ou menor inflação. Ela sempre é mais grave quando apresenta
cistos, caroços e muitas lesões nas costas.
Tratamento da acne
A acne é uma doença que precisa ser tratada independentemente
da idade da pessoa. Espremer e cutucar espinhas devem ser evitados, assim como
o uso de produtos caseiros ou desconhecidos. Não se deve também
acreditar em soluções milagrosas, pois elas só pioram o
quadro.
Conforme o grau e a intensidade da acne, o tratamento se dá por via
oral ou local, dependendo de uma avaliação criteriosa do dermatologista.
A acne não é um bicho-de-sete-cabeças e, quando tratada
a tempo, não evolui para cicatrizes. Ë importante lembrar que o
adolescente já passa por várias mudanças, tem uma autocrítica
exacerbada e uma pele inflamada e marcada só pode prejudicá-lo
do ponto de vista psicológico e social.