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Na Mídia

Educação digital para médicos: o uso das mídias sociais

02/06/2019 07:26

No Brasil, dados de 2019 evidenciam que 96,2% dos usuários de internet têm perfil em alguma rede social – 18,2% a mais que no ano passado. Os profissionais da saúde podem se tornar influenciadores digitais? De maneira geral, a figura do médico tem a confiança do público, mas, para ter relevância no ambiente digital, é preciso conquistar seguidores.

A oficina "Mídias sociais para profissionais de saúde", organizada em São Paulo pela empresa Banca de Conteúdo Comunicação Estratégica, é uma das que oferecem recomendações aos que buscam ocupar esse espaço. Treinadas na elaboração de mensagens de alto impacto, as organizadoras evento foram categóricas em afirmar que: quem não tiver tempo para as mídias sociais, pode acabar com horários vagos no consultório.

Instagram, Twitter, Facebook, LinkedIn…

Existem muitos canais, e cada um deles tem as próprias peculiaridades. O LinkedIn é uma rede profissional que permite a publicação de artigos longos e oferece aceso ao perfil profissional do usuário. Já o Instagram é onde as pessoas "se encontram" com os amigos e acompanham as celebridades. Os médicos youtubers são cada vez mais frequentes, mas manter um blog continua sendo uma boa maneira de compartilhar conteúdo de forma pessoal, complementando a informação profissional disponibilizada em páginas web, que podem ser utilizadas de forma institucional.

Independente da plataforma escolhida, quem decide tentar desbravar este território não pode esquecer um princípio básico: no caso dos médicos, as postagens nas mídias sociais devem ter caráter educativo.

Algumas recomendações

# Os usuários procuram conteúdo relevante; Evite as postagens com "cara de propaganda";
# Invista em produzir conteúdo original e autêntico;
# Se não tiver tempo ou não queira fazer as postagens, contrate profissionais qualificados para fazerem isso para você;
#  Interaja com o público. As interações mais comuns são por meio de enquetes ou da disponibilização de campos para os usuários fazerem perguntas e, em seguida, o médico publica as respostas;
# Recomenda-se que os vídeos tenham legendas. Existem aplicativos grátis que oferecem esta ferramenta;
# Evite as transmissões ao vivo (lives). O profissional pode cair em armadilhas, dar alguma resposta incorreta ou prestar uma consulta médica, o que é proibido; e

# Organize-se: regularidade é fundamental. Reserve um dia por semana para pensar a sua comunicação, e então poste diariamente.

Também é possível fazer postagens pagas nas redes sociais, o que nada mais é do que direcionar o conteúdo para os usuários que se quer atingir, com base em parâmetros variados, como, por exemplo, interesses e localização geográfica. Também é possível enviar conteúdos específicos para as pessoas que assistiram pelo menos 50% de um vídeo seu, ou criar públicos "lookalike", para atingir pessoas que, em tese, se interessariam pelo seu conteúdo.

Fazer anúncios deste tipo não é proibido, mas o médico deve respeitar as normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) referentes ao conteúdo. "O médico pode usar o impulsionamento de postagens respeitando os limites, tem que ter caráter exclusivo de educação", disse ao Medscape a Dra. Andreia Luz, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e integrante da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do Cremesp, comissão que, entre outras atividades, apura denúncias relacionadas com a publicidade médica irregular.

Cuidados

O novo Código de Ética Médica (CEM) revisto e publicado pelo CFM está em vigor desde 30 de abril de 2019. [2] "No capítulo Publicidade médica foi suprimido o artigo 114 do CEM anterior, que falava que era vedado ao médico diagnosticar ou prescrever por meio de qualquer veículo de comunicação. Agora, o artigo 37 do novo código expressa que a prestação de atendimento remoto aos pacientes será regulada por meio de resoluções específicas."

O novo código de ética complementa documentos anteriores [3] que estabeleciam os limites, compromissos e direitos dos profissionais e pacientes. Além do caráter educativo da informação, é importante que o profissional da saúde se identifique na descrição do perfil, compartilhando seu nome completo, estado no qual atua e CRM, além de Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

Os perfis pessoais devem ser separados dos profissionais que, de forma geral, não podem:

# Compartilhar conteúdo sensacionalista;
# Ser autopromocionais;
# Difundir inverdades ou tratamentos não reconhecidos no meio científico;
# Ter "amizade" ou responder comentários dos pacientes, pois isso quebra o sigilo do paciente;
# Prometer resultados;
# Publicar imagens do tipo "antes e depois";
# Expor a imagem dos pacientes em divulgação de técnica, método ou resultado de tratamento;
# Fazer selfie com paciente;
# Publicar fotos do paciente recém-nascido com os familiares ou no centro cirúrgico para relatar o procedimento que foi ou será realizado;
# Divulgar valores da consulta, dos procedimentos ou formas de pagamento, por caracterizar mercantilismo;
# Divulgar aparelhos e equipamentos como vantagens;
# Divulgar marcas. (Nenhuma marca, nem mesmo de produtos relacionados com a atividade, como medicamentos ou cosméticos.);
# Oferecer prêmios, consultas ou avaliações gratuitas;
# Anunciar o telefone do profissional na descrição do perfil ou em algum post;
# Anunciar especialização/área de atuação não reconhecida ou para a qual o profissional não esteja qualificado e devidamente registrado junto aos conselhos de medicina;
# Publicar elogios ou agradecimentos por parte de terceiros e prêmios que não tenham valor científico.

A Codame, do Cremesp, abriu 298 sindicâncias entre 2018 e 22 de maio de 2019, no conjunto de veículos, jornal, revista, televisão, site e mídias sociais. "As mais frequentes são sensacionalismo ou autopromoção, e há matérias veiculadas na televisão ou nos jornais, assim como Facebook, site e/ou Instagram. É obrigação do médico conhecer o código que rege a profissão", destacou a Dra. Andreia.

"Há bastante desconhecimento, mas como a Codame tem por objetivo educar, não apenas punir, respondemos bastantes consultas. Por exemplo, nos enviam o site e perguntam se está todo ok. Avaliamos e muitas vezes encontramos nomes de medicamentos ou de aparelhos que não deveriam estar lá", disse a médica. Sempre que houver dúvida, o médico pode consultar os conselhos regionais.

Fonte: Medscape

Leia mais:

Guia de Boas Práticas nas Redes Sociais da SBD disponível para download

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