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Dezembro Laranja: “Se exponha, mas não se queime” em Santa Catarina



FOTO: Luca Gebara/Agência AL

Como ignorar uma doença que afeta 176 mil novas pessoas a cada ano no país e cuja principal causa é a exposição inadequada à luz solar? Pois ainda há muita gente que faça vistas grossas ao câncer de pele, principal causa de neoplasia maligna entre os brasileiros, abrangendo 30% dos casos (fonte: Instituto Nacional de Câncer) e é por isso que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vem finalizando os preparativos para mais uma edição da campanha Dezembro Laranja.

Promovida desde 2014, a mobilização tem como meta conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a pele, os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce, considerado fundamental para evitar mutilações ou danos maiores.

Sob o mote “Se exponha, mas não se queime”, a campanha tem como tem foco principal os trabalhadores que desempenham suas atividades expostos ao sol. As ações programadas começam no dia 1º de dezembro, com a realização de um mutirão de atendimento, entre as 9h e 15 horas, em diversas cidades brasileiras, e se estendem por todo o período do verão.

Em Santa Catarina, explica o dermatologista Marcelo Rigatti (foto) - que faz parte da seccional catarinense da SBD, participam Florianópolis, Brusque, Chapecó, Concórdia, Joaçaba e Tubarão - temos uma maior incidência devido ao perfil da sua população, de descendência europeia, de menor proteção melanômica. "Nossos índices são semelhantes aos da Austrália, que também tem uma população de pele clara e está situada numa faixa mais tropical. Então as pessoas que têm um sinal, uma ferida, uma lesão e estão preocupadas por acharem que pode ser câncer de pele, podem procurar os postos de atendimento que estão cadastrados na nossa página na internet para receber atendimento e todo o esclarecimento sobre o tema. E, caso tenham um possível diagnóstico da doença, serão encaminhadas para tomar as providências necessárias, como a realização de exames ou biópsias.”

Na campanha do ano passado, informa Rigatti, foram atendidas no estado em torno de 1,5 mil pessoas, das quais aproximadamente 13% receberam possíveis diagnósticos de câncer, índice acima da média brasileira, de 5%.

A importância da prevenção

De acordo com o dermatologista, a maior incidência da doença está entre indivíduos acima dos 55 anos, uma vez que a radiação solar tem efeito cumulativo no corpo e os danos no DNA das células só vão se manifestar mais tarde. Neste sentido, é recomendado que se desenvolva o  hábito do autoexame em frente ao espelho. “As pessoas devem ficar atentas ao surgimento de feridas que não cicatrizam, espinhas que já estão durando muitos meses e que geram coceiras e sangramentos. Atenção também a quem tem muitos sinais ou manchas pelo corpo, geralmente acastanhadas ou escuras, que podem mudar de características. Se elas começarem a ficar assimétricas, com os bordos irregulares, com múltiplas cores, com diâmetro que começa a aumentar ou passa de seis milímetros, são sinais que podem indicar um problema e, neste caso, deve-se procurar um dermatologista para fazer o diagnóstico correto.”

A grande maioria dos cânceres de pele, entretanto, é curável e as chances de sucesso no tratamento aumentam caso o problema seja identificado a tempo.  “Nos carcinomas basocelulares e espinocelulares, que são os mais comuns, o índice de mortalidade é baixo e se você os diagnostica precocemente, está resolvido o problema. Já com relação ao melanoma, que tem um índice de mortalidade muito grande, também há grandes chances de cura, desde que também seja identificado cedo.”

Tendo como principal causa a exposição excessiva à luz do sol ou das câmaras de bronzeamento, o câncer de pele surge com mais frequência nas áreas mais expostas como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo (em calvos), ombros e costas.

A melhor maneira para reduzir o risco de desenvolver a doença, portanto, é reduzir a exposição solar e fazer o uso diário de itens de proteção, ressalta Rigatti. “A precaução envolve medidas simples, como não se expor demasiadamente ao sol entre 10h e 16h. Usar filtro solar, roupas, bonés e óculos escuros, também ajudam muito a evitar o efeito cumulativo do sol e evitar o câncer de pele.”

Fonte: Alexandre Back
Agência AL

 

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