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Perguntas e respostas para compreender a doença


1. A psoríase é contagiosa?

Não  

2. Existe cura para psoríase?

Pode-se controlar a doença, mas não existe cura. Sempre haverá chance de a doença voltar, devido à diversidade de fatores que podem desencadear as crises.

3. Preciso ir ao médico quando os sintomas se reduzem ou desaparecem?

Sem dúvida. A psoríase é uma doença crônica e mesmo os pacientes que estão momentaneamente sem lesões continuam sendo portadores. O tratamento da psoríase, na maioria das vezes, se divide em dois momentos: supressão das lesões e manutenção da pele sem lesões. Para isto, é necessário o acompanhamento constante do dermatologista.

4. A psoríase pode ser transmitida de pai para filho?

Sim. A psoríase é uma doença determinada pela genética e, desta forma, pode ser transmitida entre os familiares. Entretanto, não é tão fácil determinar a probabilidade da transmissão familiar da doença. Assim, não se pode ter certeza de que pais portadores de psoríase terão filhos propensos a desenvolver a doença.

5. Que fatores melhoram a psoríase?

Os raios ultravioleta, o clima tropical e atividades que reduzem o estresse, como relaxamento, psicoterapia e  meditação, podem amenizar os sintomas da doença.

6. Que fatores agravam as crises?

Consumo de bebidas alcoólicas; estresse físico ou psicológico; alterações do humor, provocadas por ansiedade ou depressão; fumar, especialmente para mulheres; certas medicações como corticosteróides por via oral ou injatáveis e anti-inflamatórios, entre outros; trauma direto sobre a pele e climas frios onde há menos radiação ultravioleta, podem piorar o quadro de psoríase.

7. O estresse causa psoríase?

O estresse não é a causa da psoríase. Mas naqueles pacientes suscetíveis pode desencadear ou agravar o quadro.

8. A mulher que tem psoríase pode engravidar?

Sim.

9. Pode-se prevenir a psoríase?

Não, porque as causas da doença ainda não estão totalmente esclarecidas e, na maioria dos casos, a pessoa já nasce com uma programação genética para ter ou não ter psoríase.

10. A psoríase pode vir a se tornar um câncer?

Não.

11. Existem medicamentos que desencadeiam a psoríase?

Sim. Alguns anti-hipertensivos, como os beta-bloqueadores, e anti-inflamatórios não-hormonais podem desencadear crises. Os corticóides sistêmicos, via oral ou intramuscular, podem desencadear rebotes e causar o agravamento da doença.

12. O sol é benéfico para todos os tipos de psoríase?

Não. A psoríase pustulosa e formas muitos inflamatórias  podem até mesmo piorar com a fototerapia. Nesses casos, antes de tomar sol, é preciso diminuir a inflamação e o as feridas com pus. O dermatologista é quem deve orientar cada paciente sobre a terapia.

13. As lesões da psoríase provocam dor?

Não é regra, mas, pode haver dor nas lesões, principalmente nos pacientes  com fissuras  (rachaduras) na palma das mãos e na planta dos pés.

14. A psoríase provoca coceira?

Pode causar, mas não é regra para todos os pacientes.

15. Por que é importante combater as infecções?

Porque as infecções podem desencadear ou piorar as lesões, principalmente nos casos de psoríase gutata.

16. Medicações psiquiátricas podem agravar a psoríase?

Sim, em especial o lítio.

17. Como é o tratamento de crianças?

Praticamente todos os tratamentos podem ser administrados às crianças, desde que bem analisados os riscos e benefícios das medicações. Em princípio, após os 12 anos, trata-se o indivíduo como adulto.

18. Psoríase pode acometer os órgãos genitais?

Sim, e é bastante comum que isto aconteça.

19. Alguém pode ter artrite psoriásica, sem ter psoríase na pele?

Sim, isto é possível e pode, inclusive, ser de difícil diagnóstico. Mas o mais comum é que a doença comece pela pele e somente após vários anos comprometa as articulações.

20. É preciso fazer algum tipo de dieta?

Não. Até o momento, não existe nenhuma comprovação científica de que o curso da psoríase seja modificado por qualquer alimento. É importante, no entanto, evitar bebidas alcoólicas, que tanto podem agravar as lesões, quanto podem interagir com as medicações utilizadas, aumentando a chance de o paciente apresentar efeitos colaterais, como a toxicidade ao fígado.

21. De que forma as pessoas com psoríase podem obter melhor qualidade de vida?

Elas podem fazer parte de grupos de apoio a fim de receber esclarecimentos sobre a doença. Além disso, manter-se no trabalho é fundamental para preservar a autoestima, o que também influi no tratamento. O portador deve procurar apoio e incentivo para não abandonar suas atividades sociais e de trabalho. Quem controla a psoríase melhora sua qualidade de vida, portanto, é necessário procurar a terapia mais apropriada e seguir as orientações médicas com afinco.

22. A psoríase é uma doença psicossomática? Sim, pois uma doença psicossomática é aquela em que os aspectos psicológicos podem estar envolvidos tanto no surgimento como no agravamento da mesma. Por psicossomática entende-se uma constante inter-relação entre mente e corpo, entendendo o indivíduo como um ser inteiro, no qual o que se passa na mente repercute no corpo, e da mesma forma acontece o contrário; por aspectos psicológicos, podemos referir o estresse, as perdas, as dificuldades nas relações sociais, dentre outros. Sabe-se que situações difíceis de administrar podem acarretar sentimentos de ansiedade, nervosismo e tristeza. Férias, perda de emprego, separação, mudança, entre outras situações de vida podem ser encaradas de forma positiva por algumas pessoas e de forma negativa por outras. As repercussões físicas de situações como estas vão depender da forma como o indivíduo as enfrentar.

23. O tratamento psicológico pode ajudar no tratamento da psoríase?

Sim. O adoecimento da pele é um processo biopsicossocial, que envolve todas as dimensões do ser humano: física, psicológica, social. O atendimento psicológico coopera com a melhora clínica dos pacientes, mas deve estar sempre associado a um tratamento médico com o dermatologista.

24. Quem tem psoríase pode fazer cirurgia plástica?

Não existem contra-indicações para procedimentos cirúrgicos, sejam plásticos ou não, unicamente pela psoríase. O que pode acontecer nestes casos é o aparecimento de novas lesões de psoríase nos locais dos cortes cirúrgicos ou agravamento generalizado da psoríase pelo estresse cirúrgico. O ideal é que o portador de psoríase sempre consulte seu dermatologista antes de realizar uma cirurgia plástica.

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